açores – madeira (cultura)

Os Açores, devido à sua situação geográfica, tiveram uma história de contactos bastante menos frequentes com Portugal Continental do que teve a Madeira, passando mesmo longos períodos de quase abandono no meio do Atlântico. Por esta razão, podemos dizer que Vitorino Nemésio captou magnificamente uma das marcas distintivas da cultura daquele arquipélago na frase “Para nós a geografia vale tanto como a história” (NEMÉSIO, Ínsula, 1932, 59).

O sentido de cultura aqui usado é o antropológico, isto é, a cultura consiste em todas as manifestações resultantes da intervenção humana sobre a natureza, criadas a partir da interação entre os seres humanos. Assim, esboçar-se-á um retrato da cultura açoriana nas suas facetas principais: a língua, a religião, a arquitetura, a literatura e outras artes. Desde cedo, os açorianos, no seu inter-relacionamento com um meio geográfico bastante isolado, quase a meio caminho entre dois continentes, desenvolveram e fomentaram expressões criativas elaboradas e por vezes ricas nas mais variadas áreas da cultura.

O seu património material arquitetónico é, obviamente, a mais visível. O basalto e a cal predominam e receberam formas diversas, consoante os estilos foram refletindo, ao longo da história, os sucessivos padrões do continente, mas tomando sempre uma feição local. O exemplo mais notável é o da cidade de Angra do Heroísmo (Património Mundial da UNESCO), que cedo imprimiu uma personalidade própria à sua arquitetura de inspiração pequeno-aristocrática, também presente em alguns exemplares rurais (na Terceira, o basalto é revestido e pintado). A arquitetura do basalto evidencia-se igual e abundantemente noutros aglomerados populacionais, como Ponta Delgada, Ribeira Grande, Vila Franca do Campo, Santa Cruz da Graciosa, Horta e Velas, com exemplos mais esporádicos e dispersos, mas presentes na arquitetura rural e nas residências da burguesia local, particularmente da burguesia resultante do boom económico que teve lugar em S. Miguel, no séc. XIX, conhecido como a “economia da laranja”. O basalto e a cal receberam marcas idênticas nas inúmeras igrejas de todas as localidades acima referidas. A nível rural, destaca-se, em especial, a casa terceirense, as igrejas micaelenses e as ermidas jorgenses.

A predominância dos monumentos religiosos entre os mais visíveis exemplos arquitetónicos açorianos atesta bem a força da vivência religiosa do arquipélago. Esta vivência tem sido associada por estudiosos à frequente sujeição das ilhas a desmandos naturais (terramotos, vulcões, tempestades), que exacerbavam o sentimento religioso das populações que, no seu isolamento, não tinham para quem se voltar senão para os poderes divinos. Essa explicação terá a sua validade, mas não contempla, por exemplo, as acentuadas diferenças em matéria religiosa entre as duas ilhas mais populosas, S. Miguel e Terceira, a primeira com manifestações como a devoção ao Senhor Santo Cristo (com uma famosa procissão, que remonta ao séc. XVIII), a que se junta a tradição das dezenas de ranchos de romeiros que percorrem a ilha durante uma semana na Quaresma. Estas duas expressões religiosas exibem uma vertente melancólica que não está presente nas festas do Espírito Santo, celebradas por todo o arquipélago, se bem que com características diversas nas diferentes localidades, as quais adquirem na Terceira uma pujança especial e acentuadamente festiva. Registe-se que só a partir da institucionalização do regime autonómico as festividades do Espírito Santo ganharam uma dimensão de quase-religião açoriana, por constituírem a festividade religiosa com presença em todas as ilhas.

Uma das facetas mais notórias na cultura açoriana é a linguagem. O seu léxico é rico, tendo conservado vocábulos do português clássico que entraram em desuso no Continente. O sotaque é, no entanto, o elemento mais distintivo da linguagem açoriana e, quando ouvido fora dos Açores, é geralmente caraterizado pelas suas diferenças em relação ao registo médio da fonética portuguesa mais habitual. Tal caraterização diz geralmente respeito à variante micaelense, a mais distante do português-padrão: sendo o sotaque da ilha mais povoada (no começo do séc. XXI, S. Miguel albergava mais de metade da população do arquipélago), é o mais frequentemente escutado, e daí pensar-se que é comum a todas as ilhas. Além do mais, o facto de, em muitas delas, a pronúncia não se distanciar significativamente do português-médio induz os ouvintes desconhecedores dos sotaques açorianos a não identificarem as falas da maioria das ilhas como provenientes deste arquipélago. O sotaque micaelense é também frequentemente confundido com o madeirense, embora os dois sejam bastante distintos. Há quem sugira que o sotaque micaelense tem origem em França, por causa de certas semelhanças fonéticas, mas é possível encontrar sons idênticos em localidades da Beira-Baixa, do Alto Alentejo e do Algarve.

Imbricada no património imaterial da linguagem, temos uma das mais importantes marcas açorianas, a da sua literatura. A obra Saudades da Terra, de Gaspar Frutuoso, escrita entre 1586-1590, é uma crónica sobre o povoamento e o primeiro século de vida nos Açores (os Livros III, IV e VI, pois o Livro I é sobre Cabo Verde e as Canárias; o Livro II é sobre a Madeira; e o V é um texto ficcional e poético do género pastoril) e releva-se como um escrito clássico. Saudades da Terra constitui-se, pois, como a cédula de nascimento de uma história cultural plantada no meio do Atlântico, à qual se seguiram diversas vozes que bem cedo ajudaram a forjar um imaginário insular açórico, estruturado e solidificado ao longo dos séculos: Espelho Cristalino, de Frei Diogo das Chagas (1584-1661); Fenix Angrence, do padre Manuel Luís Maldonado (1644-1711); Historia Insulana, do padre António Cordeiro (1641-1722); e Crónicas da Província de S. João Evangelista das Ilhas dos Açores, de Frei Agostinho Mont’Alverne (1629-1726) – são exemplos literários de vulto surgidos nos primeiros séculos da história do arquipélago.

A tradição prosseguiu e intensificou-se depois, particularmente no séc. XIX, quando uma consciência de diferença começou a ganhar contornos bem mais explícitos a vários níveis, inclusive assumindo implicações políticas. Nessa época, surgiram personalidades açorianas a desempenhar papéis de relevo na cena cultural nacional, como Manuel de Arriaga (que tinha contactos na Madeira pois foi convidado por um grupo de madeirenses a concorrer pelo Funchal à Câmara de Deputados em Lisboa e foi eleito, passando a ser um dos únicos dois republicanos com assento nessa câmara), Antero de Quental e Teófilo Braga – que se notabilizaram no pensamento filosófico nacional, tal como acontecera com António Cordeiro, autor do Cursus Philosophicus Conimbricensis (1714), e viria a acontecer com José Enes) – e a consciência autonómica ganhou força e relevo. Refira-se que o primeiro movimento autonómico aconteceu no final do séc. XIX, tendo como líder Aristides Moreira da Mota; o segundo movimento surgiu no início da década de 20 do séc. XX, tendo-se um grupos de açorianos deslocado à Madeira com o intuito de procurarem adesão e conseguirem consenso quanto às exigências de uma mais larga autonomia política e financeira para os distritos insulares.

Embora autores como Pedro da Silveira tenham efetuado um extenso rastreio das obras produzidas nas ilhas em busca de uma diferença insular, a literatura açoriana foi durante muito tempo apenas reflexo dos ideários estéticos dominantes no Continente. No final do séc. XIX, porém, com a reabertura do arquipélago ao mundo, por os Açores se terem de novo tornado um local intermediário de comunicações (desta vez, telegráficas), uma nova vitalidade emergiu na produção literária, com uma preocupação de captação do espaço regional na literatura (nomeadamente por intermédio dos contistas Florêncio Terra, da Horta, e Nunes da Rosa, do Pico). Foi todavia nas Flores, a ilha mais afastada do continente europeu, que apareceu uma inesperada tomada de consciência da insularidade e de um imaginário açoriano. A sua mais antiga e clara expressão é revelada no livro de poemas Almas Cativas (1931), de Roberto de Mesquita, natural dessa ilha, que Vitorino Nemésio, quase duas décadas mais tarde, arvorou em ícone e símbolo da açorianidade. Ele próprio iria desenvolver e aprofundar a mesma ideia de açorianidade, sobretudo em prosa – no conto – e, particularmente, no romance Mau Tempo no Canal (1944), que se tornou um locus classicus da açorianidade.

A partir de então, uma cadeia de autores açorianos não mais deixaram de se debruçar sobre o universo açoriano, mesmo quando muitos deles passaram a residir no Continente, como aconteceu com Nemésio. Armando Côrtes-Rodrigues, Pedro da Silveira, Eduíno de Jesus, Natália Correia, Dias de Melo, Emanuel Félix, Norberto Ávila, Fernando Aires, Santos Barros, Cristóvão de Aguiar, José Martins Garcia, João de Melo, Álamo Oliveira, Daniel de Sá, Emanuel J. Botelho, Vasco Pereira da Costa, Marcolino Candeias, Urbano Bettencourt entre outros, envolveram-se direta ou indiretamente nesse processo, ainda que alguns deles revelem poucas ou nenhumas marcas insulares na sua escrita. São escritores cujo empenhamento cívico manteve uma ligação identitária ao arquipélago de origem, marca identitária que diferencia a literatura açoriana da literatura madeirense, cujos escritores se integraram no contexto nacional sem fazerem questão de manter uma ligação à ilha natal, possivelmente devido à maior proximidade geográfica com o Continente e às mais frequentes comunicações marítimas.

Aliás, a estrutura das ligações marítimas permitiu que muitos açorianos conhecessem a Madeira, pois os barcos paravam no Funchal nas idas e vindas a Lisboa. Isso tornou possível a escritores como Vitorino Nemésio e Pedro da Silveira estabelecerem relações de amizade com escritores e intelectuais madeirenses (Edmundo Bettencourt, por exemplo). Teófilo Braga dedica o segundo capítulo do seu Os Poetas Palacianos (1871) inteiramente a poetas madeirenses; Vitorino Nemésio dedica o primeiro capítulo de Corsário das Ilhas à Madeira; Onésimo Teotónio de Almeida tem um “Prosema a uma ilha vizinha”. No entanto, há que reconhecer que, mesmo culturalmente, os dois arquipélagos viveram lado a lado sem grande interação entre si, apesar de umbilicalmente ligados a Lisboa.

No final da década de 1950, a criação do Instituto Açoriano de Cultura (IAC), sob a liderança de José Enes e Artur Cunha de Oliveira, incrementou sobremodo a tomada de consciência do arquipélago como lugar de intervenção. As Semanas de Estudos promovidas pelo IAC nos anos 60 do séc. XX provocaram uma forte consciencialização das elites locais, às quais a literatura esteve sempre ligada, porque os seus agentes eram em grande parte os mesmos ou, quando não eram, pelo menos associavam-se nessa intervenção social e cívica. No período que se seguiu ao 25 de Abril, possibilitador da criação das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a consciência de autonomia insular açórica estava particularmente presente em açorianos que intervinham na vida política continental, como Jaime Gama, J. Medeiros Ferreira, Eduardo Paz Ferreira, Mário Mesquita e Mota Amaral, contribuindo, cada um a seu modo, para a codificação legal de um estatuto que há muito tempo já existia e para o desenvolvimento social, científico, económico e cultural do arquipélago, especialmente das três cidades principais: Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

Além da produção escrita de caráter mais erudito, os Açores possuem um historial de publicação de jornais que ultrapassa os 600 títulos, se bem que muitos deles não tenham passado dos primeiros números. Em 2015, publicam-se quatro diários, sendo um deles o mais antigo jornal português e um dos mais antigos da Europa, o Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, onde também são publicados o Diário dos Açores e o Correio dos Açores. Em Angra do Heroísmo, publica-se o Diário Insular. Existem ainda vários semanários. De 1884 ao início da década de 1950, publicou-se, em Lisboa, o Jornal Portugal, Madeira e Açores, que tinha como objetivo defender os interesses das “Ilhas Adjacentes”. Nos inícios da década de 1950, foram publicados alguns números da revista Açores Madeira. Entre cerca de 1954 e 1968, publicou-se, também em Lisboa, o Correio das Ilhas: quinzenário de assuntos e interesses insulares e, desde o início de 2000 até 2015, a Revista Saber Madeira incluiu o suplemento Saber Açores que, de 2003 a 2006, apresentava quinzenalmente o SAAL, “Suplemento Atlântico de Artes e Letras”, dirigido por Vamberto Freitas, ensaísta, crítico literário e professor na Universidade dos Açores.

O Instituto Cultural de Ponta Delgada, o Instituto Histórico da Ilha Terceira e o Núcleo Cultural da Horta, instituições que desempenharam um importante papel em simultâneo com o IAC, também publicaram, com maior ou menor regularidade, as suas respetivas revistas: Insulana, Boletim do IHIT e Boletim do NCHorta. O IAC publicou a Atlântida.

Entre as instituições culturais, destaque-se igualmente o Seminário Episcopal de Angra que, a partir dos anos 40 do séc. XX, começou a desempenhar um papel de relevo na vida cultural açoriana (primeiro na Terceira e nas ilhas do Oeste, estendendo-se depois a todo o arquipélago), e o Instituto Universitário dos Açores, que surgiu após o 25 de Abril, em 1976, passando a Universidade em 1980. A par de variadas atividades eruditas, a Universidade dos Açores desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do arquipélago. Antes da criação da universidade da Madeira, vários madeirenses lecionaram na Universidade dos Açores.

Também no domínio da palavra, há que mencionar as várias manifestações de literatura popular, muitas delas expressas em combinação com a música: o teatro popular, os “bailhinhos” de carnaval e as “velhas” (na Terceira), as cantigas ao desafio e a literatura de cordel. De referir ainda a expressão intermédia de teatro-revista, cultivada sobretudo em S. Miguel e na Terceira, e também o aparecimento, proporcionado pela televisão, de séries a partir de obras literárias. Xailes Negros foi a primeira das várias obras televisivas dirigidas por Zeca Medeiros; seguiram-se-lhe, entre outras, O Barco e o Sonho, Gente Feliz com Lágrimas e Mau Tempo no Canal.

Na música, a canção popular tradicional é a mais representativa da criatividade açoriana, assumindo caraterísticas particulares nalgumas ilhas; tem como marca comum uma tonalidade melancólica. De entre os cultivadores eruditos, destacam-se o jorgense Francisco Lacerda, compositor e maestro com carreira na Europa, e Tomás Borba, compositor e autor de um popular livro didático de solfejo. Deve registar-se ainda, além do Conservatório de Ponta Delgada e da Academia Musical de Angra como exemplos de instituições dedicadas à música erudita, a existência de mais de 100 filarmónicas espalhadas pelas ilhas do arquipélago, quase todas em povoações rurais. Vocacionadas, sobretudo, para a participação em festas religiosas, as bandas efetuam concertos públicos integrados nessas celebrações, executando uma programação de música profana. As filarmónicas têm permitido, ao longo dos tempos, uma notável divulgação da cultura musical. A Lira Açoriana, para citar um exemplo apenas, é uma espécie de seleção regional que congrega os melhores executores numa orquestra-filarmónica representativa da Região.

Relativamente às artes plásticas, António DaCosta distinguiu-se particularmente na história da pintura portuguesa e europeia e Domingos Rebelo é um respeitado pintor regionalista. Entre outros pintores de renome na segunda metade do séc. XX, há que mencionar Carlos Carreiro, Luísa Constantino, Tomaz Borba Vieira e Rogério Silva (que é frequentemente esquecido nos Açores por ter passado grande parte da sua vida nos EUA). Na escultura, há que realçar Canto da Maya, que tem um lugar de relevo na história da escultura portuguesa.

Nas ciências, Arruda Furtado, um autodidata que se correspondeu com Darwin e estudou minuciosamente a personalidade cultural micaelense (o seu plano era estender o projeto ao resto do arquipélago, mas faleceu aos 32 anos), Francisco Afonso Chaves e José Agostinho foram três figuras de topo. No campo da etnografia, há que referir, em particular, Luís Ribeiro, com um variado e rico conjunto de estudos sobre as mais diversas manifestações da cultura açoriana, incluindo o clássico Subsídios para um Ensaio sobre a Açorianidade.

É possível mencionar ainda outras manifestações em várias áreas da cultura, como os jardins (por exemplo, o Parque Terra Nostra e o Jardim José do Canto, em S. Miguel, bem como o Jardim Público de Angra); o artesanato (a cerâmica, as rendas e os bordados, os trabalhos em folha de milho e em vime, a tecelagem); a culinária regional (a alcatra terceirense, o cozido das Furnas micaelense, a doçaria, a massa sovada); os laticínios (a manteiga e o queijo, sobretudo o de S. Jorge); o chá (em S. Miguel); a vinicultura, sendo a mais famosa a do Pico (as vinhas nas imediações da Madalena são Património Mundial da UNESCO), ilha que também adaptou e melhorou o barco baleeiro americano. Os vários museus açorianos são ricos na exibição destas e doutras criações insulares; saliente-se o Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada, o Museu de Angra e o Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.

A emigração, marca tricentenária da história açoriana, tem produzido uma notável expansão da cultura do arquipélago, prolongando-a particularmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Sul do Brasil.

Este esboço de retrato da cultura açoriana forjada em 500 anos de isolamento no meio do Atlântico entre a Europa e a América não poderá terminar sem uma referência a uma extraordinária tentativa de aproximação cultural entre os Açores e a Madeira ocorrida na primeira década de 2000, quando Maria Aurora Carvalho Homem foi diretora do Departamento de Cultura na Câmara do Funchal. O projeto visava fazer da Madeira o centro dinamizador de atividades culturais conjuntas entre os quatro arquipélagos da Macaronésia. Foi criada a Associação Cultural das Ilhas do Atlântico, que realizou diversos colóquios no Funchal com a participação de escritores, artistas e académicos provenientes dos quatro arquipélagos, e sempre com uma significativa presença de açorianos (Eduíno de Jesus, Vamberto Freitas, Eduardo Bettencourt Pinto, Adelaide Freitas, Urbano Bettencourt, Zeca Medeiros, Onésimo Almeida, entre outros); estes colaboravam com frequência na revista Margem, publicada por aquele Departamento, responsável também pela edição dos vários volumes de atas dos colóquios realizados. Diversas outras iniciativas culturais surgiram a partir deste departamento (por exemplo, a edição de Contos Madeirenses, obra coordenada por Nelson Veríssimo), várias delas envolvendo a Universidade da Madeira. Os congressos e os colóquios de História realizados tanto nos Açores como na Madeira também proporcionaram uma aproximação entre os dois arquipélagos que se tem revelado frutuosa para ambas as partes.

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Onésimo Teotónio Almeida

(atualizado a 11.08.2015)