leme, joão da câmara

João da Câmara Leme, 1.º visconde e 1.º conde de Canavial, nasceu no Funchal a 22 de junho de 1829 e faleceu na mesma cidade a 13 de fevereiro de 1902. Era filho de António Francisco da Câmara Leme Homem de Vasconcelos e de D. Carolina Moniz de Ornelas Barreto Cabral, casou em 1853 com D. Maria Amélia Afonseca, filha de Ricardo Porfírio de Afonseca e D. Ludovina Tavares.

Estudou em França na Universidade de Montpellier, recebendo o título de bacharel em ciências, no ano de 1852. Passados cinco anos, doutorou-se em Medicina, com a tese Études Sur les Ombelliferes Véneneuses. (Montpellier, 1857), título que revalidou em Lisboa, em 1859, na Escola Médica. Desde 1861, foi professor da Escola Médico-Cirúrgica do Funchal, onde também presidiu à sua direção entre 1866 a 1883. A sua competência científica é comprovada pelo facto de ter pertencido a várias academias estrangeiras, de que se destacam a de Montpellier, cidade da sua formação académica, Sociedade Médica de Emulação (1855) e Sociedade de Cirurgia e Medicina (1857). Também foi sócio correspondente de várias instituições e academias: Sociedade de Medicina de Nimes, Sociedade Imperial de Medicina de Marselha, Sociedade de Medicina de Lyon, Academia de Ciências e Letras de Montpellier, Sociedade Botânica de França, Sociedade de Medicina de Liar, Academia Imperial das Ciências, Artes e Belas Artes de Caen, Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e Instituto de Coimbra.

Empenhou-se na vida política ativa do Funchal, tendo militado em diversos grupos políticos. Em 1865, integrou as fileiras do Partido Fusionista, fruto da junção do Regenerador e do Progressista, passando, em 1868, para o novo Partido Popular, que entretanto foi criado. A 7 de setembro de 1876, surgiu em Lisboa o Partido Progressista, que o teve como seu líder no Funchal. Neste quadro de combate político, fundou três jornais: A Liberdade (cinco números, de 18 de Março a 22 de Abril de 1870), O Districto do Funchal (1864) e A Luz.

As indústrias madeirenses da sua época, de forma especial ligadas ao vinho e açúcar, mereceram-lhe especial atenção, tendo mesmo atuado como promotor da criação da Fábrica de S. João com um método inovador de aproveitamento do suco do bagaço. Foi também um dos promotores da cultura do bicho-da-seda no Funchal, sendo-lhe concedida, em 1877, a praça da Rainha para viveiro de amoreiras brancas. Por força dessa sua ação, recebeu medalhas nas exposições industriais do Porto e Lisboa. A sua intervenção estendeu-se ainda a diversos âmbitos, estando ligado à criação da Associação de Proteção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense (1875) e Associação Madeirense Promotora do Bem Público e do Auxilio Mútuo (1877). A ele se deve também a iniciativa de construção de um teatro para a cidade do Funchal, com a criação da companhia edificadora do Teatro Funchalense, decidida por portaria da Câmara de 9 de fevereiro de 1882. Por dec. de 22 de abril de 1880, recebeu do rei D. Luís o título de visconde, e o de conde, por alvará de mercê nova de 15 de dezembro de 1888, tendo recebido, ainda, carta de armas, a 28 de março do mesmo ano. Em 2 de março de 1922, o Funchal rendeu-lhe homenagem através da implantação de um busto em bronze na avenida Arriaga, em frente do adro da sé, que hoje se encontra no largo do Campo da Barca.

É uma das raras personalidades oitocentistas madeirenses com atuação em múltiplos quadrantes da sociedade, política, ciência e economia. Na Madeira, contribuiu em muito para o avanço significativo da medicina madeirense, pois foi um dos defensores da Escola Médico-Cirúrgica. Da sua atividade política, fica a extensa participação em jornais e o atear de diversas polémicas e debates sobre a sociedade madeirense, de que existem inúmeros folhetos. Os problemas relacionados com o vinho e o açúcar mereceram-lhe especial atenção, tendo apresentado diversos estudos de interesse, intervindo, de forma direta, em algumas áreas como a da cana-de-açúcar, ao passo que era promotor, em 1879, da Companhia Fabril de Açúcar Madeirense, que enfrentou acesa polémica com a empresa similar da Casa Hinton.

Em meados do séc. XIX, a ilha vivia sob a sombra de uma devastadora crise que assolava a cultura da vinha. As suas intervenções foram importantes, no sentido de encontrar soluções. O conde de Canavial, havia adquirido em França a experiência e conhecimentos científicos necessários para se dedicar à investigação enológica e à medicina. A ele se deve um dos raros estudos sobre a filoxera vastatrix, os processos de tratamento das videiras infestadas e as soluções para a crise vitícola com a política de desenvolvimento local e a criação de uma associação de viticultores e comerciantes.

O governador civil deu bom acolhimento à medida, como se pode ver em carta de 28 de agosto de 1872, em que lhe solicitava a indicação das pessoas adequadas para fazerem parte da comissão. Em 30 de agosto, apontaram-se as seguintes: Juvenal Honório de Ornellas, José Leão Drumond Cavaleiro, Domingos Alberto Cunha, Maurício de Andrade, João Maria Moniz, João Araújo Cunha, Francisco António de Freitas Abreu, Salvador Augusto Gramito d’Oliveira. Por alvará régio de 11 de setembro, a comissão foi criada, mas pouco ou nada sabemos da atividade desenvolvida, ficando condenada ao malogro por força da luta política e partidária. A 8 de outubro de 1876, o governador civil, Francisco Albuquerque Mesquita e Castro, convocou uma reunião para estudo da crise agrícola, protestando D. João da Câmara Leme, quer pelo aspeto formal da reunião pública, quer pelas declarações aí proferidas. O conde de Canavial, no discurso, apresentou, mais uma vez, a solução para a crise, que teve forte impacto nos jornais, nomeadamente nos afetos ao Partido Progressista. Em 30 de julho de 1879, foi finalmente nomeado governador civil, com a possibilidade de pôr em prática as soluções por que há muito tempo vinha pugnando. Mas se assim o pensava, cedo chegaria à conclusão de que se havia enganado, pois que, instalado nesse cargo, teve de fazer frente aos adversários políticos que dominavam parte dos serviços administrativos e se negaram às medidas avançadas por si.

O primeiro desentendimento surgiu em 11 de agosto, quando solicitou às câmaras e administradores dos concelhos do distrito um parecer sobre o estado da agricultura de cada zona. Todos se escusaram invocando razões várias, o que não impediu de fazer um breve relatório em 6 de dezembro de 1879, onde dava conta da situação aflitiva da ilha e da falta da tomada das medidas necessárias por parte de Lisboa, ou da autorização para implementar as que foram por si apresentadas. D. João da Câmara Leme, em meados do séc. XIX, contactou com a realidade dos processos de vinificação e apercebeu-se do deficiente uso das aguardentes e estufas, apostando numa solução mais rápida e eficaz para o trato do vinho que ficou conhecida como sistema canavial, definido pelas seguintes fases: 1.ª – sistema sem aquecimento; 2.ª – sistema com aquecimento lento, ficando o vinho em comunicação com o ar ambiente; 3.ª – sistema com aquecimento rápido e arrefecimento lento, demorado ou não, em recipiente fechado. Em finais do século, quando a vinha agonizava, publicaram-se vários estudos com as soluções adequadas para debelar a crise. Surgiram instruções sobre a forma de cultivo e o método mais adequado para o tratamento de vinho.

D. João da Câmara Leme, na qualidade de especialista em assuntos enológicos, teve oportunidade de, em França, entrar em contacto com os sistemas de aquecimento usados desde o primeiro quartel do séc. XIX, nomeadamente os sistemas em vaso fechado dados por Appert, Ervais, Verguette, Cemotte e Pasteur. De regresso à Madeira, foi confrontado com o processo de estufagem em uso, notando que o sistema de aquecimento lento com comunicação com o ar ambiente dava ao vinho um sabor torrado muito desagradável, ao mesmo tempo que lhe retirava as propriedades essenciais. Em 1889, ao fim de seis anos de estudo e 10 anos de ensaios e experiências, estabeleceu um sistema de aquecimento e afinamento dos vinhos, que tomou o nome de sistema canavial.

Foi baseado em tais princípios que organizou casas, ou estâncias, próprias para demorar o arrefecimento do vinho. Quando, pois, uma pipa de vinho é destinada ao afinamento numa destas estâncias, é para lá transportada, hermeticamente fechada, logo depois de terminado o aquecimento; e assim permanece, durante meses, num recinto onde a temperatura é moderada, mas constante e bem regulada. Cinco fornalhas introduzem ar quente em canos que dão três voltas nas estâncias; e que são guarnecidos de chapas de ferro para facilitarem a transmissão do calor, sempre bem regulado e facilmente observado por termómetros que se podem ler de fora.

O vinho, assim aquecido e afinado, conserva todas as qualidades naturais, apresenta qualidades próprias do vinho de canteiro que tem cinco ou seis anos e uma notável finura muito apreciável; sem apresentar nenhum mau sabor, nem defeito algum, sendo convenientemente tratado, pode logo ser lotado com outros vinhos aquecidos e conservados livres de fermentos, e mesmo ser embarcado, sem risco de se alterar, e com grande economia de álcool. O método acima exposto era considerado o único processo de tratamento por estufa que animava a qualidade do vinho fazendo-o adquirir características e qualidades próprias, podendo rivalizar com os melhores de canteiro. O vinho canavial era normalmente preparado com o Boal, com as seguintes propriedades: digestivo, antissético, medicinal, alimentício.

Muito antes de D. João da Câmara Leme, temos notícia de outro invento de estufagem. O novo método aplicava-se nos vinhos, comunicando-lhes o calor internamente e fazendo-os assim vermelhos, em pouco tempo. Será o mesmo sistema que o praticado em França, conhecido como pasteurização? Tudo indica que sim, uma vez que foi a França várias vezes, donde trouxe alambiques de destilação contínua e travou contacto com as inovações da técnica francesa de destilação e aquecimento do vinho.

De acordo com D. João da Câmara Leme (Discurso Pronunciado na Reunião Eleitoral do Partido Progressista de Vinte e Cinco de Março, Funchal, 1870), o avanço da cultura na ilha só seria possível com “a fundação de fábricas com os aparelhos modernos e aperfeiçoados”. Enquadrava-se neste espírito empreendedor a Companhia Fabril de Açúcar Madeirense criada em 1866 e inaugurada em 1873, que se saldou num verdadeiro fracasso e motivo de acesa polémica. São de salientar as iniciativas tecnológicas do próprio D. João da Câmara Leme que, em 1875, apresentou o novo invento de aproveitamento do açúcar que fica no bagaço, que foi usado por W. Hinton. As inovações introduzidas pelo último ocorreram após a licença de 1872 para a construção de uma fábrica de extração e cristalização de açúcar. A política de protecionismo e favorecimento do engenho do Torreão afastou todos os demais desta indústria, levando a maioria ao encerramento. Os investimentos eram elevados, mas só assim era possível singrar. Segundo J. Higino Ferraz,

“não se deve olhar a grandes economias de montagem em aparelhos aperfeiçoados, porque esses trazem sempre um produto mais perfeito, trabalho mais fácil e económico em pessoal e combustivel, e mais quando estes dois ultimos estam actualmente bastante caros” (FERRAZ, 2005).

A inovação tecnológica era custosa e só foi conseguida com medidas protecionistas e de polémicas sobre o roubo de patentes. Tudo começou em 23 de março de 1879, com a inauguração da Companhia Fabril do Açúcar Madeirense. Era uma fábrica de destilação de aguardente e de fabrico de açúcar junto à ribeira de São João. Demarcou-se das demais com o recurso a tecnologia francesa, usufruindo dos inventos patenteados em 1875 pelo visconde de Canavial. Entretanto, a família Hinton que, desde 1845, se havia instalado com um engenho, decidiu, na década de 70, investir em força nesta área, através da inovação tecnológica e pressão política, no sentido da plena afirmação. Mas o percurso está envolto em polémica.

A invenção do visconde de Canavial, patenteada em 1875, que consistia em lançar água sobre o bagaço, propiciando um maior aproveitamento do suco da cana, deu o mote para uma polémica sobre a propriedade da patente. Constava da patente o uso exclusivo pela fábrica de S. João, mas o engenho de Hinton cedo se apressou a copiar o sistema. Com isso, o lesado moveu, em 1884, uma ação civil contra o contrafator. Mas a família Hinton estava fadada para singrar na indústria açucareira e conseguir uma posição de monopólio. Segurada na influência das autoridades diplomáticas britânicas, na intervenção pessoal junto da coroa e, depois, nas hostes republicanas, conseguiu atingir os objetivos. A visita de el-rei D. Carlos à ilha, em 1901, poderá ser entendida como um momento crucial desta atuação.

Testemunhos e panegíricos:

De acordo com Acúrcio Garcia Ramos,

“cirurgião do exército e membro do Partido Progressista: João da Câmara Leme Homem de Vasconcellos, doutor em medicina pela faculdade de Montpellier, actual governador civil do Funchal, é um cavalheiro altamente instruído, que trabalha incansavelmente para tornar prestadia a sua especialidade em favor da humanidade, e as ciências económico-agrícolas, a que ele presta esmerada cultura, em prol do engrandecimento material e moral da ilha da Madeira – sua pátria. É dedicado, zeloso do bem público, empreendedor e duma probidade imaculada. Fiámos, por isso, em que a sua gerência há de ser fecunda em cometimentos notáveis, e digna em tudo de poder ombrear com a administração-modelo de José Silvestre Ribeiro” (RAMOS, 1879, t. I, 196).

O visconde do Porto da Cruz afirma que

“foi um dos homens mais ilustres e que mais se distinguiu no século XIX, pelo seu saber, pela iniciativa e inteligência que possuía, como Escritor, Cientista, Naturalista, Industrial e Jornalista […]. De 1850 a 1900 publicou mais de cinquenta trabalhos, que atestam a vastidão dos seus conhecimentos, a riqueza da sua cultura intelectual, a sua lúcida e privilegiada inteligência e o seu formidável poder de produção […]. O seu alto valor, que o fazia sobressair como sábio e corno patriota, no meio tradicionalmente destrutivo dos valores positivos, conseguiu sobrepor-se à mesquinhez das invejas vesgas e dos Ódios, das injustiças e das malquerenças, e quando, em 13 de Fevereiro de 1902, morria, em idade avançada, o Conde de Canavial, é que se verificou como ele marcava na vida regional e nos meios intelectuais do País. Este homem extraordinário, que se defrontava destemidamente no campo da indústria, na vida intelectual e na política com os mais poderosos e heterogéneos adversários, este cientista, que no jornalismo era também admirável, possuía urna sensibilidade romântica que emanava da sua alma cheia de emoção e de vibratilidade política” (PORTO DA CRUZ, 1950, II, 83-86).

Por fim, temos o testemunho de Fernando Augusto da Silva, que releva o facto de ter sido um

“homem de carácter e de raros méritos, mas de temperamento violento e conflituoso” (SILVA, 1965, II, 221-223).

Isto está perfeitamente documentado em alguns folhetos abaixo transcritos, assim como na imprensa da época, sendo de referenciar os conflitos que alimentara com o Dr. António Luz Pita, seu colega da Escola Médico-Cirúrgica do Funchal, ou com Vicente Cândido Machado, João Augusto Teixeira e Francisco Clementino de Sousa.

Obras de João Câmara Leme: Études Sur les Ombellifères Vénéneuses, Ouvrage Jugé Favorablement par I’Academie des Scienses et Lettres de Montpellier (1857); Discurso de Abertura Pronunciado na Eschola Medico-Cirurgica do Funchal no dia 15 de Maio de 1867 (1867); Breves Considerações Sobre uma Laqueação da Arteria Iliaca Primitiva Feita pelo Sr. Dr. António da Luz Pitta em 16 de Janeiro de 1868, por um Aneurisma das Arterias Femoral e Iliaca Externa (1868); Relatorio e Projecto de Regulamento para a Escola Medico-Cirurgica do Funchal Apresentados ao Conselho da Mesma Eschola em Outubro de 1868 (1868); Uma Lição de Clinica Cirurgica Sobre o Caso Notavel de Ferimento por Arma de Fogo, Feita no Dia 17 de Março de 1868 (1868); Uma Ophthamia Traumatica. Lição de Clinica Feita no dia 15 de Maio de 1868 (1868); O Dr. Antonio da Luz Pitta, o Pharmaceutico Francisco Xavier de Sousa e o Dr. João da Camara Leme na Eschola Medico-Cirurgica e na Delegação de Saude do Funchal, pelo Dr. João da Camara Leme (…). Primeira Parte. Eschola Medico-Cirurgica (1869); Um Caso de Clinica Cirurgica. Pelo Dr. João da Camara Leme Homem de Vasconcellos, Visconde do Cannavial (1883); Breves Instruções Sobre a Cultura da Beterraba de Assucar (1871); Carta Sobre a Nova Molestia da Vinha da Madeira Dirigida ao Chefe Civil do Distrito pelo Dr. João da Camara Leme (1872); Relatório da Direcção da Companhia Fabril de Açúcar Madeirense (1872); Guia do Sericultor Madeirense (1874); Discurso Pronunciado em 20 de Março de 1876, na Sessão da Abertura da Escola Central da Associação de Protecção e Instrução do Sexo Feminino Funchalense (1876); Discurso Pronunciado pelo Dr. João da Câmara Leme na Reunião Eleitoral do Partido Progressista de Vinte e Cinco de Março (1876); Uma Crise Agricola um Caminho Aereo e uma Sociedade Anonima (1876); Apontamentos para o Estudo da Crise Agricola no Districto do Funchal. Primeira Parte. I, Divisão da Propriedade Territorial; Modo de Transmissão; Demarcação; Cadastro; Exploração. Capitaes; Meios de Credito. III. Trabalhadores Agricolas; Instrumentos e Machinas Agricolas; Instrucção; Sociedades de Socorros; Assistência Publica. IV. Irrigação; Adubos; Arborização (1879); A Companhia Fabril do Assucar Madeirense. Roberto Leal e o Dr. Tarquino T. da C. Lomelino (1879); Breve Noticia Sobre o Tractamento do Vinho pelo Calor (1882); Noticia para o Vinho Canavial (1882); Um Governador Civil, um Delegado do Thesouro e um Ex-Governador Civil Substituto. Pelo Visconde do Cannavial (1883); Um Privilégio Industrial. Cartas a Diversos Jornaes pelo Visconde do Cannavial (1883); A Resposta do Sr. Dr. Vicente Candido Machado. Pelo Dr. João da Camara Leme Homem de Vasconcellos, Visconde do Cannavial […] (1884); Uma Acção Civil Contra o Sr. W. Hinton, Fabricante de Assucar e de Aguardente na Cidade do Funchal (Ilha da Madeira) Como Contrafactor de um Processo Industrial de que tem Patente de Invento o Dr. João da Camara Leme Homem de Vasconcellos, Visconde do Cannavial (1884); Um Alvitre para a Solução da Crise por Que Está Passando o Paiz. Ideia de um Banco Agricola – Inquerito Industrial […] Pelo Dr. J. Camara Leme Homem de Vasconcellos, Visconde do Cannavial (1884); Breves Considerações Sobre os Direitos de lmportação do Assucar Estrangeiro (1885); A Cultura da Cana do Assucar e os Direitos Sobre o Assucar (1885); Aos Ilustres Exploradores Portuguezes Hermenegildo Capello e Roberto Ivens em Nome da Sociedade Academica Indo-Chineza. Pelo Delegado Geral da Mesma Sociedade na Madeira, Dr. João da Camara Leme Homem de Vasconcellos, Visconde do Cannavial (1885); Os Vinhos da Madeira e seu Descredito pelas Estufas. Novo Methodo de Afinamento de Vinhos e Bases d’uma Associação (1989); Noticia Sobre o Vinho Cannavial, Digestivo, Antiseptico, Medicinal, Alimenticio (1892); Resposta á Critica que Fez o Exmo. Sr. Dr. João Augusto Teixeira á Noticia Sobre o Vinho Cannavial. Pelo Dr. João da Camara Leme Homem de Vasconcellos, Conde do Cannavial (1892); Os Três Systemas de Tratamento dos Vinhos da Madeira (1900).

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Alberto Vieira

(atualizado a 31.12.2015)