grupo de folclore e etnográfico da boa nova

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi fundado a 15 de agosto de 1965 (data da 1ª atuação do grupo), sendo os seus Cofundadores: Luís da Paixão Fernandes, Zina Gonçalves Fernandes e Manuel Ferreira Pio. Os Estatutos foram redigidos e apresentados à mais alta Entidade do Distrito do Funchal para a sua aprovação, a 20 de julho de 1965, com as respetivas rúbricas e assinaturas dos fundadores.Manuel Ferreira Pio
Luís da Paixão Fernandes Zina Gonçalves Fernandes

No dia 15 de setembro de 1994 a Câmara Municipal do Funchal, como sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado em prol da cultura regional, deliberou, por unanimidade, dar parecer favorável ao pedido de declaração de Utilidade Pública da Instituição, por Delegação do Presidente da Câmara, Miguel Filipe Machado Albuquerque. A decisão de Instituição de Utilidade Pública por parte do Governo Regional da Madeira, foi auferida pela Resolução nº 905/94, de 29 de setembro de 1994, no Conselho do Governo. Despacho Conjunto das Secretarias Regionais das Finanças e do Turismo e Cultura, José Paulo Baptista Fontes e João Carlos Nunes Abreu respetivamente, e, publicado no JORAM a 7 de outubro de 1994 (“I Série, nº 126, 2”). Novamente por solicitação da Associação foi concedido o Estatuto de Superior Interesse Cultural ao Grupo Folclórico Cultural e Recreativo Boa Nova, a 9 de dezembro do mesmo ano, Despacho Conjunto das Secretarias Regionais das Finanças e do Turismo e Cultura, José Paulo Baptista Fontes e João Carlos Nunes Abreu respetivamente e editado no JORAM a 11 de janeiro de 1995 (“II Série, nº 8, 1”).

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova
Foto: Perestrelo

A 8 de julho de 2005 foi passada a Certidão no 4º Cartório Notarial do Funchal, a cargo do Notário, Ernesto Clemente dos Santos, o Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo Boa Nova, passou a dominar-se: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova (Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação nº 453614) e com remodelação total dos estatutos – incluindo o Regulamento Interno, conforme o Art.º 14º – e publicado posteriormente no JORAM, no dia 28 de junho de 2006 (“II Série, nº 124, 4-5”).

Com a inauguração do Centro Cívico de Santa Maria Maior, por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, a 18 de abril de 2007, a Associação, já com os seus novos estatutos e denominação, passou a ter definitivamente a sua Sede Social, onde se encontra também sediado o Núcleo Museológico de “Arte Popular” e Biblioteca – Arquivo Documental da Instituição (a criação do núcleo e biblioteca já estavam lavrados nos atuais estatutos da coletividade).

Em relação aos órgãos diretivos, de mencionar dois fatos que não podemos descurar: o Presidente da Assembleia Geral foi desde a primeira hora e até a atualidade João Inácio Faria; a Presidência da Direção foi incumbida a Zina Gonçalves Fernandes desde da fundação até 2006 e delegada, através de sufrágio eleitor e por unanimidade, ao seu filho Danilo José Fernandes desde 2007 até ao presente. Recordemos os nomes dos fundadores: Assembleia Geral: Presidente – João Inácio Faria. Direção: Presidente – Zina Gonçalves Fernandes; Secretário – Manuel Ferreira Pio; Tesoureiro – Luís da Paixão Fernandes. Conselho Fiscal: Presidente – Manuel Gomes de Abreu (Jornal da Madeira, 27-03-66, 12). Seguem-se os atuais continuadores: Assembleia Geral: Presidente – João Inácio Faria; Vice-presidente – Sílvio Nicolau Fernandes Mendes; Vogal – Alfredo Jaime Fernandes. Direção: Presidente – Danilo José Fernandes; Secretária – Maria Ivone Alves Vieira Fernandes; Tesoureiro – Paulo Sérgio Abreu Freitas; Vogal – Talida da Piedade Fernandes Martinho; Vogal – Marta Sofia Góis. Conselho Fiscal: Presidente – António José Freitas Rodrigues; Vice-presidente – Emídio Amaro Rodrigues; Vogal–Regina Maria Gouveia

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova, concretizou uma série de projetos (principalmente logo após a diligência empreendedora do seu novo diretor artístico Danilo José Fernandes, a partir de 1989), desde gravações em áudio e audiovisual; coleção de postais alusivos aos trajos regionais; investigação e publicações na área do folclore e etnografia; colóquios; Roteiro Etnográfico das Carreiras “Uma Aldeia na Cidade”; exposições etnográficas itinerantes e outras; criação do Núcleo Museológico de “Arte Popular”. É o organizador da Semana Europeia de Folclore, Encontro “Danças das Espadas e Mouriscas” (neste momento inactivo), Encontro de Charambistas e Feira de Arte Popular Madeirense. Foi criado na Instituição o Grupo Musical “Memórias do Nosso Povo” e o Grupo “Dança das Espadas”.

O Grupo Folclórico, em meio século de existência, esteve por cinco ocasiões nas diásporas, a convite dos seus emigrantes: Venezuela (única deslocação por via marítima), entre 12 de agosto e 6 de outubro de 1969. Foi a primeira representação folclórica da região em terras de Simón Bolívar. Atuaram nas cidades de Caracas, Maracay e Los Teques. Além deste país latino, exibiram-se também em Curaçau, Miami e Tenerife (Jornal da Madeira, 19-08-77, 5); de 31 de julho a 9 de agosto de 1974, viajou para aos EUA, à cidade de New Bedford, com o fim de participarem na festa do Santíssimo Sacramento (Jornal da Madeira, 19-08-77, 5); entre os dias 14 e 23 de abril de 1993, foi a vez da França, num intercâmbio com o Grupo Folclórico “Os Vilhões”, atuando na vila de Cerizay e em 1998 e 2010, foram ao Canadá, no mês de agosto, para participarem no arraial de Nossa Srª do Monte, em Montreal e Toronto (na primeira a convite do Sr. José Luís Rodrigues Bettencourt (Diário de Notícias, 29-08-98, 22) e na segunda em permuta com o Rancho Folclórico Madeirense da Casa da Madeira Community Center Canadian Madeira Club).

Núcleo Museológico de “Arte Popular”

Com a inauguração do Centro Cívico de Santa Maria Maior, a 18 de abril de 2007, a coletividade passou a usufruir, para além da sua sede social, de um espaço feito de propósito para resguardar e expor todo o vasto património etnográfico adquirido desde do início dos anos noventa até à presente data, dando a cognominação de Núcleo Museológico de “Arte Popular”. Paralelamente área citada, encontra-se também a Biblioteca e Arquivo Documental da Instituição. Desde a inauguração do núcleo até ao presente, já ocorreram algumas exposições temáticas. Destacamos entre elas: Trajes do Arquipélago da Madeira e Ferramentas do linho e da lã, o ADN do Povoamento Rural da Madeira”, exposto a 14 de agosto de 2012 e as do âmbito das Comemorações dos 50 Anos da Instituição: “Camisas da Noite de Casamento e do Segundo Dia (1894-1944)”, estreada a 14 de fevereiro de 2014; “150 Anos do Nascimento de António Fernandes (1864-2014)”, pai do cofundador do grupo Luís da Paixão Fernandes e avô do atual presidente Danilo José Fernandes (considerado o avô da Associação), a 12 de maio de 2014; o “Centenário do Nascimento do Luís da Paixão Fernandes (1915-2015)”, antecedendo de uma palestra e apresentação de um filme de 1972 do Caniçal, de sua autoria, no Auditório do Centro Cívico de Santa Maria Maior, no dia 12 de junho de 2015 e finalmente, e do descerramento dos quadros alusivos dos três cofundadores e dos artistas fundadores da instituição, precedendo de uma apresentação de um vídeo no Auditório do Centro Cívico de Santa Maria Maior, de uma recolha etnográfica “As Ferramentas da Lã”, a 15 de agosto de 2015.

Feira

Feira de Arte Popular Madeirense – outra iniciativa da Associação, teve como principal objetivo divulgar e comercializar o artesanato regional. Foi inaugurado a 29 de março de 2008 e ocorre, desde essa data, no segundo e último sábado de cada mês, no “Larguinho da Feira”, ao lado do Mercado dos Lavradores.

Artesanato

Manufaturação de Carapuças “Típicas da Madeira” – como objetivo de manter este artesanato tradicional da freguesia de Santa Maria Maior, esta Instituição através do seu Núcleo Museológico, elaborou um projeto com a colaboração da Direção de Serviços de Desenvolvimento Rural os quais ministraram uma ação de formação de “Carapuças Típicas da Madeira” e que decorreu entre os dias 21 de janeiro e 11 de fevereiro, de 2013, num total de 12 horas, finalizando a ação de formação 5 formandas. Além de constituir uma mais-valia na manutenção deste artefato emblemático da região, com toda a sua autenticidade, é também um dos quadros vivos do espaço museológico (https://www.facebook.com/nucleo.museologico/?fref=ts).

Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova

Livros 

“Ferramentas do Linho e da Lã – o ADN do Povoamento Rural da Madeira”

“Caderno – Núcleo Museológico de “Arte Popular” – nº 1, 50 anos – Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova”

CD´S

” 40 Anos de Folclore”

“Cantigas da Moda”