Madeira de A a Z mantém Conferências do Teatro

Cartaz Conferências do TeatroEstão de volta as Conferências do Teatro – Madeira de A a Z no próximo dia 19 de setembro, a partir das 18h com foco em temáticas biográficas, para desta feita ficarmos a conhecer a vida e obra de Alfredo Freitas Branco, Visconde do Porto da Cruz e do cónego António Alfredo de Santa Catarina Braga, frade Franciscano, a cargo da investigadora Sílvia Gomes e da professora Ana Cristina Trindade, respectivamente.

António Alfredo de Santa Catarina Braga (último quartel do século XVIII – entre 1840 e 1849) foi um franciscano egresso que assumiu o governo da diocese do Funchal entre 1834 e 1840. Adepto incondicional do liberalismo, a sua ação ficou marcada por algumas iniciativas polémicas, de entre as quais a mais célebre é a que interditou o culto popular à figura de frei Pedro da Guarda. Por outro lado, caraterizou-se também por assumir posições progressistas como o apelo à vacinação das famílias, a promoção dos enterramentos fora dos templos e adros ou os alertas em relação aos perigos da emigração. Acabou a sua carreira no Funchal em 1840, tendo sido promovido para a diocese de Bragança, ainda que não chegasse a desempenhar nela nenhum cargo, por se achar sem forças para as novas funções.

Alfredo António de Freitas Branco, 1º Visconde do Porto da Cruz (1890-1962), foi uma figura marcante da sociedade e da cultura madeirense do século XX, mas também polémica, devido aos seus ideais e às sucessivas causas e credos que foi abraçando. Homem multifacetado, envolvido em diferentes projetos, distinguiu-se em vários domínios como escritor, jornalista, fundador, diretor e colaborador em diversos periódicos, publicista, folclorista, conferencista e membro de várias associações culturais. Deixou um importante legado literário, uma vasta obra composta por textos de diferentes géneros, sobretudo, no que concerne ao território madeirense, contribuindo com os seus estudos, para o conhecimento do património cultural material e imaterial da Madeira.