blandy, família

Estamos perante uma família e casa comercial que, nos últimos anos, tem despertado desusado interesse na sociedade madeirense. É uma entre muitas e muitas famílias inglesas que, no decurso do séc. XIX, se fixaram na Madeira, na mira do comércio do vinho Madeira, e que, rapidamente, acabaram por adquirir um lugar proeminente na economia do arquipélago. Sabemos que, de acordo com a tradição inglesa, a afirmação destas casas comerciais prima por uma política global de intervenção, capaz de estabelecer uma cadeia própria que atinja a vida económica e financeira no seu todo. É servida quase sempre de um órgão ao nível da comunicação social. A tradição manteve-se aqui na Madeira e talvez tenha sido a razão da origem da sua continuidade no arquipélago, ao contrário de outras, que, por apostarem preferencialmente num sector, acabaram por perder protagonismo e ter que sair.

Nos últimos anos, a referida casa comercial e família tem merecido algum interesse editorial. Fizeram-se estudos monográficos, com teses académicas, e publicaram-se livros. Qualquer um destes livros, e outros que se publicaram sobre a Madeira nos sécs. XIX e XX, trazem informação e dados que, em muitos aspetos, evidenciam, de forma mais clara, o protagonismo desta família, dando conta dos múltiplos pontos positivos, bem como dos negativos da sua intervenção. Mas felizmente a história não é um tribunal, tão-pouco os historiadores poderão assumir o papel de acusadores ou defensores desses protagonistas. Um dos textos mais recentes sobre a família Blandy é de Marcus Binney. Não é um romance, e está também longe de ser a história completa da presença desta família na ilha. O autor reuniu factos, testemunhos, poucos documentos e procurou tecer uma biografia da família em forma de panegírico. Por pouco, a história da Madeira dos últimos 200 anos teria apenas um protagonista, uma família no centro de tudo. Felizmente que a História da Madeira é outra realidade, muitas vezes negra, em que a presença desta família nem sempre se tece da melhor forma. Os ingleses, onde quer que se fixem e afirmem, nunca estarão isentos de controvérsia, e a Madeira não será uma exceção.

A leitura do livro de Marcus Binney (2011), em confronto com a tese de mestrado policopiada de Liliana Correia (2005) sobre a mesma família no séc. XIX, permite um duplo olhar sobre a sua presença e importância. De um lado, apresenta-se a saga quase mítica desta família na ilha. Do outro, surgem-nos as referências que permitem descobrir a sua forma de intervenção e esclarecer como atingiu a dimensão que teve e legou aos seus descendentes.

O recurso ao livro de Liliana Martins permite-nos o inventário de algumas das situações que contribuíram para o crescimento do património fundiário dos Blandys. Entre 1844 e 1850, foram 16 as situações, no Santo da Serra, dos moradores que, em dificuldades por pertencerem ao movimento protestante do Rev. Kaley, foram obrigados a emigrar, entregando o seu património a John Blandy. Depois, entre 1878 e 1907, tivemos 74 novos atos notariais em que são partes Richard Ridpath Blandy e John Burden Blandy. De novo, dívidas e situações de incumprimento de empréstimos levam à perda dos bens hipotecados. De igual modo, a compra da Qt. do Palheiro Ferreiro, em 1885, resulta de uma situação de hipoteca em que era parte interessada também a família Blandy. Já antes havia acontecido o mesmo com a quinta de João Bruno Accioly, em Santa Luzia que, em 15 de janeiro de 1824, foi adquirida por João Blandy, na sequência de uma execução fiscal da JRF do Funchal, por falta de pagamento de impostos. A situação repete-se nos anos 20 e 30 com a crise bancária e económica que serviu de impulso às Revoltas da Farinha e da Madeira. Desta forma, poderemos dizer que esta outra face da moeda ainda está por esclarecer devidamente. Só então será possível posicionar nos pratos da balança o deve e haver desta família e de muitas outras que fizeram da ilha o centro dos seus negócios, a sua ilha do tesouro.

Queremos realçar a importância da documentação notarial no estudo das empresas, mas também alertar para alguns perigos. Por vezes, a falta de cuidado leva a que se tirem algumas conclusões precipitadas quanto à dimensão e papel de uma empresa através dos registos notariais. Junto com o número de operações notariais deverá ter-se em conta, não só os valores em jogo, como o tipo de relação que o ato público denuncia entre as duas partes. Não foi por acaso que muitos dos estudiosos e utilizadores das fontes notariais insistiram em inúmeras recomendações sobre a forma de uso e tratamento deste tipo de fontes no discurso histórico. Desta forma, um discurso histórico credível deverá ter em conta a necessidade de questionar a autenticidade e a fiabilidade das fontes e dos seus informantes, como também de equacionar a representatividade das informações recolhidas e a sua suficiência para o motivo que nos ocupa.

Neste quadro de atuação, deveremos assinalar a família Blandy, que, de forma rápida, entre o período que medeia o último quartel do séc. XIX e as três primeiras décadas do seguinte, conseguiu reunir um património assinalável na cidade e no espaço rural. O facto de deterem uma posição hegemónica na economia da ilha – abarcando as suas atividades, o comércio, a navegação e as finanças – permitiu-lhes aproveitarem-se da situação de crise para aumentar o património fundiário, quer urbano, quer rural. Destaca-se que, para o período de 1878 a 1907, são sinalizados 64 atos notariais, na sua maioria favoráveis à firma ou família Blandy.

A propósito, convém referir que esta ampla forma de intervenção da Casa Blandy na sociedade não indicia uma intenção benemérita ou social dos ingleses, mas enquadra-se numa estratégia comum a esta comunidade de comerciantes, que atuam em simultâneo como exportadores, atacadistas, revendedores, banqueiros e seguradores. O modelo acontece tanto na Madeira como nos Estados Unidos da América, nos sécs. XVIII e XIX. Partindo desta estratégia da Casa/firma Blandy, claramente definida no último quartel do séc. XIX, consideramos que seria importante rastrear qual a situação para o séc. XX, nomeadamente no período conturbado que se viveu, por força das guerras e da crise financeira mundial que teve grande impacto na ilha, com a falência de diversas casas bancárias.

Boatos e testemunhos apontam quase sempre o dedo acusador à firma Blandy pela situação criada com a falência das casas bancárias. Neste quadro, por falta de documentos oficiais e na ausência de informações na imprensa da época, vimos nos livros notariais uma possibilidade de encontrar algum rastro dessa denúncia, entretanto ainda por provar. Foi por isso que, no quadro dos estudos que coordenamos sobre a economia e influência das comunidades estrangeiras, solicitamos a participação de José Luís de Sousa para proceder ao levantamento de todos os atos notariais em que a firma Blandy participou, durante o período de 1910 a 1974, no sentido de perceber a sua forma de atuação face à realidade socioeconómica do período em questão.

No estudo destas empresas, é fundamental o recurso aos arquivos privados quando estão disponíveis ou o seu acesso facilitado. Neste caso, os atos tombados nos registos notariais e, acima de tudo, o acervo privado de cartas comerciais e demais livros da contabilidade das empresas, que sabemos existirem para esta família e que já tivemos oportunidade de manusear, são fundamentais para o estudo no domínio da chamada história empresarial, que, entre nós, ainda não alcançou adeptos.

As cartas comerciais obedecem a uma lógica, uma vez que são um instrumento fundamental da atividade comercial entre distintos mercadores e seus agentes. Muitas vezes, o sucesso deste sistema de circulação de produtos depende da forma expedita com que as mesmas circulam e chegam ao destinatário. A sua utilização na construção da história tem sido múltipla, buscando-se os dados que inferem sobre as mercadorias em troca, os portos de destino e os meios de pagamento, mas, raras vezes, se olha para estas de outra forma, na busca da intimidade e vivências dos seus interlocutores.

Em 1980, no quadro dos estudos que tínhamos em curso, quisemos proceder a um levantamento da documentação empresarial ligada ao sector do vinho a partir do achado da documentação de algumas das empresas que se haviam associado para dar origem à Madeira Wine Association (MWA), hoje Madeira Wine Company (MWC). Com as facilidades concedidas pela sua direção, procedemos à organização dos referidos arquivos, com o fito de procedermos, na época, à sua microfilmagem para, num futuro, podermos realizar um estudo mais abrangente da história do vinho que incidisse sobre o vinho Madeira. Entretanto, faltou entendimento a quem de direito para que esta missão se concretizasse, e parte significativa deste espólio acabou desmantelado. O que sobrou está disponível no museu da MWC, nas Adegas de S. Francisco (ASF).

Não podemos esquecer que a história da Madeira, a partir de meados do séc. XVII, embora a sua presença seja anterior, não pode ser entendida sem esta comunidade que assume um papel dominante no comércio do vinho, na navegação e demais sectores económicos da sociedade madeirense. Muitos, porque faziam do negócio do vinho a sua principal atividade e fonte de lucro, partiram com as crises de 1852 e 1872. Outros aproveitaram-se desta e de outras crises para reforçar posições e ganhar dimensão económica. Na verdade, foram os momentos de crise da economia madeirense que deram a vantagem para esta afirmação da casa comercial. Foi assim na segunda metade do séc. XIX, com a crise do comércio do vinho, como na década de 30, com a crise bancária.

A tradição aponta a presença de John Blandy desde 1807, como furriel das forças do general Beresford. Entretanto, Emmanuel Berk encontrou, em agosto de 2006, uma carta de apresentação datada de 23 de dezembro de 1807 e dirigida à firma Newton, Gordon, Murdoch em que se revela a vinda deste súbdito de Sua Majestade para a ilha a fim de cuidar da sua saúde e a oferecer os seus préstimos para um qualquer emprego de contabilidade. É mais um entre muitos britânicos que a Madeira acolhe em busca dos efeitos benfazejos do clima na cura de doenças e que acaba por se fixar e fazer vida na ilha.

Blandy Brothers Lda., popularmente conhecida como a Casa Blandy, é a cara visível, em termos comerciais, da família Blandy no arquipélago. Começou com os vinhos em 1811 e, como todas as famílias inglesas, alargou o ramo de negócios a todos os sectores da atividade comercial, com particular incidência na navegação marítima, em 1862, como agente, em 1878, abastecedora de água e carvão aos navios, em 1855, como interventora na cabotagem marítima, em 1897, ou, ainda, na construção naval, em 1896. O leque das suas atividades alarga-se depois à água, através da chamada levada Blandy, e ao abastecimento doméstico de água, à moagem dos cereais, em 1930 [?], aos fornos de cal, em 1945, e mesmo à imprensa, com o Diário de Notícias, a partir da década de 30 do séc. XX. Está também assinalada como banqueira, a partir de 1880, mas a Casa Bancária Blandy Brothers (banqueiros) Lda. só começou em 1923, estando associada à crise bancária que aconteceu em 1931, partilhando, com a Casa Hinton, o património ligado ao banco de Henrique Figueira da Silva, vendido em hasta pública por insolvência. Ainda na década de 30, passa a intervir na hotelaria com a compra do Hotel Reids, que foi vendido em 1996, mas a sua situação saiu reforçada neste sector, em 2000, com o Porto Bay Group, que se expande ao Brasil (2007) e ao Algarve (2008).

Foi no negócio do vinho que John Blandy (1783-1855) consolidou os seus negócios na ilha e fez erguer o império que a casa hoje detém. Em 1811, John Blandy começou a negociar vinhos, adquirindo rapidamente uma posição destacada no sector das exportações. Um facto curioso sucedeu em 1816, com a entrada de duas vasilhas com 92 garrafas de vinho do Porto, pedidas por J. Blandy para curar uma moléstia da mulher. Nos dados das exportações de 1823, sabemos que exportou 10 pipas, subindo para 152, em 1824. Os principais destinos foram Londres, Índia, Jamaica, Demerara, Baltimore e Filadélfia. Foi o seu filho, Charles Ridpath Blandy (1812-1879), que assumiu a gerência da Casa em 1855, quem deu o golpe de mestre ao avançar com um investimento na compra dos stocks de vinhos velhos existentes em diversas casas da ilha. Foi precisamente no ano que assumiu esta direção que comprou a Qt. do Palheiro Ferreiro, propriedade do conde de Carvalhal, que havia sido penhorada por dívidas à Fazenda Real. Com isto construiu uma reserva que se manteve até a atualidade como o maior património vínico do arquipélago e que propiciou às futuras gerações, nomeadamente no período das crises resultantes do oídio, mas acima de tudo da filoxera, em 1872, dar continuidade e importância à casa de vinhos. Esta política teve continuidade com o filho, John Burden Blandy (1839-1912), que assumiu a direção da casa em 1878.

As ASF, no Funchal, onde hoje temos a Blandy’s Wine Lodge, foram adquiridas à CMF depois de 1836, altura em que foram expropriadas à família madeirense de Pedro Jorge Monteiro e do cônsul francês Nicolau de La Tuelliére, casado com uma filha do primeiro, uma família historicamente ligada aos vinhos e com grande poder neste comércio no decurso da segunda metade do séc. XVIII, mas que agora estava falida.

A Casa envolveu-se no comércio com o vinho americano. Em 1863, Charles Blandy, em carta a Jefferson Davis, presidente dos Estados Confederados, reclamava o pagamento dos danos causados com a perda de mercadoria provocada pelo afundamento do barco Lauraetta pelo barco Alabama. Nos primeiros anos do séc. XX, a firma Blandy Brothers & Co. ocupava o segundo lugar, depois de Cossart Gordon & Co., no conjunto das firmas estrangeiras exportadoras de vinho Madeira.

A 9 de agosto de 1913, foi constituída, por escritura notarial, a firma MWA, reunindo algumas empresas ligadas ao comércio de vinhos: Harry Hinton, Blandy Madeira Lda. (1811), John Frothingham Welsh, Cunha e Co. Lda. e Henriques & Câmara, a que aderiram, depois, Donaldson e Krohn Brothers. É a consequência inevitável da crise do mercado do vinho, nos princípios do século, agravada, nos anos imediatos, com as guerras mundiais. Passados 12 anos, ganhou nova dimensão passando a ocupar as instalações da firma Blandy no centro do Funchal, as ASF, e a contar com a adesão de outras casas comerciais: Abudarham & Filhos, Luís Gomes da Conceição & Filhos (1863), Miles Madeira Lda., F. F. Ferraz & Cia., T. T. da Câmara Lomelino (1820). Cossart Gordon & Co. Lda. (1745) foi o último a juntar-se ao grupo, em 1953. A partir de 31 de dezembro de 1981, a firma alterou a designação para MWC. Iniciou-se aqui uma nova fase que levou a que a família Blandy assumisse, em 1979, uma posição maioritária. A partir de 1989, partilhou o património com a família Symington, que adquiriu o controlo da empresa, situação que acabou por se reverter, em 2011.

Em setembro de 2000, foi atribuída à MWC a certificação de qualidade na produção, pela norma ISO 9001. Na rua de S. Francisco permanecem os antigos armazéns que foram da firma Blandy, como espaço museológico e de provas, enquanto no Lg. Severiano Ferraz se instalou todo o espaço de vinificação e engarrafamento, com o recurso às mais modernas tecnologias. É aqui que podemos ainda encontrar em funcionamento as estufas de madeira e cimento.

A família também assumiu uma posição destacada nas moagens, a partir de 1900, mantendo-a até a atualidade. Aliás, refere-se que a chamada revolta da Farinha, que ocorreu em fevereiro de 1931, está relacionada com esta moagem, acusada de querer monopolizar o sistema, pela forma como a legislação tratou de regulamentar o sector moageiro, com a publicação, a 26 de janeiro de 1931, do dec. 19.273, conhecido como o “decreto da fome”, que criava o regime de monopólio controlado por um grupo de proprietários das fábricas de moagens, entre os quais a família Blandy, conhecidos como “os moageiros”. A partir de 1930, a família Blandy, com serviço de moagem, associa-se à Companhia Insular de Moinhos (CIM), criada a 1 de maio de 1929, por iniciativa de um grupo de nove empresários ligados ao sector da panificação. Daí que a CIM tivesse sido um dos principais alvos da revolta e do assalto dos populares, por materializar esta tendência monopolista.

À família também se atribuem várias iniciativas, entre as quais a importação do gado lanígero de Inglaterra, a construção da primeira fábrica de manteiga, tal como a importação do relógio da Achada. Este relógio veio diretamente de Liverpool para a torre construída de propósito por Michael Grabham, em 1896, na sua Qt. da Camacha.

Devemos acrescentar, ainda, para além da casa bancária, a existência em termos financeiros de mecanismos de atuação que foram usuais por falta de dinheiro circulante e que permitiram situações de favorecimento. Por um lado, tivemos diversas formas de empréstimo em produtos, sob caução da colheita do vinho em setembro, que permitia aos ingleses uma situação privilegiada na relação com os produtores de vinho. Depois, o recurso a fichas, sob a forma de papel ou metal, neste caso imitando mesmo as moedas, que substituíam as moedas de menor valor. As fichas Blandy eram muito populares e tinham aceitação, não só na casa Blandy, como em muitas casas comerciais da cidade.

No decurso do séc. XIX, a comunidade inglesa residente na Madeira era muito interventiva na vida local. Assim, tanto controlava a direção da Associação Comercial, como intervinha ativamente e com assiduidade nas suas reuniões. A família Blandy é um caso evidente desta realidade. Aliás, a comunidade era muito unida e tinha reuniões periódicas na defesa dos seus interesses. John Blandy integrou a direção em 1839, enquanto Charles Ridpath Blandy integrou-se em 1843, na qualidade de tesoureiro, situação que manteve até 1956, uma vez que, no ano seguinte, assumiu o cargo de presidente.

Um dos episódios muito propalados desta casa prende-se com a passagem de Napoleão Bonaparte pelo Funchal, a caminho de Santa Helena, em que o cônsul inglês quis presentear o imperador deposto com vinho Madeira, que este não bebeu. Desta forma, após a sua morte, Henry Veitch solicitou, em 1822, a devolução do vinho, vendendo depois à Blandy Brothers, que o engarrafou, em 1840, na condição de vinho velho e da roda. Churchill, de férias no Funchal, em 1950, foi presenteado com uma destas garrafas do vinho que o deposto imperador não bebeu.

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Alberto Vieira

(atualizado a 30.08.2016)