josé eduardo franco eleito membro da academia portuguesa da história

Tomada de posse na AcademiaO coordenador científico do projeto Aprender Madeira foi recentemente eleito membro da Academia Portuguesa da História.

O historiador madeirense José Eduardo Franco foi eleito académico da Academia Portuguesa da História, tendo tomado posse com a imposição do colar de académico desta histórica academia no passado dia 6 de janeiro de 2016.

A Academia Portuguesa da História é uma instituição científica de utilidade pública fundada em 1938 e “descende” da mais antiga Academia Nacional – a Academia Real da História Portuguesa, fundada por D. João V em 1720. Reunindo especialistas que se dedicam à reconstituição documental e crítica do passado, materializada na organização de eventos e publicações, nomeadamente de fontes e obras que, com o necessário rigor científico, facilitem a todos os portugueses o conhecimento da sua História, esta entidade assume-se como a “guardiã da História d e Portugal”, objetivando igualmente a respetiva cultura e conhecimento, como garante de identidade nacional. É igualmente o órgão consultivo do Governo na matéria da sua competência.

A presente eleição é o reconhecimento dado a um madeirense pelo trabalho desenvolvido ao serviço da historiografia portuguesa, na linha de outros que mereceram esta distinção como foi o caso do responsável pelo Elucidário Madeirense, Fernando Augusto da Silva.

Tomada de posse na Academia 2Nascido em Machico, José Eduardo Franco, coordenador científico do projeto Aprender Madeira, que está a conceber e que editará o Novo Dicionário Enciclopédico da História e Cultura da Madeira (aprendermadeira.net), é Professor-Doutor com equiparação a Professor Catedrático da Universidade Aberta, Diretor da Cátedra Convidada FCT/Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares e a Globalização (FCT/Universidade Aberta/CLEPUL/APCA) Da vasta obra destaca-se: “História da Cultura na Época Moderna”, Lisboa, CLEPUL, 2015, “Padre António Vieira e le Donne”. – “Il mito barocco dell’universo femminile”, escrito em coautoria com Isabel Morán Cabanas, “Lanuvio, Aracne Editrice”, 2013, “O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX”, 2 Vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007 e “O Mito de Portugal”, Lisboa, FMMVAD/Roma Editora, 2000.

A juntar à lista mencionada, destaque para a obra ontem apresentada em Lisboa que compila toda a História do Banco Montepio Geral intitulada “Sob o Signo do Pelicano – História do Montepio Geral (1840 – 2015)”. A investigação – traduzida numa obra com mais de 600 páginas – revela histórias, factos e personagens da Associação Mutualista Montepio, instituição que assume, ao longo de quase dois séculos, um papel incontornável na história social e financeira do nosso País. O livro, que constitui um indiscutível contributo para a preservação da memória da Instituição, contou com a apresentação de Guilherme Oliveira Martins.

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