correia, josé teodoro

Poeta, jornalista e funcionário público. Colaborou, como redator, no extinto Diário da Madeira, durante cerca de 30 anos e também em outros periódicos, nomeadamente, no Diário de Notícias, no Primeiro de Dezembro, no Heraldo da Madeira, no Comércio do Funchal, no Eco do Funchal, no Almanaque Bertrande na Ilustração Madeirense. Foi premiado em vários jogos florais na Madeira e no continente.

Palavras-chave: poesia; jornalismo; administração pública; imprensa periódica.

José Teodoro Correia nasceu na freguesia da Sé, no Funchal, a 20 de janeiro de 1890 e faleceu a 8 de junho de 1955, também no Funchal. Era filho de José António Correia e de D. Augusta Baptista de Freitas Correia. Casou com D. Hermengarda Vieira Pinto Correia, de quem teve três filhos: Carlos Alberto Correia, funcionário do Banco Blandy Brothers, que casou com D. Maria da Graça Sales Fernandes Correia, António Virgílio de Abreu Correia e Fernando José Vieira Pinto Correia, casado com D. Lígia Brazão Rodrigues Correia.

Frequentou o Liceu do Funchal, onde se formou, e depois tornou-se funcionário das Finanças, mais concretamente segundo-oficial, chefe da secção na Direção de Finanças do Funchal. Foi funcionário público, poeta e jornalista, sendo mais conhecido por Teodoro Correia.

Como jornalista, escreveu sobre assuntos de caráter social e literário. Colaborou, como redator, no extinto Diário da Madeira durante cerca de 30 anos. Cooperou também com outros jornais e revistas, tais como: Diário de Notícias, Primeiro de Dezembro, Heraldo da Madeira, Comércio do Funchal, Eco do Funchal, Almanaque Bertrand ou Ilustração Madeirense.

Foi novelista reconhecido pela sua excelência e poeta lírico admirado. As suas poesias, de sabor clássico e de que são exemplos os poemas “Terra Mater” e “Em Louvor das Coisas Pequeninas”, possuem harmonia, inspiração e sentimento. É autor de Nimbos: Versos de Teodoro Correia, publicado na Madeira pela Typografia Diário da Madeira em 1932, encontrando-se um exemplar na Biblioteca Municipal do Funchal (BMF); Miragens, sem editor, obra publicada no Funchal em 1938 e que se encontra igualmente na BMF; Rosas do Meu Canteiro: Versos, publicada pela Tipographia do Comércio do Funchal em 1942, podendo igualmente ser encontrada na BMF; Ciclo das Caravelas: Poemeto, saída em edição do autor, no Funchal, em 1966, e que está guardada no Arquivo Histórico da Madeira; e de uma obra ainda inédita: Arroio. Usou ainda o pseudónimo de João Mistério.

Segundo citação de um biógrafo seu, referido no Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses: Sécs. XIX e XX, de Luiz Peter Clode (que não identifica o autor), “Teodoro Correia foi um poeta de finíssima inspiração. Desde os bancos do liceu que se dedicava às musas, espalhando os seus poemas pelos jornais literários de então” (CLODE, 1983, 131-132). Foi premiado em vários jogos florais na Madeira e no continente.

Obras de José Teodoro Correia: Nimbos: Versos de Teodoro Correia (1932); Miragens (1938); Rosas do Meu Canteiro: Versos (1942); Ciclo das Caravelas: Poemeto (1966).

Bibliog.: ANDRADE, Adriano da Guerra, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1999; CLODE, Luís Peter, Registo Bio-Bibliográfico de Madeirenses: Sécs. XIX e XX, Funchal, Caixa Económica do Funchal, 1983; MARINO, Luís, Musa Insular: Poetas da Madeira, Funchal, Editorial Eco do Funchal, 1959; VIEIRA, Gilda França e FREITAS, António Aragão de, Madeira – Investigação Bibliográfica (Catálogo Onomástico), vol. I, Funchal, DRAC e Centro de Apoio de Ciências Históricas, 1981.

António José Borges

(atualizado a 20.05.2016)