dialetologia

Todas as línguas partilham uma característica: a variação. Para além da variação ao longo do tempo (ou variação diacrónica, do grego dia- ‘ao longo de’ + kronos ‘tempo’), esta propriedade manifesta-se também num dado momento e situação (ou variação diafásica, de dia + phasis ‘fala, discurso’), e em usos diferentes das mesmas estruturas, designadas por variantes linguísticas. Estas diferentes formas alternantes podem ser condicionadas por um conjunto de fatores linguísticos (variação interna, tal como a que se regista, por exemplo, nas diferentes realizações de /S/ em final de palavra, ora pronunciado [ʃ], como em as colegas, ora [z], como em as amigas, ou ainda [ʒ], em as bolas), geográficos (ou variação diatópica, de dia + topos ‘lugar’), e o “s beirão”, realizado como sibilante apicoalveolar palatalizada [ʂ] como na palavra “décimo”, pronunciada [´dɛʂimu] (CINTRA, 1964-1973 [1971]) e sociais (ou variação diastrática, de dia + stratus ‘camada, nível’), que nos levam a considerar diferentes variantes como sendo mais ou menos populares ou cultas do que outras, sem que este fenómeno prejudique o mútuo entendimento dos seus falantes.

Para além dos fatores apontados, a situação em que pelo menos duas línguas ou dois dialetos estão em presença numa determinada comunidade (Contacto Linguístico) fornece um quadro de variação interlinguística ou intralinguística, conducente à mudança linguística. As mudanças decorrentes do contacto vão desde o empréstimo lexical a interferências estruturais. As situações de contacto podem proporcionar o nascimento de novos produtos linguísticos, novas variedades da língua, como no caso das variedades geográficas europeias e não-europeias do português.

À variação contrapõe-se um processo de normalização linguística e a fixação de uma norma. A sua construção obedece à seleção de um conjunto idealizado de opções linguísticas que se crê serem as corretas e concretiza-se em duas modalidades, oral e escrita. Na modalidade escrita, ela apoia-se num conjunto de instrumentos de difusão: textos normativos (dicionários, gramáticas, uma ortografia) (Gramáticos Madeirenses; Gramáticas Madeirenses) e instituições (escola, comunicação social). A norma-padrão, variedade standard ou de prestígio, é determinada por fatores sociais, uma vez que, do ponto de vista linguístico, não é possível estabelecer uma hierarquia entre as variedades sociais e geográficas de uma língua, estando todas elas estruturadas e obedecendo às suas próprias normas. A variedade-padrão também está sujeita a variação, e a norma do português tem mudado ao longo do tempo, consoante as alterações históricas que ocorrem na sociedade. A dispersão geográfica de uma língua pode estender-se por vários países e continentes, como acontece com o português. As circunstâncias históricas e culturais conduziram à formação de duas variedades nacionais – o Português Europeu (PE) e o Português do Brasil (PB) – e às respetivas normas-padrão. Ambas partilham a característica de serem modelos de referência mais ou menos consensuais e que promovem a identidade e a coesão social. A norma-padrão do PE, associada à classe social de maior prestígio da variedade geográfica de Coimbra e Lisboa, é entendida como suprarregional e fator de unidade da comunidade linguística de Portugal.

Num determinado momento, em sincronia, os falantes de uma língua dispõem, assim, de diferentes normas de uso, ou de diferentes sistemas de regras e de formas variantes, conforme as suas experiências linguísticas (região, educação, nível socioeconómico, relações sociais, etc.).

A normalização do português, ou a construção de uma norma, remonta ao séc. XVI. As referências à diversidade de usos linguísticos, apontadas como exemplos a não seguir, observam-se logo no início deste processo, por exemplo: na Grammatica da Lingoagem Portuguesa de Fernão de Oliveira (1536), na Orthographia da Lingoa Portuguesa (1576) e na Origem da Lingoa Portuguesa (1606), ambas de Duarte Nunes de Leão (1606). Rafael Bluteau (1712-1728), para a elaboração do seu Vocabulário Portuguez e Latino, recorre a um corpus que inclui não só os principais autores portugueses dos sécs. XVI e XVII, como também termos novos, resultado do contacto do português com outras línguas e culturas e fruto da expansão marítima ou da conquista de novos espaços, e outros recolhidos junto dos falantes, não registados em textos. É no trabalho de Bluteau que encontramos pela primeira vez uma definição de dialeto, como sendo “Modo de falar próprio, & particular de uma língua nas diferentes partes do mesmo Reino; o que consiste no acento, ou na pronunciação, ou em certas palavras, ou no modo de declinar, & conjugar […]” (BLUTEAU, 1713, III, 205).

No séc. XVIII, existem ainda outras referências à variação linguística, numa perspetiva dialetal, elaboradas por outros estudiosos da língua e autores de gramáticas da língua portuguesa. Jerónimo Contador de Argote, na sua gramática Regras da Lingua Portugueza (1725), consagra um capítulo aos dialetos portugueses, tendo sido o primeiro gramático português “a incluir na sua obra não somente um capítulo dedicado à ortografia, mas também uma tentativa de caracterização do sistema variacional do português” (KEMMLER, 2014, 289). A Orthographia, ou Arte de Escrever, e Pronunciar com Acerto a Lingua Portugueza de Madureira Feijó (1734) contém várias anotações que indiciam uma tipologia de usos, tanto sincrónica como diacrónica. O Compendio de Orthografia de Fr. Luís de Monte Carmelo (1767) fornece uma classificação dos usos lexicais, fundamentada em critérios sociais, culturais e diacrónicos (termo antigo, “isto é, próprio do segundo dialeto da Língua Portuguesa, o qual durou desde o tempo do Rei D. Dinis até o tempo do Senhor rei D. João IV […]”; termo antigo e plebeu, “isto é, do qual ainda usa a Plebe, que não seja de imitar”; termo antiquado, “isto é, próprio do primeiro Dialeto do Idioma Português, o qual Dialeto durou até o tempo do Rei D. Dinis. Os Termos antiquados hoje menos percetíveis, se explicam neste Compêndio para inteligência dos Escritores antigos Portugueses”; termo pouco usado, “do qual um Ortólogo não deve usar sem necessidade alguma”; termo familiar, ou próprio de amigos, “o qual coincide com Termo Cómico”; termo plebeu, “do qual não deve usar hum Ortólogo”; ou ainda termo rústico, “ou próprio de Agricultores”), como sublinhado por Maria Filomena Gonçalves (GONÇALVES, 1996, 109-110).

Os falantes mudam o modo como encaram os mesmos fenómenos linguísticos, e este facto reflete-se na mudança que ocorre não só nas variantes não-padrão como nas variantes padrão. O modelo-padrão de hoje é distinto do idealizado e registado em períodos anteriores. A distinção entre [tʃ] e [ʃ], em palavras com “ch” (chamar, chuva) e “x” (baixo, puxar), respetivamente, era considerada correta no séc. XVIII (FEIJÓ, 1734, 53); a generalização do uso de [ʃ] nesses contextos, observada no centro e sul de Portugal continental, e rejeitada por ser popular. No séc. XIX, a variante [tʃ] passou a ser considerada de tipo dialetal (persistindo ainda hoje no norte de Portugal) e [ʃ] a variante de prestígio em todos os contextos descritos.

Em síntese, uma língua como o português pode ser vista como um complexo diassistema (WEINREICH, 1954, 390), ou um “sistema de sistemas”, caracterizado por diferentes gramáticas de uso, com as suas variantes linguísticas e sociais, e que abrange não só as variedades nacionais, mas também outras variedades em países cuja língua oficial é o português, assim como variedades minoritárias, nas quais se incluem, por exemplo, as variedades fronteiriças, como o barranquenho, ou ainda o português-língua dos emigrantes, em vários pontos do mundo. Para tal configuração, complexa e marcada por grande diversidade interna, terá contribuído em grande medida o contacto linguístico e intercultural do português, de modo mais ou menos intensivo, ao longo do tempo (Contacto Linguístico).

A investigação da diversidade de usos linguísticos, nos seus múltiplos aspetos, tem sido o domínio privilegiado de pelo menos duas disciplinas da área da linguística: a dialetologia, constituída nos finais do séc. XIX, e a sociolinguística variacionista, cujo início remonta aos anos 60 do séc. XX. A primeira procura comparar variantes linguísticas em uso em diferentes espaços geográficos e entender os processos de mudança que deram origem a esses padrões diferenciados. A segunda concentra-se na comparação de variantes linguísticas condicionadas por fatores sociais num determinado espaço, relacionando língua e sociedade. Estes domínios de estudo diferenciados pressupõem metodologias distintas, embora em ambas se recorra a amostras de dados de fala espontânea, recolhidos junto de falantes inseridos nas suas comunidades linguísticas. No caso da dialetologia, o perfil de informante ideal é aquele que reúne traços de maior autenticidade. Na comparação de variantes linguísticas geográficas, as variantes-padrão são tidas em conta, enquanto unidades de referência. No âmbito da sociolinguística, as variantes-padrão integram-se no conjunto de variantes produzidas pelos falantes, conhecedores das regras de uso da comunidade linguística em que estão inseridos e dos valores sociais associados a cada uma delas, e a mudança observável na língua é explicável pela ação conjunta de fatores linguísticos e sociais.

A variação e a mudança linguísticas integram também outros quadros teóricos, nomeadamente o Modelo de Princípios e Parâmetros da Gramática Generativa e da sua investigação sobre a Gramática Universal. A base empírica que fundamenta este quadro teórico tem vindo a ser alargada e, para além de integrar fenómenos que relevam da aquisição da língua e os que provêm dos seus diferentes estádios históricos, tem vindo a contemplar dados atestados em variedades não-padrão, no sentido de determinar não só em que aspetos as línguas diferem entre si (variação paramétrica, como é designada neste quadro teórico), como também identificar quais seriam os limites da variação.

Dialetologia

A dialetologia é uma disciplina que estuda as diferenças regionais de uma língua, ou dialetos, e procura descobrir e descrever as suas características, tentando “identificar áreas mais ou menos coesas, assim como determinar os fatores que levaram à sua formação” (FERREIRA et al., 1996, 480). A descrição comparada das “formas de falar” em que uma língua se diversifica no espaço leva a que esta disciplina possa ser encarada como o “estudo cartográfico dos dialetos” (Id., Ibid., 484), obedecendo para tal a critérios rigorosos de análise e de representação das suas variantes geográficas.

Dialeto, falar e variedade (conceitos)

O termo dialeto refere-se à variedade linguística de uma língua, que caracteriza uma região em particular, afirmando-se como uma variação da língua no espaço. O dialeto é uma via de acesso ao passado que pode revelar novas mudanças na língua, dado que numa mesma língua podem existir dialetos que preservam aspetos mais arcaicos, enquanto outros podem apresentar aspetos mais inovadores, que o padrão da língua não adotou. A fala dos habitantes de diferentes regiões possui características próprias, que caracterizam o dialeto em que estão inseridos. Os dialetos são variedades simultâneas de uso de uma mesma língua que não adquirem o mesmo estatuto cultural e social de língua por possuírem um sistema linguístico comum.

Em 1961, Paiva Boléo, no artigo “Mapa de Dialectos e Falares de Portugal Continental”, elaborado em conjunto com Maria Helena Santos Silva, considera a seguinte hierarquia na variação geográfica do português: dialetos (o guadramilês, o rionorês, o mirandês e o barranquenho), seguido de falares (por exemplo, o falar transmontano), e por fim, do conjunto de variedades. Assim, de acordo com esta perspetiva, o falar transmontano inclui as seguintes variedades: a variedade da região de Barroso, a variedade ocidental, a variedade central, a variedade oriental e o baixo-transmontano. Neste trabalho, Paiva Boléo concentrou-se na delimitação de diversas isoglossas (sobretudo isófonas e isoléxicas) no território de Portugal.

Mais tarde, Lindley Cintra fixou o conceito de “dialeto”, alargando-o ao português falado, característico de qualquer área geográfica. Outros autores, tais como Maria Helena Mira Mateus (em artigo de 2005) e a mesma Maria Helena Mira Mateus em artigo publicado em 2007 de parceria com Esperança Cardeira, distinguem vários níveis e tipos de variação: variedades (nacionais, como no caso do PE e do PB) e, dentro das variedades, vários dialetos (regionais) e socioletos (sociais). Por integrarem formas linguísticas não-normalizadas (sem forma escrita) e se situarem em espaços rurais, os dialetos são estigmatizados, pelo que, noutras abordagens da variação linguística, nomeadamente em sociolinguística variacionista, se recorre à designação de variedades (quer padrão quer não-padrão). Também para Maria Luísa Segura “variedade” e “dialeto” podem ser tidos como sinónimos, todavia o termo “dialeto” tem sido substituído por “variedade”, pois considera-se este último termo mais neutro (SEGURA, 2013, 85).

Dialetologia (fundamentos)

O estudo sistemático dos dialetos remonta ao final do séc. XIX e ao trabalho desenvolvido por G. I. Ascoli, considerado o percursor da dialetologia. Fundador da revista Arquivo Glotológico Italiano, publicou diversos estudos de âmbito dialetológico, o primeiro, em 1873, sobre os reto-românicos e, no oitavo volume (1883-1885), o artigo “L’Italia Dialettale”, onde são estabelecidos os princípios e métodos da dialetologia italiana.

O interesse manifestado por alguns investigadores pelo estudo dos dialetos poderá ter sido motivado pelo desejo de contrariar a visão dominante dos neogramáticos e das suas leis fonéticas (a mudança fonética é regular e não admite exceções). A perceção dos dialetos não-padrão como formas “incorruptíveis” ou mais autênticas da língua, numa época em que se assistia a grandes migrações resultantes do desenvolvimento industrial, aliada à crença popular de que cada língua ou dialeto tinha, ou deveria ter, o seu território soberano, poderá ter também impulsionado a que se desenvolvessem trabalhos com a finalidade de descrever a realidade linguística de territórios politicamente definidos. Os estudos iniciais sobre variedades geográficas não-padronizadas mostraram a existência de uma grande variação e uma distribuição aparentemente aleatória de formas dialetais, o que levou a reconsiderar os factos relacionados com a mudança linguística (ou a sua variação no tempo) e que nem sempre este processo ocorre de forma regular, não afetando todas as palavras da mesma maneira.

Nesta disciplina, os primeiros trabalhos incidiam, tal como o Atlas Linguistique de la France de Jules Gilliéron e Edmond Edmont (1902-1910, 12 vols., e um vol. sup., em 1920), sobre territórios políticos. Este atlas nacional recobre todo o país, circunscrevendo os seus limites geopolíticos. A publicação do primeiro fascículo, em 1902, constitui o acontecimento mais importante na história da dialetologia. A metodologia utilizada tornou-se num modelo de referência para muitos atlas que lhe foram posteriores, sendo Jules Gilliéron frequentemente referido, como o maior impulsionador da geografia linguística.

Dialetologia (metodologia)

A dialetologia recorre a metodologia própria, envolvendo uma série de atividades complexas. Para além da escolha da área geográfica, torna-se necessário: (i) definir os pontos de inquérito, o seu número e distribuição espacial, por forma a constituir uma rede de inquéritos, baseado em critérios históricos, geográficos e linguísticos; (ii) elaborar os questionários linguísticos, de modo que os dados linguísticos possam ser geograficamente comparados; (iii) a sua aplicação, através da seleção do número e tipo de informante, que, do ponto de vista da “autenticidade”, deverá obedecer às seguintes características: ter nascido no local, que lá tenha permanecido, ou que tenha mantido poucos contactos com falantes de outras localidades, de preferência rural, idoso e não alfabetizado; (iv) após a recolha e o tratamento dos dados (audição e transcrição) e antes da sua publicação (monografia dialetal e atlas dialetais), elabora-se a cartografagem, ou a inclusão de informação linguística (variantes linguísticas predominantes) num mapa geográfico, também designado de Geografia Linguística ou Geolinguística. A determinação das áreas dialetais faz-se por meio das isoglossas, ou linhas que ligam pontos de inquéritos com o mesmo traço fonético (isófonas), de que é exemplo o estudo de Paiva Boléo “Dialectologia e História da Língua: Isoglossas Portuguesas” (1951), que incidiu sobre a distribuição de ts/s, v/b, ui/u e g-/c- na área geográfica de Portugal continental e que permitiu traçar uma nítida distinção entre o norte e o sul. As isoglossas podem também contemplar formas lexicais (isolexas) e constituir um objeto de estudo, como em “Áreas Lexicais no Território Português” (CINTRA, 1962). A informação de tipo morfossintático pode também ser considerada, embora se tenha dado maior relevância aos mapas com informação fonética e lexical.

Os factos linguísticos, documentados em mapas e atlas, que registam usos variáveis num determinado espaço e tempo, constituem uma fonte inestimável para outros estudos que não se limitam à dialetologia. A maior contribuição da dialetologia tradicional para o conhecimento linguístico está na identificação de formas linguísticas (inovadoras ou conservadoras), tanto a nível fonético como a nível lexical e da sua distribuição geográfica. Ao nível lexical, tem fornecido dados que conduzem a uma maior compreensão de questões de natureza etimológica e semântica. Deste modo, foram documentadas muitas palavras não dicionarizadas – por não aparecerem em textos escritos – e que vieram enriquecer o tesouro lexical de uma língua.

Ao critério geográfico seguido na elaboração deste atlas, acrescentou-se o linguístico, tendo por base uma variedade linguística, ou ainda uma combinatória dos dois, de que resultaram diversos tipos de atlas. Uma coleção de mapas dialetais dá origem a um atlas linguístico. Estas coleções de mapas podem ter uma extensão territorial variável, desde os atlas regionais (por exemplo, o Atlas Linguistique de La Gascogne, de Jean Séguy (1954-1973, 6 vols.), resultado do projeto Nouvel Atlas Linguistique de la France par Régions, sob a orientação de Albert Dauzat, publicado a partir de 1939), aos nacionais, como o Atlas National Illustré des 86 Départements et des Possessions de la France, de Victor Lavasseur (1800-1870), publicado em 1854, passando pelos atlas continentais, como o Atlas Linguarum Europae (1983-1990), podendo também abarcar um grupo linguístico, tal como o Atlas Linguistique Roman (ALiR), cujo primeiro volume foi publicado em 1996.

Ao longo do séc. XX, esta disciplina tem-se renovado ao nível metodológico, em todas as suas etapas (elaboração de inquéritos, perfil dos informantes, recolha e cartografagem, i.e., registo dos dados linguísticos em mapas do tipo interpretativo que permitem visualizar a distribuição geográfica dos dados). A renovação deu origem a uma área, a dialetometria, termo criado por Jean Séguy (1971) para designar vários métodos matemáticos e estatísticos aplicados aos dados fornecidos pela geografia linguística, que têm sido refinados nos trabalhos elaborados por Hans Goebl (1981, 2010). Alguns investigadores do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL) têm igualmente colaborado nesta área, destacando-se os contributos de João Saramago (1986) e de Gabriela Vitorino (1990).

Nos anos 80, graças aos trabalhos de Dennis Richard Preston (1999, 2010, 2011), desenvolveu-se uma outra área de estudos, a dialetologia percetual. Esta disciplina integra conceitos de base cognitiva, como são os de “perceção” e “atitudes”, definidos em psicologia social, aplicados à variação linguística. Assim, procura-se entender as perceções geográficas dos falantes e as suas atitudes em relação à diversidade linguística e observar se elas coincidem ou não com as variedades dialetais traçadas pelos dialetólogos, com base na identificação de traços linguísticos tidos como específicos de cada dialeto. Nesta área de estudos, busca-se analisar se as perceções linguísticas correspondem às diferenças dialetais efetivas e entender como estas são avaliadas pelos falantes, em termos de prestígio, agradabilidade e inteligibilidade. Está, assim, subjacente a ideia de que esta perspetiva de análise da variação linguística pode contribuir para melhor compreender o fenómeno da mudança linguística.

No âmbito do PE, os trabalhos nesta área são muitos recentes, como o demonstram as teses de mestrado de Susana Cabeleira (2005), orientada por Maria Antónia Mota e defendida na Universidade de Lisboa (UL), e de Carla Sofia Ferreira (2004) e Sara Martins Haddar (2008), ambas sob a orientação de Maria Clarinda Azevedo Maia e defendidas na Universidade de Coimbra (UC).

Dialetologia portuguesa

Os finais do séc. XIX correspondem aos começos da dialetologia portuguesa, tendo por figura central José Leite de Vasconcelos (1858-1941). Este linguista, autor de uma vasta bibliografia e das primeiras propostas de classificação dialetal do português continental, foi também diretor da Revista Lusitana, na qual foram publicados alguns estudos sobre material lexical madeirense. Deve-se também a este investigador uma breve visão geral sobre o desenvolvimento da filologia portuguesa, anterior aos inícios da investigação em dialetologia, para a qual propõe quatro períodos históricos: (i) o primeiro corresponde a quatro séculos da monarquia portuguesa; (ii) o segundo, desde o início do séc. XVI até à data da fundação da Academia Real das Sciências de Lisboa, em 1779, no séc. XVIII; (iii) o terceiro, até ao início da atividade filológica de Adolfo Coelho, o criador de um novo método de pesquisa; e (iv) por fim, o quarto, desde 1868 até à data da publicação do seu estudo (1888). Este estudo foi republicado com alterações nos seus Opusculos – Filologia, vol. IV, parte II (Coimbra, Imprensa da Universidade, 1929, pp. 837-919), com o título “A Filologia Portuguesa. Esboço Histórico”. O mesmo autor tratou deste tema, de uma forma mais breve, em Esquisse d’Une Dialectologie Portugaise, sob o título “Registos e Estudos sobre os Dialectos” (VASCONCELOS, 1901, 56-75).

A vitalidade desta recém-constituída área de estudos foi assegurada pela atividade de Manuel de Paiva Boléo (1904-1992), na UC, e de Luís Filipe Lindley Cintra (1925-1991), na UL.

Manuel de Paiva Boléo, presidente do Instituto de Estudos Românicos da UC, organizou o primeiro estudo sistemático dos dialetos portugueses, o ILBInquérito Linguístico Boléo, inicialmente aplicado por correspondência (BOLÉO, 1942), substituído, em 1962, por um inquérito direto, e que iria dar origem à sua proposta de “Mapa dos Dialectos e Falares de Portugal Continental” (BOLÉO e SILVA, 1961). Fundador da Revista Portuguesa de Filologia, distinguiu-se também pela orientação de teses de licenciatura sobre temáticas dialetais (as teses que orientou encontram-se elencadas nos n.os 9 e 15 da Revista Portuguesa de Filologia, pp. 511-537, para o período 1958-1959, e pp. 837-852, referentes a 1969-1971, respetivamente, e no artigo de Clarinda de Azevedo Maia, publicado na mesma revista, no seu n.º 20 (1992-1995), pp. 283-284 (nas notas de rodapé), orientadas posteriormente).

Luís Filipe Lindley Cintra esteve à frente do Centro de Estudos Filológicos da UL (mais tarde, a partir de 1975, passou a designar-se Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL), designação que ainda hoje se mantém) e dirigiu as revistas Boletim de Filologia e Revista Lusitana (nova série). Com base em inquéritos realizados em 1953-1954 e 1956 para o Atlas Linguístico da Península Ibérica (ALPI), interessou-se particularmente por vários tipos lexicais que lhe permitiram desenhar um conjunto de delimitações de áreas lexicais em Portugal, expostas no artigo “Áreas Lexicais no Território Português” (1962), que traz dados extremamente úteis para a lexicografia, de modo geral, e para o estudo da estratificação histórica do vocabulário português, em particular. Este trabalho permitiu igualmente a elaboração, em 1971, da sua “Nova Proposta de Classificação dos Dialectos Galego-Portugueses” e, posteriormente, em 1992, o “Mapa dos Dialectos de Portugal Continental e da Galiza”, ambas propostas de referência incontornável ainda hoje na investigação em dialetologia. Lindley Cintra dirigiu também a equipa responsável pela elaboração do questionário a ser utilizado nas recolhas de dados dialetais no âmbito do projeto do Atlas Linguístico-Etnográfico de Portugal e da Galiza (ALEPG), cujo início remonta ao III Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, realizado em Lisboa em 1957, mas que viria a ser implementado apenas em 1970. O questionário, essencialmente lexical e de base onomasiológica, inclui conceitos agrupados por campos semânticos, numa adaptação da proposta concebida por Hallig e von Wartburg para o francês, e a sua recolha, em 212 pontos (distribuídos da seguinte forma: 176 no território continental português, 17 no arquipélago dos Açores, 7 no arquipélago da Madeira e 12 em zonas fronteiriças de Espanha), iniciada ainda nos anos 70, prolongou-se até 2004. Lindley Cintra encarregou-se da elaboração do questionário linguístico, essencialmente lexical (contendo inicialmente cerca de 3500 perguntas e mais tarde reduzido para aproximadamente 2000).

Dialetos portugueses (classificação)

As propostas de classificação dos dialetos portugueses iniciam-se com Leite de Vasconcelos (1897, 1901 e 1929). Estas tentativas serviram de referência a todas as que lhes sucederam: as já referidas propostas de Paiva Boléo e Maria Helena Santos Silva (1961) e de Lindley Cintra (1964-1973 [1971], 1992). De mencionar ainda a publicação, em 1971, da gramática de Vásquez Cuesta e Mendes da Luz, em versão portuguesa, na qual uma classificação é capítulo: “Estado Actual do Português na Península Ibérica”. As classificações de Lindley Cintra, para além de estabelecerem fronteiras dentro do território português (dialetos setentrionais, dialetos centro-meridionais e dialetos leoneses), incluem ainda os dialetos galegos, aparentados aos restantes, facto inovador, uma vez que nelas se ultrapassa a fronteira política. As suas propostas simplificam consideravelmente as repartições anteriores ao basearem-se em traços fonéticos diferenciadores representativos, cuja sistematização obedece a fatores linguísticos, o que pode não acontecer quando se tem em consideração a variação lexical, muito mais dependente de fatores de natureza extralinguística, de ordem histórica e cultural, e por este motivo mais difícil de controlar. As variedades setentrionais são essencialmente caracterizadas pela presença de traços fonéticos conservadores, ao contrário das variedades centro-meridionais, consideradas mais inovadoras.

“Mapa Dialectológico Português” (VASCONCELOS, 1929, 793-796)

Nas suas propostas, Leite de Vasconcelos distingue, no território continental, os seguintes dialetos: (i) o interamnense, falado na parte setentrional do território continental, entre os rios Minho e Douro; (ii) o transmontano, na região de Trás-os-Montes e Alto Douro; (iii) o beirão, que ocupa a região central (Beira Alta, Beira Litoral e Beira Baixa); (iv) o estremenho, desde a Figueira da Foz até ao cabo de Sines, no qual se inclui Lisboa; (v) o alentejano; e (vi) o algarvio.

“Mapa dos Dialectos e Falares de Portugal Continental” (BOLÉO e SILVA, 1961, 85-112)

O Inquérito Linguístico Boléo (ILB) iria dar origem à proposta do “Mapa dos Dialectos e Falares de Portugal Continental”, anteriormente referida e publicada em 1961 nas Actas do IX Congresso Internacional de Linguística Românica. Nesta proposta, os autores subdividem o espaço de Portugal continental em falares (minhoto, transmontano, beirão, Baixo Vouga e Mondego, Castelo Branco e Portalegre) e subfalares. O falar minhoto, por exemplo, estaria subdividido nos seguintes subfalares: alto-minhoto (Riba-Minho), baixo-minhoto (Porto), minhoto central (Braga) e minhoto oriental.

“Nova Proposta de Classificação dos Dialectos Galego-Portugueses” (CINTRA, 1964-1973 [1971])

Esta classificação dialetal do PE continental assenta na seleção de sete critérios fonéticos, nomeadamente: a presença ou ausência da realização das consoantes [b] e [v] indiferentemente, ora como [β], ora como [b]; a presença ou ausência de realização das consoantes [s] e [z] como [ts] e [dz], mais ou menos palatalizadas; a distinção (ou não) entre a consoante africada [tʃ] e a consoante palatal [ʃ]; a realização simplificada (ou não) do ditongo decrescente [ow] como a vogal [o]; a realização simplificada (ou não) do ditongo decrescente [ej] como a vogal [e]; a distinção (ou não) entre as consoantes fricativas palatais sonoras e surdas; a conservação (ou não) do antigo vocalismo átono. A sua distribuição geográfica levou a delimitar três grandes áreas/grupos de dialetos em Portugal continental:

  1. os dialetos galegos, que se caracterizam por: betacismo; realização das consoantes fricativas pré-dorsodentais [s] e [z] como fricativas apicoalveolares [tʂ] e [dz]; manutenção dos ditongos [ow] e [ej]; conservação da africada [tʃ], como também do antigo vocalismo átono; e ausência das consoantes fricativas palatais sonoras; distinguem-se neste grupo o galego ocidental e o galego oriental;
  2. os dialetos setentrionais (Trás-os-Montes, Alto e Baixo Minho, Douro e Beira Alta), que partilham todos os traços com o grupo anterior, salvo os dois últimos: o antigo vocalismo átono não se manteve e as consoantes fricativas palatais surdas têm as suas correspondentes sonoras; sibilantes apicais; betacismos, ou seja, não distinção entre a oclusiva bilabial [b] e a fricativa labiodental [v]; realização dos ditongos [ow] e [ej]; e distinção entre as consoantes palatais africada [tʃ] e fricativa [ʃ];
  3. os dialetos centro-meridionais (onde se coloca a norma-padrão de Lisboa, que abrangem a Estremadura, a Beira Baixa, o Ribatejo, o Alentejo e o Algarve), que também perderam o antigo vocalismo átono e têm consoantes fricativas palatais sonoras, mas que diferem dos grupos precedentes quanto aos outros traços: distinção entre oclusiva [b] e fricativa [v]; perda das apicoalveolares [tʂ] e [dz]; simplificação dos ditongos [ow] e [ej] em [o] e [e]; confusão da africada [tʃ] com a palatal [ʃ]; e presença das sibilantes [s] e [z].

Dialetos insulares

Celso Cunha e Lindley Cintra referem que “a opinião unânime dos dialetólogos era de que os dialetos falados nos arquipélagos dos Açores e da Madeira representam um prolongamento dos dialetos portugueses continentais, podendo ser incluídos no grupo centro-meridional” (CUNHA E CINTRA, 1984, 19). Também Sónia Netto Salomão, indo ao encontro desta opinião, considera que, apesar de terem características dialetais específicas, os dialetos insulares “representam, historicamente falando, um prolongamento dos dialetos portugueses no âmbito do povoamento destas ilhas, desertas no momento em que os portugueses as descobriram” (SALOMÃO, 2012, 145). No entanto, Cintra, na sua comunicação “Os Dialectos da Ilha da Madeira no Quadro Geral dos Dialectos Galego-Portugueses”, apresentada no II Congresso de Cultura Madeirense em 1990 e publicada por José Eduardo Franco (FRANCO, 2008, 95-104), identificou, a partir de diversos estudos sobre os dialetos madeirenses, vários fenómenos que não existem nos dialetos continentais e defendeu uma perspetiva de autonomia dos dialetos insulares. Manifestando-se a favor desta observação, Maria Luísa Segura e João Saramago (1999) propõem a junção dos dialetos da Madeira e dos Açores num grupo dialetal, ao considerarem que estas regiões insulares partilham várias características, algumas das quais não existentes no continente, nomeadamente um traço vocálico (harmonização vocálica) das vogais tónicas e um traço consonântico (tratamento da consoante /s/ final), com base em dados percetivos e na comparação de espectrogramas. Nestes dois arquipélagos, o português adquiriu, assim, características peculiares, com a manutenção de traços conservadores, que já não se encontram em Portugal continental, a par de traços inovadores, próprios, não atestados em outros territórios, resultantes da colonização, do isolamento e de situações de contacto linguístico próprias.

Segundo Maria Luísa Segura (2013), os dialetos insulares, nos quais se integram as variedades do português falado no arquipélago da Madeira, exibem características específicas. No arquipélago açoriano, o dialeto micaelense apresenta as vogais palatais [y] e [q], enquanto no arquipélago da Madeira se nota a formação de ditongos decrescentes, em [ɐj] ou [ɨj], [ɐw] ou [ɨw], junto de vogais tónicas [i] e [u], como em [´fɐjnu] ‘fino’, [ɐ´kɐj] ‘aqui’, [mɨ´nɨjnu] ‘menino’, [´rɐwɐ] ‘rua’, [´krɐwɐ] ‘crua’; de ditongos crescentes em sílaba acentuada, como ilustrado nos exemplos [i´kjɐ͂tɐ͂w̃] ‘e cantam’, [ĩ´vjɛrnu] ‘inverno’, [ũ´kwaʃu] ‘um cacho’, [su´βwir] ‘subir’; e a palatalização do [l] quando precedido de [i] (Palatalização do /l/), como em [ɐ´kiʎu] ‘aquilo’ e [fɐ´miʎɐ] ‘família’). O traço consonântico de tratamento do /s/ final é tido como um dos traços mais originais dos dialetos madeirenses. Esta consoante é frequentemente semivocalizada em [j] ou [i] em coda em coarticulação (ex.: [uj´βiʃuʃ] ‘os bichos’ e [´eʃti ´vimɨʃ] ‘estes vimes’. A mesma autora considera que existem mais traços comuns entre os dialetos madeirenses e açorianos do que entre os dialetos insulares no seu todo e os dialetos do centro e do sul do continente português (Fonética).

Arquivos dialetais

As principais recolhas de material dialetal português, especialmente as numerosas teses que estudam as falas de localidades específicas ou as denominações de determinados conceitos em todo o país, são anteriores a 1975. Muitos destes trabalhos foram defendidos nas Universidades de Coimbra e de Lisboa. Em Coimbra, sob a orientação de Paiva Boléo (cf. as dissertações listadas em dois números da Revista Portuguesa de Filologia, para o período 1942-1957, no n.º 9, pp. 511-537, e para 1969-1971, no n.º 15, pp. 837-852), é de salientar a tese de doutoramento de José G. Herculano de Carvalho, Coisas e Palavras: Alguns Problemas Etnográficos e Linguísticos Relacionados com os Primitivos Sistemas de Debulha na Península Ibérica, defendida em 1953, que teve por base os inquéritos ILB. Em Lisboa, as teses de tipo dialetal apresentadas contam-se até 53. Estes trabalhos obedecem, na sua generalidade, a uma mesma estrutura: a uma introdução geográfica e etnográfica, seguem-se uma caracterização linguística global, um glossário e uma transcrição de diferentes textos orais (adivinhas, cantigas, lendas, provérbios, etc.). Posteriores a este período, são de destacar outros trabalhos (dissertações de licenciatura e de doutoramento e monografias) que incidem sobre aspectos linguísticos e etnolinguísticos. Numa listagem não exaustiva, e segundo critérios de extensão geográfica, são de mencionar os seguintes: uma localidade: Adelina Angélica Aragão Pinto, Deilão – Estudo Linguístico e Etnográfico, 1990; Lurdes de Castro Moutinho, Falar do Porto com Todos os Bês: Um Estudo Sociolinguístico, 2001; Isabel Almeida Santos, Variação Linguística em Espaço Rural. A Vogal [ü] numa Comunidade do Baixo Mondego, 2003; Celeste Rodrigues, Lisboa e Braga: Fonologia e Variação, 2003; Maria de Fátima Rezende F. Matias, Linguagem e Dinâmica Social em Ílhavo, 2006; áreas mais restritas que incluem várias localidades: Clarinda de Azevedo Maia, Os Falares do Algarve: Inovação e Conservação, que inclui 32 mapas, 1975; Id., Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da Vizinha Região de Xalma e Alamedilla, com 26 mapas, 1977; Maria Luísa Segura da Cruz, O Falar de Odeleite, 1991; Maria Clara Pimentel Rolão Bernardo, O Falar da Bretanha: Estudo Fonético, 1991; João Saramago, Le Parler de l’Île de Corvo – Açores, 1992; Rui Dias Guimarães, O Falar de Barroso: o Homem e a Linguagem. Fonética-Léxico, 2002; áreas que ultrapassam os limites do território de Portugal continental: Maria José de Moura Santos, Áreas Linguístico-Etnográficas Românicas: Processos Tradicionais de Moldar o Queijo, na Dialectologia Românica, 1991.

Muitas recolhas dialetais realizadas encontram-se em várias unidades de investigação integradas na rede FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia), como a seguir se refere. Nos arquivos do português (falado e/escrito), encontram-se dados de falantes madeirenses, estando muitos destes materiais disponíveis para consulta e estudo.

Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL)

O Grupo de Dialetologia do CLUL constituiu durante os últimos 30 anos um rico arquivo sonoro contendo cerca de 4500 horas de gravações, obtidas em mais de 200 localidades do território português, no âmbito de vários projetos de Geografia Linguística, cuja gestão está a cargo da equipa ATLAS, uma das três equipas que integram este grupo de investigação.

Para além do corpus Barlavento Algarvio, de Maria Luísa Segura da Cruz, e do Corpus de Português Europeu-Variação (CPE-VAR), de Celeste Rodrigues, recolhido em 1996/1997 (ANDRADE e RODRIGUES, 1999; RODRIGUES, 2003), o CLUL dispõe dos seguintes arquivos e corpora:

(i) o Atlas Linguístico da Península Ibérica (ALPI) é um projeto idealizado por Ramón Menéndez Pidal e dirigido por Tomás Navarro Tomás, cujo início remonta aos anos 30 do séc. XX. O seu questionário linguístico contém duas partes: uma com aproximadamente 400 perguntas de fonética, morfologia e sintaxe e outra com cerca de 800 questões de léxico. Grande parte dos inquéritos para o ALPI foi efetuada até 1935, altura em que o trabalho de campo sofreu uma interrupção devido à Guerra Civil Espanhola e à Segunda Guerra Mundial. A partir de 1947, e até 1954, foram completados os inquéritos. A rede de pontos de inquérito do ALPI tem a seguinte distribuição pelos diferentes domínios românicos da Península: Galiza (53), Portugal (93), Astúrias, Leão e Estremadura (78), Castela e Albacete (90), Andaluzia e Múrcia (71), Navarra e Aragão (40), Andorra, Rossilhão, Catalunha, Valência e Baleares (104). Em Portugal, a recolha foi efetuada em dois momentos distintos: em 1936, por Armando Nobre de Gusmão e Aníbal Otero, e em 1953-54, por Luís Filipe Lindley Cintra e Aníbal Otero. Foi a partir dos dados obtidos nas suas recolhas que Lindley Cintra fundamentou grande parte da sua investigação em dialetologia e geografia linguística, nomeadamente a sua classificação dos dialetos portugueses. O primeiro e único volume do ALPI, integralmente dedicado à fonética, foi publicado em 1962;

(ii) o já referido Atlas Linguístico-Etnográfico de Portugal e da Galiza (ALEPG) inclui cerca de 3500 horas de discurso, gravado em 176 pontos de inquérito, 24 dos quais nos dois arquipélagos portugueses (7 na Madeira e 17 nos Açores, contendo a amostra da Madeira, no total, 28 entrevistas gravadas). É constituído essencialmente por inquéritos lexicais e amostras de fala espontânea, o que permite o estudo de fenómenos fonéticos e morfofonológicos, assim como as análises morfológica e sintática. A principal aplicação de todo o material dialetal gravado é a publicação de um atlas nacional, projeto em curso desde 1970, por iniciativa de Luís Filipe Lindley Cintra. A elaboração do Questionário Linguístico, também da sua responsabilidade, é essencialmente lexical (contendo inicialmente cerca de 3500 perguntas, mais tarde reduzido para aproximadamente 2000) (SARAMAGO, 2006);

(iii) o projeto do Atlas Linguistique Roman (ALiR) iniciou-se em 1987, por iniciativa de Gaston Tuaillon e Michel Contini, do Centre de Dialectologie da Université Stendhal de Grenoble, em França. O ALiR está estruturado em 10 comités (português, galego, espanhol, catalão, francês, entre outros). Portugal está representado por uma rede de 110 pontos de inquérito, 10 dos quais no arquipélago dos Açores e 4 no da Madeira. Estes pontos coincidem comos da rede do ALEPG. Os dados dialetais do português foram recolhidos e tratados a nível nacional pelo comité português que participa neste projeto, desde o seu início, em 1987, através do Grupo de Estudos de Dialetologia do CLUL;

(iv) o Atlas Linguístico do Litoral Português (ALLP), coordenado por Gabriela Vitorino, de modo a complementar o ALEPG, este projeto, cujo início remonta a 1984/85, e contem análise dialetométrica, reúne dados de 40 localidades (23 na costa de Portugal continental, 5 no arquipélago da Madeira e 12 no arquipélago dos Açores). Os materiais foram obtidos a partir da aplicação de um questionário reduzido de 300 perguntas, através do qual se procura investigar sobre os seguintes campos semânticos: a pesca e os procedimentos de pesca; barcos e veleiros; tripulação e pesca comercial; fauna marinha e flora; mar; fenómenos climáticos. Este projeto deu origem à publicação de dois volumes, em 1987 e em 1990;

(v) o Atlas Linguístico-Etnográfico dos Açores (ALEAç), coordenado por João Saramago, está inserido no projeto mais amplo do Atlas Linguístico-Etnográfico de Portugal e da Galiza (ALEPG). Trata-se de um conjunto de mapas linguísticos, de natureza essencialmente lexical. O questionário dialetal utilizado é uma amostra reduzida do questionário do ALEPG publicado em 1974, e que continha cerca de 4000 perguntas, de base lexical, abrangendo alguns aspectos fonéticos e morfofonológicos. Também foi aplicado o questionário do Atlas Linguístico do Litoral Português (ALLP), referido anteriormente, para recolha de materiais relacionados com o tema da fauna marinha e flora. Encontra-se disponível na Internet para consulta desde 2012;

(vi) o Corpus de Referência do Português Contemporâneo (CRPC), iniciado em 1988, é um vasto corpus eletrónico da variedade europeia do português e de outras variedades (Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Goa, Macau e Timor-Leste), contendo 3,114 milhões de palavras, provenientes de diferentes tipos de textos escritos (literário, jornalístico, técnico, etc.) e de registos orais (formal e informal) e de transcrições de gravações de registos orais (NASCIMENTO, 2000a, 2000b). Dele faz parte o subcorpus oral Português Fundamental (NASCIMENTO e GONÇALVES, 1996), que teve início em 1970 sob a direção de Luís Filipe Lindley Cintra. O objetivo do projeto foi o de fornecer informação sobre o vocabulário português mais frequentemente utilizado em situações da vida quotidiana. Para o estabelecimento deste vocabulário foram constituídos dois corpora: o Corpus de Frequência e o Corpus de Disponibilidade. O Corpus de Frequência é um corpus de língua falada, recolhido entre 1970 e 1974, para o qual foram feitas, em todo o continente e ilhas de Portugal, 1800 gravações, realizadas em situação de comunicação oral espontânea, sobre os mais diversos temas do quotidiano, com falantes de níveis etários, sociais e profissionais muito diversificados, num total de cerca de 500 horas de gravação. Das 140 entrevistas que constituem a amostra disponibilizada online em 1987, três correspondem a informantes madeirenses (dois do Funchal e um da Camacha);

(vii) o Corpus Dialectal para o Estudo da Sintaxe (CORDIAL-SIN), criado em 1999 e dirigido por Ana Maria Martins, visa o desenvolvimento de atividade de investigação sobre a variação sintática dialetal, numa perspetiva de Princípios e Parâmetros preconizada pela Teoria da Variação da Gramática Generativa, usando uma metodologia de constituição/exploração de um corpus anotado. O material de partida são gravações coletadas no âmbito de outros projetos de geografia linguística do CLUL e anteriormente mencionados (ALEPG, em (ii), o ALLP, em (iv), ALEAç, em (v), e o também referido Barlavento Algarvio, constituído no âmbito da dissertação de doutoramento de Maria Luísa Segura da Cruz, intitulada A Fronteira Dialectal do Barlavento do Algarve e defendida em1987), a partir de meados dos anos 70 do séc. XX até ao início do séc. XXI. O material do CORDIAL-SIN é constituído por transcrições de excertos de fala espontânea e semidirigida resultantes de inquéritos dialetais realizados em 42 localidades de Portugal continental e arquipélagos dos Açores e Madeira, sendo por isso geograficamente representativo, embora o número de inquéritos por localidade não seja o mesmo. As situações de inquérito são também comparáveis, ao nível dos informantes, que tendem a corresponder ao perfil típico do informante em dialetologia, ou seja, naturais do ponto de inquérito, idosos (com idade superior a 60 anos), rurais, pouco escolarizados ou analfabetos – sendo o seu número variável por localidade. No seu estado atual, o corpus abrange 600.000 palavras, 70 horas de gravações, e as transcrições e texto anotado estão disponíveis no site do CLUL. A ferramenta pode ser consultada livremente na Internet, em três formatos diferentes: transcrição conservadora, transcrição normalizada e anotação morfossintática por palavra. A anotação por palavra poderá ser pesquisada em conjunto com outros corpora e bancos de dados dialetais dentro da ferramenta de pesquisa Edisyn Search Engine, que está sendo desenvolvida para o projeto;

(viii) o corpus Concordância, criado no âmbito do projeto internacional Estudo Comparado dos Padrões de Concordância em Variedades Africanas, Brasileiras e Europeias, iniciado em 2008 e da responsabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Brasil, e do CLUL, em Portugal, coordenado, por Sílvia Rodrigues Vieira e Maria Antónia Mota, respetivamente. Este corpus tem por objetivo estabelecer padrões variantes de concordância, associando-os a variedades e subvariedades (desde o standard até outras variedades dialetais), o que contribui para determinar diferentes normas/gramáticas em coexistência e em concorrência em cada espaço geográfico onde se fala português. Para o tratamento sociolinguístico dos dados, o corpus, disponível no site do projeto,adoa a bibliog. 30 minutosaneiro ( constitui-se de amostras estratificadas segundo os mesmos critérios, recolhidas em Portugal e no Brasil. Do Brasil, o corpus contém 25 gravações recolhidas na zona sul do Rio de Janeiro, em Copacabana, e 30 gravações na cidade vizinha de Nova Iguaçu. Em Portugal continental, foram recolhidas 25 gravações em Lisboa/Oeiras, 27 gravações no Cacém, cidade-dormitório vizinha de Lisboa, além de 27 gravações no Funchal, na ilha da Madeira, realizadas por estudantes da UMa, sob a coordenação de Aline Bazenga, da mesma universidade. Trata-se da amostra de português falado no Funchal (ilha da Madeira) mais volumosa (horas de gravação + palavras) de livre acesso na atualidade. As recolhas na Ilha continuam a ser realizadas, recorrendo à metodologia utilizada no projeto (entre outros aspectos metodológicos, entrevistas sociolinguísticas, com uma duração mínima de 30 mins., e seleção de informantes de acordo com três variáveis extralinguísticas – faixa etária, nível de instrução e sexo e normas de transcrição ortográfica), tendo sido constituídos dois subcorpus: Funchal (FNC) e Ilha da Madeira (MAD), ambos integrados no Corpus do Português Falado na Madeira (CPFM). Entre 2010 e 2014, foram coletadas 70 entrevistas, perfazendo um total aproximado de 40 horas de gravações, transcritas de acordo com um conjunto de normas ortográficas.

(ix) o Interactive Atlas of the Prosody of Portuguese (InAPoP) (2011-2014), disponível no site da UL, é um dos projetos mais recentes e da responsabilidade do Laboratório de Fonética do CLUL, sendo coordenado por Sónia Frota. No âmbito das atividades deste Laboratório, há que realçar os estudos já pulicados e que incidem sobre a variação prosódica, um trabalho que pretende caracterizar o sistema de entoação dos dialetos setentrionais do PE e compará-lo com o português-padrão e o espanhol central, no quadro do projeto Intonational Phrasing in Romance. Iniciado em 2002, este projeto tem por objetivo a constituição de uma base de dados de línguas românicas que permita a compreensão da variação encontrada nestas línguas, no domínio da constituência entoacional.

Arquivos dialetais geridos por outras unidades de investigação da FCT

Outras unidades de investigação da FCT, nomeadamente o Centro de Línguas, Literaturas e Culturas (CLLC) da Universidade de Aveiro (UA)/Grupo Ciências da Linguagem, a Equipa de Processamento Computacional da Variação Linguística, o Centro de Linguística da Universidade do Porto (CLUP), ou ainda o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), dispõem de arquivos de português falado, sendo de referir os seguintes:

(i) os corpora AMPER-POR (CLLC-UA) são compostos por conjuntos de registos de entrevistas espontâneas ou discursos preparados, com as suas transcrições ortográficas, de modo a serem explorados e analisados em simultâneo ou em paralelo com corpora de textos escritos. Integrados no projeto Atlas Multimédia Prosodique de l’Espace Roman (AMPER), coordenado por Michel Contini (Grenoble) e Antonio Romano (Turim), têm como objetivo a realização de pesquisas sobre o sotaque e a entonação no espaço românico, subordinada a uma metodologia unificada de trabalho. A equipa portuguesa é liderada por Lurdes de Castro Moutinho. Os dados portugueses contemplam seis pontos de recolha no arquipélago da Madeira (quatro na ilha da Madeira e dois na ilha do Porto Santo), num total de 12 informantes madeirenses, cuja realização esteve a cargo de Helena Rebelo, investigadora da Universidade da Madeira (UMa);

(ii) o Arquivo Dialectal do CLUP (Universidade do Porto) contém amostras dialetais do PE contemporâneo, recolhidas por estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre 1994 e 2012, catalogadas e tratadas linguisticamente por uma equipa de trabalho coordenada por João Veloso. Num total de 141 amostras selecionadas, um subconjunto de 69 amostras está disponível no site do Centro. Este subconjunto contém quatro amostras de inquiridos originários do arquipélago da Madeira;

(iii) o corpus REDIP (ILTEC/CLUL/UAb), ou Rede de Difusão Internacional do Português: rádio, televisão e imprensa, é um corpus de língua oral e escrita, constituído a partir de amostras diversificadas de três meios de comunicação: rádio, televisão e imprensa. Resultando de um projeto desenvolvido pelo ILTEC, em cooperação com o CLUL e a Universidade Aberta (UAb), este corpus possui cerca de 330.000 palavras, distribuídas por seis temas: atualidade (notícias), ciência, cultura, economia, desporto e opinião. Trata-se de um projeto financiado pela FCT, no âmbito do Programa Lusitânia;

(iv) o Corp-Oral – Corpus de Fala Espontânea em Português Europeu (ILTEC), coordenado por Maria Helena Mira Mateus, é constituído por 50 horas de gravações de alta qualidade de diálogos entre falantes nativos da variedade padrão do PE. Dessas horas, 30 estão transcritas com alinhamento temporal e disponíveis no site do ILTEC, na secção reservada à apresentação deste projeto;

(v) o corpus BDFALA, ou Base de Dados Falada para o Português Europeu, sob a responsabilidade geral de Isabel Trancoso (IST/INESC), que supervisionou o trabalho das duas equipas chefiadas, respetivamente, por Luís Oliveira (IST/INESC) e por Céu Viana (CLUL), foi coletado entre 1994 e 1997. O material, que se encontra gravado em CD-ROM, foi recolhido numa cabine insonorizada e inclui locuções de oito locutores, a maior parte dos quais fazia já parte do subconjunto Few Talkers do EUROM.1 (projeto europeu que permitiu a construção de uma base de dados contendo 11 corpora de línguas europeias, que incluem o inglês, o francês, o italiano, o português, o espanhol, o dinamarquês, o holandês, o alemão, o norueguês, o grego, o sueco): quatro informantes do sexo feminino e quatro do sexo masculino, de idades compreendidas entre os 20 e os 50 anos. As locuções compreendem palavras isoladas e frases de carácter diverso, recolhidas em condições rigorosamente controladas. As especificações iniciais do conteúdo da base de dados foram sendo revistas ao longo do projeto, ultrapassando largamente a quantidade de material inicialmente prevista. A parte dos logátomos e das frases SPEECHDAT foi gravada apenas por dois locutores, um de cada sexo, tendo todo o restante material sido gravado pela totalidade dos locutores. Um subconjunto de palavras e frases foi gravado por dois locutores, um de cada sexo, de idades inferiores a 16 anos;

(vi) o corpus CONDIVport, cujo investigador responsável é Augusto Soares da Silva, da Universidade Católica Portuguesa (UCP) de Braga, foi constituído para o estudo da convergência e divergência no léxico entre variedades do português (2004-2006). Centra-se na questão diacrónica da convergência/divergência lexical entre o PE e o PB nos últimos 50 anos e, secundariamente, na questão sincrónica da estratificação lexical das duas variedades. Parte do corpus está disponibilizada na Linguateca, um site que reúne toda a informação atualizada cobre corpora do português, integrada no projeto AC/DC. O CONDIVport congrega atualmente textos de três domínios – futebol, vestuário e saúde – e está estruturado na base de três variáveis: (i) geográfica (Portugal vs. Brasil), (ii) diacrónica (1950-1970-1990/2000) e (iii) estilística (jornais e revistas > etiquetas, net fóruns > net chats). Os materiais foram extraídos de três fontes: (i) jornais de desporto e revistas de moda e de saúde dos primeiros anos das décs. de 50, 70 e 90-2000; (ii) linguagem da Internet de conversação eletrónica de IRC ou chats; e (iii) etiquetas de roupas de lojas de vestuário. Todos os materiais de (i) a (iii) foram extraídos manualmente. Os materiais do PB provêm de São Paulo e Rio de Janeiro. A extensão atual do corpus é de 5 milhões de palavras do registo formal (jornais e revistas) e 15 milhões do registo informal (chats e etiquetas).

Uma vez reunidos os vários corpora, estes recursos são de grande interesse e utilidade para os estudos da variação linguística, não só numa perspetiva interlinguística, no quadro das variedades do português, como também para uma melhor compreensão da sistematicidade interna da variedade madeirense, em alguns dos seus aspectos estruturantes, conducentes ou não a processos de mudança. Assim, possibilitam vários tipos de anotações e tratamento fornecidos pela Linguística de Corpus para efeitos de estudo e análise de vários fenómenos linguísticos, relacionados com o léxico, mas também com a fonética, a morfologia, a sintaxe e as suas interfaces.

História do conhecimento dos dialetos ou variedades faladas madeirenses

O conhecimento científico sobre as particularidades do português falado na Madeira tem vindo a ser construído a par com a evolução de propostas teóricas e metodológicas de descrição das línguas no âmbito da Linguística (fig. 1). Das primeiras referências às particularidades linguísticas desta região insular, nos finais do séc. XIX, com o desenvolvimento da dialetologia portuguesa, assiste-se, a partir da déc. de 90 do séc. XX, beneficiando dos desafios e da renovação disciplinar, a um aumento significativo de produção científica, na sua grande maioria realizada por investigadores da UMa, embora a cartografia linguística do arquipélago, que incluiria descrições rigorosas das propriedades fonéticas, lexicais e morfossintáticas das suas variedades faladas, esteja longe de estar realizada, como já apontado por Lindley Cintra (2008).

É possível traçar, na história da investigação sobre os dialetos madeirenses (fig. 1), três períodos: o primeiro, que coincide com o início da dialetologia portuguesa, no final do séc. XIX; um segundo, marcado pela recolha de materiais linguísticos na região por investigadores do CLUL, no âmbito de vários projetos de Geografia Linguística; e o terceiro, um século depois, com a criação da UMa.

Fig. 1: Tabela de periodização (1883-2014) da produção científica sobre os dialetos madeirenses (Fonte: BAZENGA, 2014a, 383).

(1) Final do séc. xix até anos 60 do séc. xx(2) Séc. xx (anos 70-90)(3) Séc. xx e início do séc. xxi (1994-2014)
LinguísticaLinguísticaLinguística
Dialetologia portuguesa:DialetologiaDialetologia Percetual
§ Leite de Vasconcelos (1858-1941); Revista Lusitana§ Sociolinguística (Labov)Dados empíricos /Gramática Generativa
§ Paiva Boléo (1904-1992); UC; Revista Portuguesa de Filologia§ Gramática Generativa (Chomsky)§  Projetos
§ Lindley Cinta (1925-1991); UL;§ Linguística de Corpuso CLUL: CORDIAL-SIN (Corpus Dialectal para o Estudo da Sintaxe); InAPoP (Interactive Atlas of the Prosody of Portuguese)
Boletim de Filologia; Revista Lusitana (nova série)o CLLC: AMPER-POR
Produção Científica:o CLUP: Arquivo Dialectal
Produção científica:Corpora (pontos de inquérito no arquipélago da Madeira e projetos dialetais (CLUL):
§ Monografias e estudos dialetais (léxico, fonética, glossários)§ Português FundamentalUMa (1988) e produção científica:
§ Vocabulários§ ALEPG§ Dissertações de mestrado e de doutoramento
§ ALLP§ Publicações de artigos e colaboração internacional

Início e desenvolvimento da dialetologia portuguesa: primeiros materiais dialetais sobre a Madeira

As primeiras referências ao dialeto madeirense encontram-se numa nota do Essai de Phonétique et Phonologie de la Langue Portugaise d’après le Dialecte de Lisbonne de Gonçalves Viana, publicado em 1883, no capítulo ii – “Dialectes Insulaires” – de Esquisse d’une Dialectologie Portugaise, tese de doutoramento de José Leite de Vasconcelos, publicada em 1901, e no artigo “Die Vögel Madeira’s”, de Ernesto Schmitz, um naturalista alemão que viveu na ilha da Madeira. Neste artigo, publicado em 1899 na revista Ornithologisches Jahrbuch, o autor menciona alguns fenómenos fonéticos distintos dos observados nos dialetos do continente português.

Já no séc. XX, destacam-se o trabalho de Francis Millet Rogers Pronúncia da Madeira e dos Açores Acompanhada com a do Português Padrão, dissertação apresentada à Universidade de Harvard em 1940, e os artigos “Insular Portuguese Pronunciation: Madeira” e “Insular Portuguese Pronunciation: Porto Santo and Eastern Azores”, publicados na Hispanic Review, (sep. do vol. XIV, n.º 3, 1946, pp. 235-253 e vol. XVI, 1948, pp. 1-32, respetivamente). O estudo de Francis Millet Rogers, baseado na região do Funchal, fornece oito características fonéticas principais, apesar de algumas variações regionais internas, em que os dialetos madeirenses se distinguem do português-padrão (ROGERS, 1946, 239):

1) Substituição da vogal padrão [i] pelo ditongo [oj], sendo o [o] centralizado (ex.: [bu´nojtu] para “bonito”; [mɨ´nojnu] para “menino”);

2) Centralização da vogal padrão [u], em sílaba tónica (ex.: [ɨʃ´küdu] para “escudo”; [´küɾɐ] para “cura”);

3) Substituição da vogal padrão [a] em posição tónica por uma vogal [a] posteriorizada e aproximada da vogal [ɔ] (ex.: [´kɔzɐ] para “casa”; [´gɔtu] para “gato”);

4) Utilização do grupo [ɐwɐ] em substituição do grupo padrão [oɐ] (ex.: [pɨ´sɐwɐ] para “pessoa”; [´bɐwɐ] para “boa”);

5) Adição de um [ɐ] no final de algumas palavras (ex.: [voɐ] para “vou”; [ɐkɐ´boɐ] para “acabou”);

6) Frequente ditongação (ex.: [´mweʃ] para “mês”; [ku´mweɾ] para “comer”);

7) Substituição da consoante padrão [l] pela consoante palatal [ʎ], quando antecedida da vogal [i] (ex.: [´viʎɐ] para “vila”; [ʁɨ´giʎɐ] para “reguila”).

Há a assinalar, entre os anos 30 e os anos 60, as primeiras monografias e dissertações de licenciatura sobre aspectos linguístico-etnográficos observados e recolhidos na ilha da Madeira e no Porto Santo, sob a orientação de Paiva Boléo, da UC, e de Lindley Cintra, da UL, nomeadamente as seguintes e por ordem cronológica: Kate Brudt, “Madeira: Estudo Linguístico-Etnográfico”, publicada em 1937-1938 no Boletim de Filologia, com o título,og.o, “Madeira: e; e as dissertações de Deolinda Belo de Macedo, Subsídios para o Estudo do Dialecto Madeirense, UL, 1939; Maria do Carmo Noronha Pereira, Tentativa de um Pequeno Atlas Linguístico da Madeira e Algumas Considerações sobre Particularidades Fonéticas, Morfológicas e Sintácticas do Falar Madeirense, UL, 1952; Irene Cecília Silva Bazenga, Subsídios para uma Toponímia da Ilha da Madeira, UL, 1954; Elisabeth Aurora Gundersen Pestana, Subsídios para o Estudo da Linguagem dos Bamboteiros (Funchal), UL, 1954; Ana Maria Dias d’Amaral Gonçalves, Subsídios para o Estudo da Terminologia dos Bordados, UL, 1956; Carlos Lélis da Câmara Gonçalves, Influência Inglesa na Ilha da Madeira: Contributo para um Estudo Linguístico e Histórico, UC, 1956; Maria Ângela Leotte Rezende, Canhas e Câmara de Lobos: Estudo Etnográfico e Linguístico, UL, 1961; João da Cruz Nunes, Os Falares da Calheta, Arco da Calheta, Paúl do Mar e Jardim do Mar, UL, 1965. Sobre o conhecimento dialetal da Madeira, consultar a síntese apresentada por Lindley Cintra, “Os Dialectos da Ilha da Madeira no Quadro Geral dos Dialectos Galego-Portugueses”, publicada por José Eduardo Franco (FRANCO, 2008, 95-104).

Neste período, para além dos trabalhos já referidos, há ainda a registar a publicação, em revistas, de outros estudos, principalmente no domínio lexical, assim como glossários e vocabulários (Regionalismos Madeirenses). Numa lista não exaustiva, são de mencionar os seguintes: Emanuel Ribeiro, “Palavras do Arquipélago da Madeira” (1920); Urbano Canuto Soares, “Subsídios para o Cancioneiro do Arquipélago da Madeira. Tradições Populares e Vocábulos do Arquipélago da Madeira” (1914); Manuel Higino Vieira, “Bêbado Terraço (Nótula Explicativa)” (1939); e glossários e vocabulários, tais como: Abel Marques Caldeira, Falares da Ilha: Dicionário da Linguagem Popular Madeirense (2.ª ed., 1993); Adão de Abreu Nunes, “Termos Usados pelos Pescadores Madeirenses” (1953). Neste domínio, há a registar a menção a algumas particularidades madeirenses nos três volumes do Elucidário Madeirense (1.ª ed., 1921; 2.ª ed., 1940-46) do P.e Fernando Augusto da Silva e de Carlos de Azevedo de Meneses; o trabalho de Fernando Augusto da Silva, Vocabulário Popular do Arquipélago da Madeira – Alguns Subsídios para o Seu Estudo (1950), e, no mesmo ano, o de Luís de Sousa, Dizeres da Ilha da Madeira. Palavras e Locuções; e os textos reunidos de Eduardo Antonino Pestana em Ilha da Madeira II: Estudos Madeirenses (1970).

O interesse pela variedade madeirense fica patente também nas crónicas publicadas na imprensa madeirense, tais como as de Alberto Artur Sarmento, “Populismo Madeirense” (1914); João Cabral do Nascimento, “Existem Palavras e Locuções Madeirenses?” (1950); Luís de Sousa, Dizeres da Ilha da Madeira. Palavras e Locuções (1950); e ainda, de Horácio Bento Gouveia, os seguintes artigos: “Linguagem Falada e Escrita” (1952), “Linguajar do Brasil Linguajar da Madeira” (1971) e “A Expressão Arcaica da Nossa Gente” (1972).

O desenvolvimento de corpora do português e dados de informantes madeirenses

A partir da déc. de 70, perfilam-se duas tendências inovadoras no panorama da produção linguística nacional. A primeira, respondendo aos desafios lançados pelo quadro teórico generativo, traduz-se em análises formais do PE, patentes na produção científica, tanto em dissertações de doutoramento como em muitos trabalhos publicados nas Atas dos Encontros da Associação Portuguesa de Linguística (APL) desde 1985, data do seu 1.º Encontro, e como sublinhado por Maria Helena Mira Mateus no seu texto de 1991, publicado em 2002, intitulado “A Ciência da Linguagem em Portugal”. Neste quadro teórico, é também manifesto o interesse pela variação intravariedades nacionais do português (PE e PB).

A segunda tendência diz respeito ao desenvolvimento de corpora, sob a responsabilidade de investigadores do CLUL, no âmbito de vários projetos de geografia linguística, muitos deles incluindo pontos de inquérito e registos orais de falantes dos espaços insulares (Açores e Madeira).

A formação destes recursos tem contribuído decisivamente para o desenvolvimento da investigação em variação linguística, nas suas várias abordagens (dialetológica, sociolinguística variacionista e em linguística formal). A Figura 2 apresenta, em síntese, um conjunto de recursos, em termos de arquivos sonoros realizados com informantes madeirenses, o período de recolha destes dados, a sua integração em projetos dialetais de diversa natureza, sob a responsabilidade de várias instituições universitárias e dos seus centros de investigação (com os seus links), e as possibilidades de acesso atuais.

Fig. 2: Tabela dos recursos (arquivos sonoros de informantes madeirenses) (Fonte: BAZENGA, 2013, 396).

Projetos/Centros de investigaçãoInformantes madeirensesAcesso
ALEPG/CLUL-UL7 pontos de inquérito (anos 70)Sim, parcial
Amostra (10). Cf Geografia Linguística, Registos Sonoros
ALLP/CLUL-UL5 pontos de inquérito (anos 80)
Português Fundamental (subcorpus do CRPC)/CLUL-UL3 gravações Madeira: Funchal (2) e Camacha (1)Sim
CORDIAL-SIN/CLUL-UL4 pontos de inquérito (Câmara de Lobos, Caniçal) e Porto Santo (Camacha, Tanque)Sim
Arquivo Dialectal/CLUP-UP4 informantes da Madeira (1994-1992)Sim
Corpus Porto Santo/REBELO, 2005; UMa85 informantesNão
AMPER-POR (AMPER – Atlas Multimédia Prosodique de l'Espace Roman (coord. Michel Contini, Universidade de Grenoble 3, França)/CLLC-UA); UMa, Madeira, REBELO)11 informantesSim, parcial
Madeira (Funchal: Santa Maria Maior (2); São Martinho (2); Calheta (2); São Jorge (1)) e Porto Santo (Campo de Baixo (2), Camacha (2))Amostra (4)
Corpus Sociolinguístico do Funchal/Madeira65 informantes: Funchal (56)Sim, parcial
Projeto Padrões de Concordância/CLUL –UL; UFRJ, Brasil; UMa (BAZENGA, 2010-2013)(desde 2010 – em curso)Amostra (27)

Esta tabela permite ainda constatar que a maior recolha de dados de língua falada na Madeira tem sido realizada por investigadores da UMa, num total de cerca de 150 arquivos sonoros de informantes madeirenses.

Para além da recolha de materiais sonoros de informantes madeirenses já apontados, pouco mais há a referir para o período em apreço senão a publicação de três estudos elaborados por linguistas do CLUL: o de Ernesto d’Andrade (ANDRADE, 1993), um estudo empírico sobre alguns traços fonéticos em uso por falantes madeirenses do Funchal; o de Manuela Barros Ferreira (FERREIRA, 1996), baseado em grande medida na “Nova Proposta de Classificação dos Dialectos Galego-Portugueses” de Lindley Cintra (CINTRA, 1964-1973 [1971]), intitulado “Le Domaine Portugais”, a partir do volume 1 do ALiR, Présentation, e onde resume as características fonéticas e fonológicas dos vários dialetos portugueses, incluindo o dialeto madeirense; e o de Maria Luísa Segura e João Saramago (SEGURA e SARAMAGO, 1999), sobre algumas particularidades fonéticas em uso na Madeira (Fonética).

Para este período, saliente-se a já referida comunicação de Cintra de 1990 (FRANCO, 2008, 95-104), na qual faz uma compilação de estudos dialetais relativos à ilha da Madeira, destacando como características comuns a toda a Ilha a ditongação da vogal [i] em posição tónica, o timbre especial do [u] tónico semelhante ao francês ou ao sueco (centralização) e a palatização da lateral [l] quando precedida de [i] tónico. No entanto, aponta para a existência de outros traços que não se estendem necessariamente a toda a Ilha, e que podem ser específicos de algumas localidades, tais como, por exemplo: a introdução da semivogal [j] depois da consoante inicial e antes de uma vogal acentuada (por exemplo: [pjɛ] para “pé”), em Câmara de Lobos, Serra de Água e Ponta do Sol; a articulação da vogal final [ɐ] (por exemplo: [kɐ´fɛɐ] para “café”), em Porto Moniz, Seixal, Santana, Faial, Santo da Serra e Camacha; a redução do [u] final a [ɨ] (por exemplo: [´poɾkɨ] para “porco”), em Porto da Cruz e Santa Cruz; a queda do [g] intervocálico (por exemplo: [´awɐ] para “água”), em Câmara de Lobos e Fajã da Ovelha; a evolução [v] – [b], em Câmara de Lobos; a transformação do ditongo [ow] em [wɐ] em posição final, ou [oj] em posição medial (por exemplo: [lɐ´vwɐ] para “lavou”), em Câmara de Lobos.

Os recursos sonoros para o estudo do português falado na ilha da Madeira e no Porto Santo foram também substancialmente enriquecidos, nomeadamente através dos seguintes trabalhos: o Corpus do Porto Santo, constituído por dados de língua falada de 85 informantes, recolhidos entre 2001 e 2004 por Helena Rebelo, e também por outros dados obtidos junto de informantes residentes na ilha da Madeira; o corpus AMPER-POR (Madeira), igualmente constituído por esta investigadora; e o Corpus Sociolinguístico do Funchal/Madeira, sob a orientação de Aline Bazenga. Iniciado em 2010, este corpus contém, em 2014, cerca de 35 horas de gravações e 65 informantes, dos quais 56 naturais e/ou a residir no Funchal.

Investigadores da UMa (criada em 1988): foco na realidade linguística madeirense

Este período é caracterizado por um “renascimento” da produção linguística sobre a Madeira, em grande parte provocado pela criação da UMa, em 1988, e pela possibilidade de ser desenvolvida investigação localmente. Com efeito, cerca de 50% do património bibliográfico tido por referência corresponde a investigação realizada após 1994, na sua grande maioria, por investigadores da UMa, resultante do seu investimento em projetos nacionais e internacionais. São de assinalar as seguintes dissertações de mestrado e de doutoramento de docentes desta instituição académica: de Naidea Nunes, nas áreas da antroponímia e terminologia linguística, Antroponímia Primitiva da Madeira (Séculos XV e XVI), dissertação de mestrado, UL, 1996; O Açúcar de Cana na Ilha da Madeira: do Mediterrâneo ao Atlântico. Terminologia e Tecnologia Históricas e Actuais da Cultura Açucareira, dissertação de doutoramento, UMa, 2002; de Helena Rebelo, O Falar do Porto Santo. Contribuição para o Estudo do Vocalismo e Algumas Considerações sobre o Consonantismo, dissertação de doutoramento, UMa, 2005; e de Thierry Proença dos Santos, De Ilhéus a Canga, de Horácio Bento Gouveia: a Narrativa e as Suas (Re)Escritas (com Uma Proposta de Edição Crítico-Genética e com Uma Tradução Parcial do Romance para o Francês, dissertação de doutoramento, de 2007, também defendida na UMa, que contém uma proposta de pequeno glossário de termos regionais madeirenses. Estes trabalhos marcam o início de uma época de maior dinâmica para os estudos linguísticos regionais, dos quais merecem destaque as colaborações com outras instituições nacionais e internacionais, tais como as de Naidea Nunes e de Helena Rebelo no projeto do Atlas Linguístico-Etnográfico da Madeira e do Porto Santo (ALEMPS), coordenado por João Saramago e Gabriela Vitorino do CLUL (REBELO e NUNES, 2009; REBELO, 2014), integrado no ALEPG, que em 2016 ainda não estava publicado; e a de Helena Rebelo no âmbito do Projeto AMPER-POR, liderado por Lurdes de Castro Moutinho, do CLLC da UA (projeto integrado no AMPER, sob a coordenação de Michel Contini da Universidade de Grenoble, em França), e no qual tem vindo a publicar um número considerável de estudos sobre aspectos prosódicos da variedade falada madeirense (REBELO, 2007a, 2007b, 2008a, 2008b, 2010, 2011a, 2011b, 2012, 2014, 2015). Outros trabalhos de investigação, que se situam na interface léxico/pragmática, ao configurarem padrões de nomeação de lugares (Toponímia) e de pessoas que os habitam (Gentílicos e Alcunhas Coletivas), têm vindo a ser elaborados por Thierry Proença dos Santos (2010, 2013, 2014).

De registar o inventário dos principais traços dos dialetos madeirenses realizado por Maria Luísa Segura (SEGURA, 2013), onde inclui uma série de características já mencionadas, como a palatização do fonema /l/, semivocalização da consoante /s/ síncope do /g/ intervocálico, redução do [u] final a [ɨ] e formação de ditongos crescentes pela inserção de [j] ou [w]. Ainda no campo da fonética, merecem referência, para além da dissertação de Rebelo, já referida, e o seu estudo em coautoria com Tiago Freitas, publicado em 2007, a dissertação de mestrado de Bruno Rodrigues, Variedade Dialetal Madeirense: Análise Acústica das Vogais Tónicas Orais, de 2015, defendida na UA.

No plano do léxico dialetal, são de sublinhar as dissertações de mestrado de Ana Cristina Figueiredo, em 2004, publicada em 2012, Palavras d’Aquintrodia: Contribuição para o Estudo dos Regionalismos Madeirenses, sob a orientação do Prof. Malaca Casteleiro, e de Florentina Santos, À Luz das Palavras quase Esquecidas. Contributo para os Estudos dos Regionalismos na Ponta do Sol, de 2013, enquadrada no Mestrado em Estudos Linguísticos e Culturais oferecido pela UMa e orientada por Naidea Nunes.

No domínio da variação sintática do português e do uso de construções não-padrão por falantes madeirenses, são de notar, para além dos estudos de Elisete Almeida (1998, 2002, 2011), os resultados de investigação realizada por Aline Bazenga, publicados em artigos e capítulos de livro (BAZENGA, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014a) ou sob forma de comunicações em congressos (2011 e 2012), como investigadora integrada no projeto internacional Estudo Comparado dos Padrões de Concordância em Variedades Africanas, Brasileiras e Europeias, já anteriormente referido, e enquanto membro, desde 2010, do International Working Group on Non-Dominant Varieties (NDV) of Pluricentric Languages, coordernado por Rudolf Muhr, da Universidade de Graz (Áustria).

A esta lista, não exaustiva, dos trabalhos realizados sobre aspectos sintáticos da variedade madeirense (Sintaxe), é de acrescentar a dissertação de doutoramento de Juliana Barbosa de Segadas Vianna, Semelhanças e Diferenças na Implementação de a Gente em Variedades do Português, defendida no Rio de Janeiro, na UFRJ, em 2011, trabalho que contém os resultados mais recentes sobre os usos de “a gente” na variedade madeirense do português falado no Funchal, a partir de dados recolhidos pela autora durante a sua estadia na ilha da Madeira em junho de 2010 e através do recurso a uma amostra retirada do CPFM (Corpus do Português Falado na Madeira) já referido. Merece igualmente destaque o contributo de Catarina Andrade, com a sua dissertação de mestrado apresentada na UMa, intitulada Crenças, Perceção e Atitudes Linguísticas de Falantes Madeirenses, trabalho de investigação realizado em 2014 que se situa nas interfaces de sintaxe dialetal/atitudes linguísticas/sociedade madeirense.

Também tem suscitado interesse o estudo das representações dialetais na escrita de autores madeirenses (Falares na Escrita), de que dão conta algumas publicações, de entre as quais as de Francisco de Freitas Branco, na revista Islenha, “Ainda Nam Teinha Trêzianes, Comecei cede. Tentativa para a Reprodução Escrita da Fala Viva”, em 1987, e “Suspeitar Uma Coisa É Uma Doença. Tentativa para a Reprodução Escrita de Fala Viva”, em 1990, para além do livro Porto Santo. Registos Insulares, publicado em 1995; e a reflexão de Maria Helena Rebelo expressa nos artigos “O Falar de Porto Santo na Escrita de Francisco de Freitas Branco”, de 2002, e “Recorrências Linguísticas na Escrita de Ana Teresa Pereira. À Procura de Léxico Regional Madeirense em Dois Contos ‘O Teu Lugar no Meu Corpo’ e ‘As Beladonas’”, na revista Estudios Portugueses, de 2006b.

Em síntese (fig. 3), são apontados alguns trabalhos considerados de referência na dialetologia madeirense, dentro daqueles que têm uma base empírica, ou seja, que se fundamentam em dados de fala produzidos por falantes madeirenses. Esta seleção contempla várias áreas do conhecimento das variedades faladas na região, que vão desde a fonética (e as variantes fonéticas em uso) à sintaxe (e variantes sintáticas não-padrão atestadas) e ao léxico (em particular a investigação realizada sobre a terminologia açucareira, contributo de grande relevância para os estudos linguísticos e culturais sobre a Madeira).

Fig. 3: Quadro-resumo de estudos com base empírica (recursos dialetais) (Fonte: RODRIGUES, 2015, 11, adaptado).
Autores do estudo/AnoTítulo da publicaçãoTipo de estudoPontos de inquérito
Rogers (1946)“Insular Portuguese Pronunciation of Madeira”Estudo das características fonéticas, baseadas na perceção do ouvinteCâmara de Lobos; Santa Cruz; Ribeira Brava; Machico; Santo da Serra; Camacha; Ponta do Sol; Porto Moniz; São Vicente; Seixal; Santana; Ponta Delgada; Faial; Águas Mansas; Moinhos
Ferreira (1996)“Le Domaine Portugais”Estudo integrado no Atlas Linguistique Roman (ALIR)Estreito de Câmara de Lobos (Câmara de Lobos); Porto da Cruz (Machico); Santa (Porto Moniz)
Segura e Saramago (1999)“Açores e Madeira: Autonomia e Coesão Dialectais”Características fonéticasBaseado nos dados disponibilizados pelos materiais que integram o Atlas Linguístico e Etnográfico de Portugal e da Galiza (ALEPG)
Nunes (2002)O Açúcar de Cana na Ilha da Madeira: do Mediterrâneo ao Atlântico. Terminologia e Tecnologia Históricas e Actuais da Cultura Açucareira,Área lexical (indústria açucareira)Todos os concelhos da Madeira
Rebelo (2005)O Falar do Porto Santo. Contribuição para o Estudo do Vocalismo e Algumas Considerações sobre o ConsonantismoFonéticaPorto Santo
Rebelo (2015)“Acerca da Prosódia nas Ilhas Madeirenses”,ProsódiaMadeira e Porto Santo
Rebelo e Nunes (2009)“Atlas Linguístico-Etnográfico da Madeira e do Porto Santo: da Criação de Gado à Fauna e Flora Marinhas”Prolongamento do Atlas Linguístico e Etnográfico de Portugal e da Galiza (ALEPG)Calheta; Estreito de Câmara de Lobos; Curral das Freiras; Porto da Cruz (Machico);
Boaventura/São Vicente; Santa (Porto Moniz) e arredores
Carrilho e Pereira (2011)“Sobre a Distribuição Geográfica de Construções Sintáticas não-Padrão em Português Europeu”Aspectos de sintaxe dialetal, com especial referência às “construções existenciais com verbo ter”, cujo uso se apresenta quase circunscrito às regiões insulares de Portugal.CORDIAL-SIN (seis informantes da Madeira e sete do Porto Santo)
Vianna (2011)Semelhanças e Diferenças na Implementação de a Gente em Variedades do português.Sintaxe: variantes “nós” e “a gente”Corpus Concordância (Funchal)
Vieira e Bazenga (2013)“Patterns of Third Person Plural Verbal Agreement”Sintaxe: concordância verbal de 3.ª pessoa do pluralCorpus Concordância (Funchal)
Rodrigues (2015)Variedade Dialetal Madeirense: Análise Acústica das Vogais Tónicas OraisFonética acústicaPontos de inquérito: Estreito de Câmara de Lobos; Porto da Cruz

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Aline Bazenga

(atualizado 16.09.2016)