cancioneiro geral (poetas madeirenses no)

Beneficiada por uma conjuntura extremamente favorável, em que as grandes potências europeias se deparavam com conflitos internos e guerras entre as potências do coração do Velho Continente, com a chegada dos turcos otomanos aos limites do Império Bizantino e o início da decadência dos estados italianos de Génova e Veneza, a nação portuguesa, com uma paz firmada desde a ascendência da Dinastia de Avis, abraçou o desafio civilizacional de conduzir o Ocidente à conquista do grande mar oceano.

Em contacto com os grandes centros comerciais do Norte da Europa (Flandres), os Estados Italianos e a Corte Pontifícia, e com relações permanentes com a potência ibérica, Castela, a influência cultural não tardou a acompanhar o crescimento económico advindo da Expansão pelo Norte de África até à conquista do caminho marítimo para Índia, nos dois reinados que marcaram o apogeu do Império Português (D. João II e D. Manuel I), à época, o maior do Ocidente.

Na corte, há muito que se ansiava pela emancipação cultural portuguesa e pela respetiva afirmação no seio da Europa. Chegam mestres italianos, castelhanos e flamengos, atraídos pela pujança económica da corte portuguesa e pelo clima de paz e de experimentalismo humanista que a Expansão ofereceu. Assim, além dos textos filosóficos de cariz humanista que surgirão ao longo do séc. XVI, a corte, no que toca ao cultivo das letras, começa a incentivar uma produção própria, que recolhe a essência poética portuguesa adaptada aos ventos culturais da Europa.

Garcia de Resende
Fig. 1 – Estátua de Garcia de Resende, escritor e compilador do Cancioneiro Geral, em Évora. Fonte: www.infopedia.pt, Porto Editora, 2003-2015.

É neste contexto que surgem Garcia de Resende e outros poetas palacianos – tendo o eborense a predominância inovadora, em Portugal, de recolher a poesia palaciana que se cultivava na época – e que se adivinha o aparecimento de vultos literários que marcaram o mundo português, como é exemplo maior Camões, nas vertentes épica e lírica.

O Cancioneiro de Resende acompanha a finalização da construção dos principais monumentos (coincidindo com o acabamento dos Jerónimos, perto da praia do Restelo, local de partida das caravelas) que marcam os Descobrimentos Portugueses, e alia-se, assim, ao facto de a nação necessitar de exibir um fundo cultural que a legitime perante as grandes nações europeias.

Intelectual português nascido em Évora em 1470, tendo morrido na mesma cidade em 1536, Garcia de Resende foi trovador, tangedor, desenhador e entendido em arquitetura militar, tendo-se distinguido como poeta, cronista, historiógrafo, músico, desenhista e arquiteto. Em 1490, era moço de câmara de D. João II (1455-1495), e, em 1491, passou a moço de escrivaninha (secretário particular). Com D. Manuel I (1469-1521), foi designado como secretário-tesoureiro da embaixada (12 de março de 1514) presente ao Papa Leão X (1475-1521) e liderada por Tristão da Cunha (1460-1540).

Garcia de Resende é considerado por muitos o criador do “Ciclo dos Castros”, por ser o autor dos mais antigos poemas acerca do episódio da morte de Inês de Castro, conhecidos como Trovas à Morte de Inês de Castro. No entanto, obteve o seu maior reconhecimento com o Cancioneiro Geral, publicado em 1516, no qual reúne a poesia produzida nas cortes de D. Afonso V (1432-1481), D. João II e D. Manuel I. O prólogo é dedicado ao príncipe D. João (futuro D. João III) e o livro é finalizado com 48 trovas da autoria do compilador.

Fig2 Cancioneiro
Fig. 2 – Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, 1516. Fonte: Biblioteca Nacional

Impresso em 1516 em Lisboa, na oficina de Hermão de Campos, o Cancioneiro Geral é uma volumosa coletânea reunida e organizada por Garcia de Resende. Das suas páginas constam composições poéticas de 289 poetas portugueses e 29 castelhanos, pelo que é uma obra com poemas em português e em castelhano. Tem o mérito de ter sido a primeira coletânea de poesia impressa em Portugal e o principal repositório de poesia portuguesa da época.

Por se encontrar em contacto com as realidades galaico-portuguesa e castelhana, o Cancioneiro de Resende segue os modelos castelhanos do Cancionero de Poetas Antiguos que Fizo é Ordenó é Compuso é Acopiló el Judino Johan Alfon de Baena (1445), composto por Juan Alfonso de Baena (c. 1375-c. 1434), o mais antigo texto deste estilo em castelhano, conhecido como o Cancioneiro de Baena, e o Cancionero General de Muchos y Diversos Autores (1511), de Hernando del Castillo (n. em Segóvia), e nasce com o propósito de auxiliar a memória, lembrando as composições cultivadas nos serões palacianos. Assim, Garcia de Resende reuniu cerca de 1000 poemas (150 em castelhano e o restante em português) de 318 autores, abrangendo desde a metade do séc. XV até ao início do séc. XVI. Ao contrário do cancioneiro de Hernando del Castillo, os poemas do Cancioneiro de Resende não se encontram organizados por temas.

Os temas de Resende são de natureza palaciana, havendo ainda poesia religiosa, amorosa, elegíaca e de temática épica. Entre a época medieval e a época moderna, há uma continuidade com a poesia medieval, através de composições satíricas e géneros como o pranto ou a tenção e a poética amorosa, e uma outra linha que reflete a chegada da cultura clássica e as influências de Petrarca e de Dante Alighieri. Esta poesia é diferente da medieval, uma vez que não é escrita para ser cantada e bailada. Além do próprio autor, destacam-se aqui nomes como os do Conde de Vimioso, Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, Duarte de Brito, Diogo Brandão e João Roiz de Castel Branco.

fig 3 Cancioneiro
Fig. 3 – Cap. “O Cuydar e o Sospirar” do Cancioneiro Geral, org. Garcia de Resende, 1516. Fonte: Biblioteca Nacional. Cota: RES-111-A.

No Cancioneiro de Resende, são-nos apresentadas novas formas poéticas, vilancetes, cantigas, esparsas, trovas (em redondilha maior ou menor) e ainda composições de arte maior, além da poesia satírica e de algumas manifestações elegíacas, encomiásticas, heroicas e religiosas. Na compilação, os registos mais assinaláveis são os de temática amorosa, através da expressão casuística amorosa e das suas antinomias: morte/vida, cuidar/suspirar, querer/desejar, ver/cegar.

Nesta panóplia de insignes vultos da Literatura Portuguesa, estão presentes alguns poetas madeirenses do séc. XV. Disso nos dá conta Teófilo de Braga (1843-1924), que se refere, no seu estudo “Poetas Palacianos” (1871), ao “Ciclo Poético da Ilha da Madeira”, durante o reinado de D. Duarte I (1391-1438), no qual insere os seguintes nomes que constam no Cancioneiro de Resende: João Gomes, Tristão Vaz Teixeira (conhecido como Tristão das Damas e filho do 1.º Capitão Donatário de Machico), João Gonçalves da Câmara (2.º Capitão Donatário do Funchal), Manuel de Noronha (filho de João Gonçalves da Câmara), Pêro Correia ou Pedro Correia (2.º Capitão Donatário do Porto Santo), Duarte de Brito (casado com uma neta de Zarco), Rui de Sousa (igualmente casado com uma neta de Zarco), Rui Gomes de Grã (igualmente casado com uma neta de Zarco) e João de Abreu (casado com uma neta de Tristão Vaz). O capítulo “El-Rei D. Duarte e o Ciclo Poético da Madeira” é comentado em Saudades da Terra (1873) por Álvaro Rodrigues de Azevedo (1825-1898).

Fig 4 Saudades da Terra
Fig. 4 – Saudades da Terra (ed. 1873), p. 771, onde se refere o «Ciclo Poético» da Madeira, presente no Cancioneiro Geral.

Segundo os comentários de Rodrigues de Azevedo em Saudades da Terra, os poetas da Madeira são fortemente influenciados pela escola aragonesa, com alguns motivos da Europa Central e do Norte, provavelmente advindos da colonização de origem flamenga, durante a época do açúcar. No que respeita à existência de um verdadeiro ciclo na Madeira, distinto do ramo continental, é algo que não se vislumbra, quer a nível temático, quer a nível estrutural, fazendo estes poetas parte de um todo nacional. Alfredo António de Castro Teles de Meneses de Vasconcelos de Bettencourt de Freitas Branco, Visconde do Porto da Cruz (1890-1962), é de opinião contrária à de Álvaro Rodrigues de Azevedo, afirmando, com Teófilo de Braga, que a Madeira tinha, de facto, no tempo de D. Duarte I, uma escola poética distinta da continental. Pela análise, o comentador de Saudades da Terra tem uma leitura exata, pois a questão do “Ciclo Poético da Ilha da Madeira” parece uma falsa questão, uma vez que nos poetas oriundos da Madeira não se distingue uma temática ou estrutura diferentes. Provavelmente, a expressão de Teófilo de Braga deveria remeter-nos para a origem e não para a matéria, língua e estilo poéticos, apesar de não ser esse o entendimento do intelectual açoriano.

Álvaro Rodrigues de Azevedo considera que os principais poetas madeirenses representados no Cancioneiro são Tristão Teixeira, João Gonçalves da Câmara, Pedro Correia e Manuel de Noronha. De João Gomes, de quem o Cancioneiro apresenta composições, desconhece-se se a sua origem é da Madeira se do continente português, surgindo citado como João Gomes da Ilha ou João Gomes, o Trovador. Casou no Funchal com D. Guiomar Ferreira, filha de Gonçalo Aires Ferreira, companheiro de Zarco. Teve terras de Sesmaria nas margens da ribeira sua homónima. Foi pajem do Infante D. Henrique e faleceu em 1495. Além das 13 composições presentes na disputa de “O Cuydar e o Sospirar”, existem mais 20 poemas subordinados ao título “De Joham Gomez da Ylha”. De todos os poetas do denominado “Ciclo Poético da Madeira”, o ascendente de Tristão Gomes de Castro, o autor de Argonáutica de Cavalaria, é, provavelmente, o mais famoso. Como exemplo da lírica de João Gomes, sob a rubrica “Joam Gomez da Jlha”, apresenta-se uma estrofe em que o tema do “cativo”, que será caro à lírica camoniana, é uma referência:

“Eu vy no tempo passado/affirmasse por verdade/catyuidade de grado/ser jnteyra lyberdade/mas por çerto meu motiuo/he contra quem se catyua,/ledo forro sempre vyua/quem se lyura de catyuo”. (RESENDE, 1910, I, 238).

Quanto a Tristão Vaz Teixeira (conhecido como Tristão das Damas e filho do 1.º Capitão Donatário de Machico), surge no Cancioneiro com a designação “De Tristam teyxeyra capitãao de Machyco”, uma vez que foi o segundo capitão donatário deste município. Nasceu no continente português e morreu, provavelmente, em Machico, onde foi sepultado na capela de São João, que mandara erigir. Ficou conhecido como Tristão das Damas por ser muito cortesão e fazer muitas composições para as damas, além de ser eloquente no falar. De Tristão das Damas, registamos os seguintes versos do Cancioneiro, no qual se nota, claramente, o seu talento com as palavras:

“Da pena a mays pequena/peroo tarde macordey,/meus olhos, taparuos ey./Ho menos nam sentirey/o que vista mays mordena.//De v’ ver ou nã v’ vendo/nam sey çerto qual quisesse,/por que tal prazer ouuesse,/que nam viuesse morrendo./Ca me vejo com tal pena,/sem me poder rremediar,/que mee forçado tapar/os olhos, por nam olhar/q vendo mays mal mordena” (Ibid., II, 148-149).

Outro poeta madeirense foi João Gonçalves da Câmara, segundo Capitão Donatário do Funchal. Era filho de João Gonçalves Zarco e tem três composições poéticas no Cancioneiro sob a rubrica “Joam gonçalves capytão da Ilha”, das quais referimos a seguinte, que visa os insucessos amorosos de D. Francisco de Biveiro: “Se sse soffrer em verão,/eu v’ tenho enculcada/enuençam,/que vem cosyda, & talhada./Loba aberta alaranjada,/quaquy fez hũ bom senhor,/com quyra muy bem betada,/& mays vestida de cor (Ibid., IV, 362). Nasceu por volta de 1414 e faleceu no Funchal a 25 de março de 1501, estando sepultado no Convento de Santa Clara (do qual foi o fundador e doador da propriedade do Curral das Freiras, como dote das filhas), perto dos degraus do altar-mor da igreja. Foi responsável pela continuação da colonização iniciada por Zarco e pelo engrandecimento do Funchal no ciclo do açúcar. Participou em várias contendas portuguesas em Marrocos.

Sobre Manuel de Noronha, sabe-se que nasceu no Funchal e que era filho de João Gonçalves da Câmara. É mais conhecido pelos seus bravos feitos nos empreendimentos militares no Norte de África. Noronha apresentara-se na corte castelhana em ceroulas, o que provocou da parte dos poetas castelhanos e portugueses reações distintas. Por um lado, os castelhanos procuraram troçar e ridicularizar os portugueses, através da indumentária menos própria de Noronha; por outro, os portugueses procuraram defender o reino, transmitindo a imagem de uma ilha onde imperava o maravilhoso, a ingenuidade e a ignorância. Assim, o ato de Manuel de Noronha deu origem a vários ataques e contra-ataques, sendo que, no fim, o causador de toda esta polémica remata com um irónico perdão a António de Valhasco, como resposta a todas as afrontas de que foi alvo por parte dos poetas castelhanos:

“Antes que de chamalote/fyzera desse rryfam/çeroylas paro veram.//E mays das copras farey/outra loba de que rria,/que seja casy tam frya/coma curta de solya,/que v’ eu ja perdoey./E assy escaparey/nas copras, & no rryfam/das calmas deste veram” (Ibid., IV, 229).

Quanto a Pêro Correia, ou Pedro Correia, consta que foi o segundo Capitão Donatário do Porto Santo, cuja donataria comprou por morte do seu sogro, Bartolomeu Perestrelo, o primeiro Capitão Donatário daquela ilha. Quando, no entanto, o filho de Bartolomeu Perestrelo atingiu a maioridade, a compra da donataria foi impugnada pelo rei. Pedro Correia foi, igualmente, Donatário da ilha Graciosa, antes de se fixar no Porto Santo. No Cancioneiro, está presente com um texto de oito versos. Deste poeta, anotamos o seguinte poema:

“Soes galante syngular,/& dyno de muyta fama,/poys em tam fermosa dama/v’ soubestes empreguar./Oxala vos fosse eu,/nam dyguays que volo disse,/que tam bem seria seu,/se mo ela consentisse” (Ibid., IV, 81).

Tanto no Elucidário Madeirense como no texto de Teófilo de Braga, são apontados outros quatro poetas madeirenses com composições presentes no Cancioneiro: Duarte de Brito, Rui de Sousa (m. c. 1522), Rui Gomes de Grã (m. c. 1515) e João de Abreu (m. c. 1507). Destes poetas, anotamos esta composição de Rui Gomes de Grã:

“Cõ gram dor, cõ gram cuidado,/com muy sobeja tristeza/he força fazer mandado/de vossa grande crueza./A qual sempre mal obrando/contra nos,/nos manda partir de vos,/brassamando” (Ibid., IV, 285).

No Elucidário Madeirense, além destes, são ainda referidos como poetas da Madeira o Conde de Tendilha, que surge no Cancioneiro numa composição de Francisco da Silveira, e Manuel Correa, que, segundo citação de Aida Fernandes Dias (DIAS, 2003, VI, 203), parece ser natural da ilha ao ser referido num verso de Garcia de Resende como “Fostes cá trazido d’Ilha”.

Dos poetas citados, nota-se uma predominância do tema do amor, com exceção de Manuel de Noronha, cuja composição assente no Cancioneiro e respetiva panóplia de respostas e contra-respostas nos dá a jocosidade poética e uma questão de defesa nacional, o que torna o “Ciclo Poético da Madeira” uma continuação das temáticas caras à lírica portuguesa de então.

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Paulo Figueira

(atualizado a 29.08.2016)