homem, maria aurora carvalho

Jornalista, professora, escritora e produtora cultural, nasceu no Sátão, a 13 de novembro de 1937, e morreu no Funchal, a 11 de junho de 2010. De seu nome completo Aurora Augusta Figueiredo Carvalho Homem – Maria Aurora é o seu nome artístico –, foi uma das mais marcantes e populares figuras da cultura madeirense do seu tempo, uma voz crítica dos costumes e dos acontecimentos da época e uma incansável promotora do livro e da leitura. Filha de Amadeu de Carvalho Homem, secretário da Câmara Municipal de Sátão, e de Cidalina Figueiredo Carvalho Homem, professora primária, viveu a sua primeira infância numa aldeia nos arredores da vila natal até que, em 1949, após a morte do avô, médico localmente conceituado, a família se mudou para Trancoso e, mais tarde, em 1952, para São Pedro do Sul, por motivos profissionais dos pais.

Nos seus primeiros doze anos de vida, a família residiu numa quinta na Abrunhosa do Ladário. Foi na casa de uma típica família abastada da Beira Alta, regularmente visitada por bispos, padres e outros ilustres homens da terra, que iniciou a sua escolaridade com um professor particular. Frequentou depois o Colégio Português de Viseu e, mais tarde, o Liceu Nacional daquela cidade, onde viria a ser presidente da Juventude Escolar Católica. Após a conclusão do liceu, ponderou prosseguir estudos na área do direito, mas acabou por ingressar em românicas na Universidade de Coimbra, onde militou na Juventude Universitária Católica. Ainda na universidade, venceu o primeiro prémio de conto “Via Latina” em 1959, forjando assim um elo com a escrita que se revelaria duradouro.

No decorrer das suas viagens, conheceu o madeirense Humberto Morna Gomes, com quem viria a casar em 1960, estabelecendo-se, desta feita, o seu vínculo à ilha. Após um período de residência na Alemanha, veio para Lisboa, onde trabalhou no Banco de Angola e, seguidamente, para a Emissora Nacional, apresentando programas radiofónicos da sua autoria ou escritos por outros. Na segunda metade dos anos sessenta, iniciou a sua colaboração com a RTP como apresentadora do programa infantil “Girassol”, que lhe valeu, em 1969, o prémio de melhor apresentadora de televisão da Casa da Imprensa. Seguiram-se “As férias terminaram”, “Dói-dói” e “Minuto Zero”. Na década de setenta, envereda, sem deixar de animar programas para a Emissora Nacional, pelo jornalismo profissional em A Capital, e depois no Diário de Lisboa. Chegou a colaborar, ainda, com as revistas Flama e Gente, tendo também sido redatora-chefe do jornal A Nossa Terra de Cascais.

O ano de 1974 constitui uma viragem marcante na vida de Maria Aurora Carvalho Homem, já que seria esse o ano da mudança da família para a ilha da Madeira, numa tentativa, que viria a revelar-se frustrada, de salvar o casamento. No ano seguinte, não evita o divórcio, mas decide ficar na Madeira com os três filhos, Nuno Morna, Maria Manuela Morna Gomes e Ângela Morna Gomes. Nesse período, inicia a sua vida profissional no Funchal como professora de português e francês no Liceu Nacional. Na comunicação social, passa a colaborar com o Diário de Notícias da Madeira (DNM), através da rubrica “Rodízio” em que debate temas controversos como o ensino no pós-25 de abril e a condição da mulher portuguesa. Faz rádio no emissor regional da Emissora Nacional (futura RDPM), participando no “Suplemento do domingo”, realizado por Gualdino Avelino Rodrigues, de duas horas semanais, que incluía o programa por ela conduzido: “Quem somos, quem seremos amanhã”. Torna-se numa das figuras da boémia literária dos estabelecimentos noturnos da zona velha do Funchal (1975-1985).

Na década de oitenta, diversifica as suas atividades. Passa a exercer funções de assessoria para o Serviço de Atividades Culturais da Câmara Municipal do Funchal (CMF), no âmbito das quais organizou recitais de poesia (ao longo desse decénio) e a Feira do Livro até ao ano de 2006. Sob a sua coordenação e a direção de Fernando Nascimento, é lançada a revista Margem, publicação associada a temáticas culturais, literárias e artísticas da ilha da Madeira (1981-1983). Pertence, por uns tempos, ao Teatro Experimental do Funchal. Organiza, em 1982, o primeiro Festival de Cantares da Madeira. Prossegue a sua colaboração com a RDPM em vários programas, entre os quais se destacam: “Teia de Palavras”, “Vamos Fazer de Conta”, “Rádio da Minha Rua”, “Terra, Mar, Gente”, “Viva a Festa”, “Conversas sobre Palavras” e, já na década de 90, “Discurso Direto” e “Na Crista da Onda”. Como será seu apanágio, sempre que pode, apoia a produção literária na região, com intervenções públicas, incentivos ou prefácios. Rodeia-se de pessoas ligadas à criação e à comunicação, ao ensino e à investigação, ao empresariado e à política.

 

Fig. 1: Salão Nobre Virgílio Pereira do Teatro Municipal Baltazar Dias, 31-03- 2006. Fonte: foto de Rui Camacho.
Fig. 1: Salão Nobre Virgílio Pereira do Teatro Municipal Baltazar Dias, 31-03- 2006. Fonte: foto de Rui Camacho.

Em 1984, chega à televisão regional com o programa “A Terra e o Povo”, uma série de 11 episódios que lhe permitirá percorrer a ilha, fazendo a divulgação das tradições locais. Este é o primeiro dos programas que viriam a reputá-la como incansável mediadora da cultura do arquipélago da Madeira. Na senda dessa experiência bem-sucedida, apresenta, em 1988, o programa “Arraiais Madeirenses”.

A partir desse mesmo ano, vai estar no ar, até meados da década 90, “Letra Dura e Arte Fina”, um programa de entrevistas e pequenas reportagens que proporciona alguma visibilidade aos criadores das artes e letras residentes na ilha, com a colaboração de Ana Margarida Falcão. Esse magazine cultural chega a ser retransmitido em diferido pela RTP2 e RTPI. Em 2002, há de conduzir um outro programa do género, “Pé de Página”.

Após um curso de guionismo, ensaia-se na ficção televisiva, em 1991, para a RTPM, com a série “Página Quatro”, inspirado no quotidiano da redação de um jornal e realizado por João Paulo Valente. Em 1993, escreve o guião teledramático de cinco episódios, Homens de Passagem, realizado por António Plácido e exibido na RTPM, cujo enredo permitiria dar a conhecer diferentes ambiências do arquipélago madeirense. Embora se tratasse de uma experiência marcante para os atores e técnicos nela envolvidos, esta produção regional revelou, em abono da verdade, algumas limitações.

O ano de 1997 assinala a estreia do seu primeiro programa televisivo dedicado à diáspora madeirense, “Recados das Ilhas” (em parceria com a RTPI), que estaria no ar durante dois anos. Entretanto, em 1999, apresenta o documentário “A Madeira e os Descobrimentos”. Em junho de 1999, desloca-se aos EUA para fazer uma transmissão de “Recados das Ilhas” a partir de Rhode Island, causando forte impacto no seio da comunidade portuguesa aí residente. Com a entrada dos Açores, o programa passa a chamar-se “Atlântida”, indo para o ar a 6 de novembro de 1999. Através de contactos telefónicos em direto, a apresentadora aproxima os telespetadores, longe da sua terra natal e das suas famílias, estreitando laços, reavivando memórias e emoções. A crescente popularidade do formato televisivo e de Maria Aurora viriam a motivar a sua deslocação ao Canadá, à Venezuela, ao Reino Unido e à África do Sul, a fim de contactar diretamente com as comunidades portuguesas e daí transmitir o programa, focando as coletividades e as diversas atividades culturais por elas desenvolvidas nos países onde se estabeleceram. Em novembro de 2004, no âmbito das celebrações do 5.º aniversário do “Atlântida”, a RTPM promoveu um espetáculo de homenagem a Maria Aurora. A 6 de novembro de 2009, para assinalar os dez anos do programa, foi para o ar um “Atlântida” especial, emitido em direto para a RTPM, a RTPA e a RTPI.

Fig. 2: Jardim da Serra, 10-07-2009. Fonte: foto Arquivo RTPM.
Fig. 2: Jardim da Serra, 10-07-2009. Fonte: foto Arquivo RTPM.

A par do programa “Atlântida”, Maria Aurora faz várias emissões especiais, em diretos, desde festas religiosas, tais como a S.ª do Monte, o Sr. Bom Jesus da Ponta Delgada ou a S.ª do Livramento, até à Noite do Mercado. Em 2005, lança “Nome: Mulher”, um programa de debate composto por um painel exclusivamente feminino (com Ana Margarida Falcão, Violante Matos, Ilse Berardo e Diana Esteves Cardoso); assume-se como um programa reivindicativo, que pretende dar voz pública às mulheres num espaço ainda fortemente dominado por painéis masculinos.

Em 2007, inaugura a série documental “Ilha dos Amores”, em que revisita grandes histórias de amor associadas à Madeira. Em 2007-2008, apresenta o programa mensal de auditório “Funchal, 500 anos – teu nome sabe-me a Funcho”, com o propósito de revelar a identidade das dez freguesias do concelho. Em 2009, com o programa “Espaço Cidadania”, aborda a vida de organizações cívicas e culturais e, com a emissão “Cá Nada”, debate com Thierry Santos regionalismos linguísticos da Madeira. Fragilizada por uma doença prolongada, seria a 20 de março de 2010 que apresentaria pela última vez o programa “Atlântida”. Porém, o sucesso do formato era já tal, que o programa ainda hoje vai para o ar quinzenalmente, alternando com os Açores, continuando a ligar a diáspora às ilhas.

Mas a comunicação social em geral, e a televisão em particular, não é o seu único campo de intervenção. Na passagem dos anos 80 para 90, diversifica as suas atividades: exercício de cidadania, promoção cultural e escrita literária.

Em 1989, vai fazer parte, com José António Gonçalves, José de Sainz-Trueva, Carlos Nogueira Fino e Irene Lucília, entre outros, da comissão instaladora da Associação de Escritores da Madeira. Nessa altura, Maria Aurora, Irene Lucília, José de Sainz-Trueva, Carlos Nogueira Fino, Nelson Veríssimo e Ana Margarida Falcão passam a reunir-se regularmente em jantares na casa de uns e de outros. Nestas tertúlias, comenta-se a vida cultural madeirense e discutem-se alguns projetos dos seus membros. Poemas e contos da sua lavra irão constar de várias coletâneas de literatura. Em 2001, o grupo de amigos viria a incompatibilizar-se com a direção da Associação, então presidida por José António Gonçalves, e consequentemente a afastar-se dela.

No âmbito da sua colaboração com o Departamento de Cultura da CMF, dá início, nos anos 90, à segunda série da revista Margem (1995-2011), institui o prémio literário Edmundo Bettencourt (1995-2010) e organiza várias edições do Colóquio Internacional do Funchal (1997-2006). Nesse enquadramento, coordenou ainda, entre 2001 e 2007, a coleção “Autores da Madeira”, da editora portuense Campo das Letras, entretanto extinta, totalizando catorze títulos, entre antologia, poesia, ensaio, crónica e ficção. No primeiro semestre de 2005, volta a colaborar com o DNM, publicando crónicas na coluna intitulada “Marca de água”. Nesse mesmo ano, inicia com o jovem editor Manuel Reis uma parceria que perdurará até à sua morte e um pouco mais para lá. A partir daí, toda a sua obra virá a lume com a chancela da Ausência, da 7 dias 6 noites ou da Exodus. Ainda em 2005, cria condições para lançar a associação cultural Fantocheiros da Madeira e contribui com textos teatrais da sua autoria (inéditos) para o seu repertório: Uma Aventura nas Desertas, Uma Estrelinha Dorminhoca, Pai Natal a toda a Velocidade e À Descoberta da Madeira.

No que diz respeito à sua atividade literária, estreia-se em 1982 com um livro de poesia. Mas é nas décadas de 1990 e de 2000 que a sua obra se evidenciará, com a edição de variados títulos de géneros diferentes: letras de canções dispersas em publicações, antologias de poesia, de conto, de crónica e o livro para a infância constituem veículos privilegiados da sua escrita.

Na poesia, dá a estampa Raízes do Silêncio e Ilha a Duas Vozes, em parceria com João Carlos Abreu. Em 1994, sai do prelo Cintilações, um álbum de aguarelas de João Lemos Gomes e textos poéticos de Maria Aurora, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial proveniente da fruição simultânea da imagem e da palavra numa simbiose intencional ainda que subjetiva do olhar/sentir de cada um. Esta obra seria seguida por Uma Voz de Muda Espera: Monografia Sentimental, um vaguear saudoso pelas memórias dos lugares e das gentes de São Pedro do Sul, onde passou parte da adolescência. Em 2003, estreia-se na poesia de cariz erótico com o opúsculo 12 Textos de Desejo. Seguir-se-lhe-ão Antes que a Noite Caia, com ilustrações de Luísa Spínola, e Discurso Amoroso, com desenhos de Francisco Simões.

A sua produção contística também é muito apreciada. Publica A Santa do Calhau, Para Ouvir Albinoni, e, finalmente, Leila. Na sua veia narrativa, oscila entre a crítica de costumes e a experiência de vida, investindo no campo sensorial e no mundo dos afetos. A sua voz tem um grande poder sugestivo: cria, com poucas palavras, perfis, ambientes e situações, cenas curtas, quase cinematográficas e de desfecho irónico.

A escrita de Maria Aurora Homem surge de um intrincado entrelaçar de leitura, experiências e observações em que os lugares reais se cruzam com os da memória afetiva, resultando numa mescla de reminiscência e imaginação, cujo rasto deixa perscrutar as mentalidades do período retratado, fazendo por vezes eco da vida da autora, desde a infância até à idade adulta, num tom confessional. Em cenários que se estendem da Beira Alta até à Madeira, passando pela Holanda ou por Marrocos, e apesar das dissonâncias espácio-temporais, o leitor é confrontado com uma variação do mesmo tema: a ilustração de vidas no feminino. Maria Aurora presta testemunho da vida das mulheres e verte, com rara sensibilidade, para as suas composições o sentir-se mulher, contribuindo para a construção de uma identidade feminina centrada na autodescoberta do corpo e do desejo.

Na crónica, destaca-se Discurs(ilha)ndo, uma recolha de textos publicados no DNM, nos anos 90, que cobre uma vasta temática, desde a atualidade até às tradições locais ou mesmo sentimentos mais íntimos, pondo, com frequência, a tónica no incómodo tom interventivo/reivindicativo que a caracterizou e com o qual granjeou admiradores, mas também algumas inimizades.

No que se refere à ficção infantil – dirigida ao grupo de leitores situados, sensivelmente, entre os sete e os doze anos – lança, em 1989, Vamos Cantar Histórias, com a chancela da CMF. Nele se destaca o eixo temático do diálogo com o diferente e o marginal e a relação interartes: escrita, pautas musicais e desenho. Sai do prelo, em 1991, Juju, a Tartaruga, com ilustração de Maurício Fernandes. Dando início, em 2005, a uma parceria com o jovem editor Manuel Reis, reedita Juju, a Tartaruga e, nesse mesmo ano, publica Loma, o Lobo Marinho. Em 2007, saem do prelo Zina, a Baleia Azul e Maria e a Estrela-do-Mar. Todos versam sobre a vida selvagem marinha e a condição total da natureza. Ainda nesta linha da preservação do ambiente e da defesa da biodiversidade do arquipélago da Madeira surgem, em 2008, A Fada Ofélia e o Véu da Noiva e, em 2010, A Fada Íris e a Floresta Mágica. Tendo a história da Madeira por fundo, publica em 2008 A Cidade do Funcho, A Primeira Viagem de João Gonçalves da Câmara. As paisagens da Madeira estão em foco em Pedro Pesquito e a Câmara dos Lobos e Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa. Numa tónica diferente, mas sem se afastar do património natural, histórico e cultural da Madeira, publica dois títulos relacionados com as tradições associadas às celebrações natalícias na ilha, Uma Escadinha para o Menino Jesus e O Anjo Tobias e a Rochinha do Natal. Finalmente, numa edição póstuma, foi dado a lume em 2011 o livro Maria e o Surf: Surfando no Jardim do Mar, com texto não inteiramente concluído, que apela, por um lado, à importância de regras de ouro para uma boa relação entre pais e filhos e, por outro, ao incentivo de hábitos de cidadania. Boa parte desta bibliografia tem como ilustrador João Nelson Pestana Henriques. Alguns desses livros serão recomendados pelo Plano Nacional de Leitura.

Para além da sua crescente popularidade junto de várias comunidades portuguesas, também as entidades oficiais, locais e nacionais, reconheceriam o diversificado trabalho de Maria Aurora Carvalho Homem. Em 1988, recebe a menção honrosa Leacock e vê-se laureada com o prémio Baltazar Dias, atribuído pelo GRM e pela CMF pelo seu programa “Letra Dura & Arte Fina”. A 8 de junho de 2007, o presidente da República confere-lhe o grau de comendador da ordem do Infante D. Henrique. A CMF atribui-lhe a medalha de mérito municipal (grau ouro), a título póstumo, em 21 de agosto de 2010. Em 2014, por iniciativa da edilidade funchalense, foi homenageada no decorrer da Feira do Livro do Funchal através da colocação de uma placa com um poema da sua autoria no jardim municipal do Funchal; foi ainda instituído o Prémio Municipal Maria Aurora – Igualdade de Género, atribuído pela primeira vez em 2015.

Obras de Maria Aurora Carvalho Homem: Raízes do Silêncio (1982); Ilha a Duas Vozes (1988); Vamos Cantar Histórias… (1989); Juju, a Tartaruga (1991); A Santa do Calhau (1992); Cintilações (1994); Para Ouvir Albinoni (1995); Uma Voz de Muda Espera: Monografia Sentimental (1995); Discurs(ilha)ndo (1999); 12 Textos de Desejo (2003); Loma, o Lobo Marinho (2005); Antes que a Noite Caia (2005); Leila (2005); Discurso Amoroso (2006); Zina, a Baleia Azul (2007); Maria e a Estrela-do-Mar (2007); A Fada Ofélia e o Véu da Noiva (2008); A Cidade do Funcho, A Primeira Viagem de João Gonçalves da Câmara (2008); Uma Escadinha para o Menino Jesus (2008); O Anjo Tobias e a Rochinha do Natal (2009); Pedro Pesquito e a Câmara dos Lobos (2009); Marta, Xispas e a Gruta Misteriosa (2010); A Fada Íris e a Floresta Mágica (2010); Maria e o Surf: Surfando no Jardim do Mar (2011); inéditos: Uma Aventura nas Desertas; Uma Estrelinha Dorminhoca; Pai Natal a toda a Velocidade; À Descoberta da Madeira;

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Carla Fernanda Martins Costelha Lopes

(atualizado a 18.03.2016)