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capelas

As capelas são lugares sagrados para a Igreja Católica. A sua origem confunde-se com os começos da vida cristã mais ou menos organizada, quando surgem várias construções em que os cristãos se reúnem para a oração e o culto. Consta que os primeiros lugares de reunião dos cristãos para a celebração do culto foram peças da domus romana, como o tablinium ou atrium, ou então uma sala qualquer. Segundo os especialistas, é muito provável que muitas das igrejas posteriores fossem, originariamente, capelas edificadas por nobres para favorecer os cristãos dos seus domínios no cumprimento dos seus deveres religiosos. Com as grandes construções de igrejas, aparecem pequenos edifícios contíguos a estas ou até integrados no mesmo edifício, com altar e alguma invocação particular. O termo “capela” e/ou “capelania” consubstanciou também um significado canónico diferente em momentos históricos longínquos, que não se identificava com a dimensão espiritual e pastoral. Era uma entidade canónica, de muitas e variadas modalidades, que consistia em um fundador atribuir perpetuamente uma massa de bens para que, com os seus rendimentos, se executassem determinados encargos piedosos que, normalmente, consistiam na celebração de missas num altar ou numa determinada capela –daí o seu nome. O Código de Direito Canónico (CDC) de 1983 contempla essa realidade nas chamadas fundações pias, autónomas ou não, conforme o legislado nos cc. 1303-1310. A instituição destes legados revigorou-se no período medieval, no qual Jacques Le Goff situa o início da crença no purgatório, que está na origem da concomitante tendência para “um crescente apelo dos vivos em favor dos mortos”, realizado através da celebração de inúmeros sufrágios (MARQUES, 2000, 587). Com efeito, desde o séc. XIV que se celebravam as chamadas orações ou missas de S. Gregório constituídas por sete preces curtas e outros tantos pai-nossos e ave-marias, tendo sido essas cerimónias de preces vertidas em estampas representando S. Gregório, papa, a celebrar perante um Cristo ressuscitado. Essas imagens tornaram-se populares e alguns exemplares sobreviveram, como aconteceu com um que pertence ao políptico da Sé do Funchal (c. 1514) ou o do alçado do arcaz da sacristia do colégio do Funchal (c. 1640). Esse conjunto de bens vinculados, constituídos por vinhas, terras de pão ou prédios arredados, por exemplo, para maior facilidade de cumprimento dos encargos pios, levavam, muitas vezes, à construção de um edifício próprio para satisfação das missas – uma capela ou por vezes uma ermida, algumas das quais foram depois, inclusivamente, instituídas em matrizes de freguesias, ficando a anterior capela no interior da igreja. Outras, pelo contrário, mantiveram-se na dependência da residência do morgado, escapando melhor à fiscalização eclesiástica. As instituições vinculares sob forma de capelas, em Portugal, remontam igualmente à Idade Média e foram regulamentadas pelas diversas Ordenações – afonsinas, manuelinas e filipinas –, o que permite, de um ponto de vista legal, distingui-las de outro tipo de vínculo, os morgadios. Assim, e segundo aqueles normativos, está-se em presença de um morgadio quando o rendimento da fundação se destina, quase exclusivamente, ao administrador, enquanto para haver capela é necessário que os bens vinculados revertam, sobretudo, a favor da realização de objetivos de carácter religioso, como a oferta de esmolas, a sustentação de obras pias ou a celebração de ofícios divinos. A criação deste tipo de vínculos servia uma série de propósitos, para além do já enunciado resgate das almas, o que contribui para explicar o sucesso de que se revestiu a adoção desta prática. Com efeito, a fundação de uma capela apresentava uma série de vantagens, nomeadamente a de permitir a um eclesiástico, membro da família instituidora, que assim se tornava capelão, ganhar a vida sem ter de se submeter aos concursos para cargos beneficiais, ao mesmo tempo que garantia serem as orações rezadas por um parente. Por outro lado, possibilitava, ainda, eximir terras à posse da Igreja, na medida em que a propriedade que gerava os rendimentos permanecia nas mãos dos instituidores, ficando disponível por morte do capelão, de modo a poder ser atribuída a outro familiar. Para além disto, as capelas eram, igualmente, formas de criar um património para os filhos segundos, que ficavam deste modo na posse do rendimento da propriedade que sobrava do custo do encargo. Através das capelas podia-se, ainda, fomentar as ligações clientelares com ramos colaterais da família, alardear o valor do sangue, pois concediam o direito de fazer sepulturas em lugares destacados, exibindo armas e heráldica. Para a Igreja, as capelas tornavam-se igualmente vantajosas, dado representarem uma forma de rendimento continuado e ao facto de muitas dessas fundações estipularem os encargos “enquanto o mundo for mundo” ou “enquanto o mundo durar”. Este conjunto de fatores justifica o aumento do volume de instituições vinculares que se foi verificando desde os tempos medievais até os finais do séc. XVIII, altura em que a publicação da lei de 9 de setembro de 1769, que proibia a criação de capelas sem autorização régia, ao mesmo tempo que exigia que, nas já fundadas, o dispêndio com os encargos pios não fosse superior a um décimo do rendimento líquido da propriedade (exceto para os casos da Estremadura e da corte), veio infligir um duro revés àquela prática. Muito conotada com os sectores mais elevados da sociedade, pelas razões já referidas, que favoreciam particularmente as casas mais poderosas, a instituição das capelas não foi, contudo, apenas usada pela nobreza, antes se estendendo a outros estratos sociais que, movidos pelo mesmo desejo de resgatar as almas dos parentes e ansiosos por beneficiar da elevação de estatuto que tal procedimento permitia, não se eximiram de, igualmente, estabelecer vínculos perpétuos. Esta prática de mimetismo social encontra-se bem referenciada por Cabral do Nascimento, que referia supor muita gente que “os fundadores de morgados eram sempre pessoas fidalgas pelo sangue, ou, pelo menos, nobres e possuidoras de avultados haveres”, o que não correspondia à realidade, pois “ao lado das casas opulentas havia vínculos modestíssimos, criados por indivíduos mecânicos ou rústicos” (NASCIMENTO, 1935a, 67). O mesmo autor considera, ainda, ser a Madeira uma das terras portuguesas onde os vínculos existiram e se desenvolveram em maior número, situação que levaria D. Fr. Manuel Coutinho, bispo da primeira metade do séc. XVIII, a dizer que nos morgadios madeirenses não havia “um palmo de terra que não tenha […] pensão de missas”, e a considerar que a execução dos legados pios seria um dos fatores que mais dificuldades lhe tinha trazido no exercício do poder episcopal (ARM, Paço Episcopal do Funchal, doc. 270, fl. 57v.). O estabelecimento de vínculos onerados com encargos pios é, na Madeira, tão antigo como o povoamento. Isso mesmo se constata pelo aforamento realizado por Constança Rodrigues, mulher de João Gonçalves Zarco, que, em 1484, já viúva, instituía uma capela com pensão de 5000 réis anuais a favor de cinco recolhidas que tinha abrigado na mercearia de Santa Catarina, o que também vem documentar a existência de vínculos não totalmente afetos à celebração de ofícios divinos, mas destinados também a fins caritativos. Importa, no entanto, ressalvar que as merceeiras, ou seja, as mulheres que recebiam a mercê de uma casa para viver, tinham a obrigação de rezar pela alma da instituidora, pelo que a intenção do resgate do purgatório continuava bem presente. Outro exemplo de capela com objetivos para além dos da celebração de ofícios divinos pode encontrar-se em São Martinho, onde, em 1591, um provimento regista que “o instituidor desta capela de São Martinho deixou em cada um ano dois mil rs em seu testamento para reparo dela”, contribuição que, igualmente, se destinava a ser paga em missas, mas que, mais uma vez, demonstra a diversidade das situações que podem subjazer à instituição (ARM, Paroquiais, São Martinho, Livro de Provimentos, fl. 26). Um caso muito conhecido e que cedo entra na história das capelas na Madeira é o das missas dos Infantes, que recorrentemente surgem na documentação e provêm de uma disposição testamentária do Infante D. Henrique, que determinou que, não só na Madeira mas por todo o império, se celebrassem, todos os sábados, missas para a sua salvação, para o que legava o montante de “seis marcos de prata” (NORONHA, 1996, 68). Em 1503, porém, ou porque a devoção afrouxara, ou por outras razões, o papa Alexandre VI mandava documento pontifício a D. Manuel, recordando-o da necessidade do exato cumprimento do estipulado, o que mostra que o espaço de uma geração era suficiente para fazer perigar o compromisso. Se se olhar, agora, para o testamento do filho de Constança Rodrigues, João Gonçalves da Câmara, 2.º capitão do Funchal, volta a encontrar-se a instituição de capelas no seu sentido mais comum, ou seja, naquele que impõe o cumprimento de uma obrigação de missas, neste caso diárias, pelas almas do pai, da mãe, da mulher e da sua, para o que afetou um rendimento de 14.000 réis. Este legado testamentário tem, porém, o interesse de permitir analisar a desvalorização do valor afeto às celebrações, na medida em que o testamento data de 1499, ano em que o preço da missa rondaria os 38 réis, valor que, transposto para uns séculos mais tarde, claramente se mostra insuficiente; assim, e.g., em 1734, D. Fr. Manuel Coutinho publicava um edital que estipulava 120 réis como valor de cada missa, mas, em 1768, o preço já era de 150 réis. Se se fizerem as contas do legado de 14.000 réis do capitão, logo se conclui que o valor estipulado havia muito que não chegava para cobrir as despesas inerentes. Este é, com efeito, um problema que cedo se põe e que ameaça o cumprimento das últimas vontades dos testadores, “carregando a consciência” dos testamenteiros e até a do bispo, na medida em que também é corresponsável pela execução dos legados. A preocupação dos prelados com o incumprimento das vontades testamentárias percorre os diversos episcopados funchalenses e encontra-se expressa pelos bispos quase desde os primeiros registos de provimentos de visitações pastorais. As visitações mais antigas de que há vestígios documentais na Madeira datam de 1538 e 1541 e encontram-se transcritas pelo consciencioso vigário da Madalena do Mar, João Leandro Afonso, que em 1589, por se aperceber de que o texto estava a ficar comprometido, resolveu copiá-las para um livro de batismos, casamentos e óbitos, o que acabou por permitir que os séculos futuros soubessem que, pelos anos 30 da centúria de 500, o cumprimento dos encargos pios não era ainda problemático, por não fazerem aqueles provimentos qualquer referência ao assunto. O mesmo já não acontece a partir dos finais do séc. XVI, quando, por determinação de D. Jerónimo Barreto, se publicam as primeiras Constituições Sinodais da Diocese, cujo título XXII, sobre testamentos, começa por dizer que sabia o prelado que “muitos testamenteiros em grande cargo de suas consciências deixam de cumprir muitos testamentos e legados pios por muito tempo, por negligência e por outras ocasiões e interesses, por cuja causa as almas dos testadores não são socorridas com os sufrágios”, pelo que ele, bispo, a quem sobre isso incumbia zelar, passava a exarar as determinações convenientes à boa execução futura das últimas vontades (Constituições Synodaes…, 1585, 141). A partir do momento da publicação do texto sinodal, passam a abundar nos provimentos referências a testamentos, encargos e incumprimentos, que desde esse momento se encontram em praticamente todas as visitas realizadas a qualquer freguesia, tornando-se, mesmo, um dos temas mais recorrentemente abordados. Assim, na Sé, a 15 de abril de 1588, D. Jerónimo Barreto deixava em provisão que achava “neste bispado muita remissão no cumprimento das capelas, missas e aniversários a que são os ministradores obrigados e que muita parte desta falta é por os priostes das igrejas não procurarem pelas ditas obrigações para as distribuírem e fazerem dizer em suas igrejas tomando outras de esmola melhor parada. Pelo que mandamos ao prioste desta sé […] sob pena de um marco de prata […] que saiba todas as capelas e missas da obrigação dela e as distribuía pelos capitulares” (DGARQ, Cabido da Sé do Funchal, mç. 33, fls. 2v.-3). Este provimento estava tão adequado à realidade que o prelado seguinte, D. Luís de Figueiredo Lemos, o transcreveu, quase ipsis verbis, para o texto das suas Constituições Extravagantes, onde figura na Constituição IX. À semelhança do que acontecia na sé, também nas freguesias rurais a questão do incumprimento das capelas se punha com acuidade, conforme se pode concluir dos provimentos que foram sendo exarados no Seixal em 1590 e em 1599, na Fajã da Ovelha em 1588, 1590, 1606 e 1625, na Tabua em 1587 e 1591 e em São Martinho em 1589, para dar apenas alguns exemplos. Os assuntos versados nestes registos vão desde a necessidade de se arranjar um livro onde fiquem tombados os encargos pios, a fim de que se possam atempadamente satisfazer, o abuso que clérigos e mordomos praticavam com os preços dos sufrágios, o desleixo no seu cumprimento e ainda a necessidade de se instituir uma confraria com o particular objetivo de velar pelas almas dos falecidos, como, de resto, tinha sido recomendado pelo Concílio de Trento e se materializou na criação de confrarias das Almas dos Fiéis Defuntos. Na Fajã da Ovelha, por exemplo, em 1588, D. Luís Figueiredo Lemos deliberava a constituição de uma confraria dos Fiéis de Deus, por ter constatado a “grande necessidade que as almas dos fiéis cristãos retidas no fogo do Purgatório têm dos sacrifícios e sufrágios da Igreja para que por meio deles mais facilmente se livrem” (ACDF, Fajã, Livro de Provimentos, fl. 2v.), a que se juntava a celebração de enterramentos sem a pompa devida, tudo fatores a que a referida confraria poderia obviar. Estas confrarias em particular, como, de resto, as confrarias em geral, tornaram-se também fiéis depositárias de testamentos e respetivas obrigações pias, sendo mesmo a celebração de missas afetas aos legados pios uma das fontes de rendimento confraternal, embora o correr do tempo viesse a transformar essa putativa renda numa despesa incomportável. Todas estas questões que o tempo não resolvia, mas, pelo contrário, agravava, levaram a que, em 1615, outras constituições diocesanas promulgadas por D. Fr. Lourenço de Távora dispusessem, no seu ponto 15, que, por saber que capelas não se cumpriam “por as propriedades e bens sobre que foram instituídas renderem hoje tão pouco que não basta para se dizerem as missas que os […] instituidores mand[e]m dizer”, decidia o prelado que os administradores de capelas em dificuldades não fossem obrigados a cumprir mais que o respeitante a dois terços dos encargos (COSTA, 1987, 18). Para ajudar a resolver os muitos problemas que poderiam surgir, e surgiram, no cumprimento dos encargos pios, desde muito cedo se criou o cargo civil de Juiz dos Resíduos e Capelas, que primitivamente se designava Juiz dos Resíduos e Provedor de Capelas, Hospícios, Albergarias, Gafarias e Órfãos da Madeira, cujo titular mais antigo foi João do Porto, seu ocupante em 1489. O conteúdo da função era o de velar pelo cumprimento dos legados, bem como pelo registo eficaz das propriedades sobre as quais recaíam os encargos. A jurisdição deste magistrado conflituava, por vezes, com a da Igreja, na medida em que as duas entidades tinham as mesmas preocupações em relação a capelas, e esta circunstância determinou que o desrespeito pelo instituído, primitivamente tratado como caso de foro misto, passasse, depois, a ser regido pela chamada regra da Alternativa, que estipulava que a responsabilidade pelo assunto pertencia, em meses alternados, ao Juízo dos Resíduos e à Igreja, pertencendo a esta última os meses de janeiro, março, maio, julho, setembro e novembro. Esta solução híbrida não foi, no entanto, suficiente para dirimir o contencioso, na medida em que o Juiz dos Resíduos, normalmente homem da terra, preferia, muitas vezes, omitir-se a criar problemas com os poderosos, o que, por sua vez, conduzia ao choque entre as jurisdições civis e as religiosas. Para tentar minimizar a tensão, em período de sé vacante, ocorrido entre 1721 e 1725, o então governador do bispado, Pedro Álvares Uzel, tinha decidido abdicar das prerrogativas eclesiásticas na gestão das capelas, atribuindo-as todas ao Juiz dos Resíduos e Provedor das Capelas. Quando o novo bispo, D. Fr. Manuel Coutinho, tomou posse do bispado foi, portanto, confrontado com um incumprimento generalizado dos encargos pios, razão pela qual, em pastoral que promulgou em 29 de setembro de 1725, muito pouco tempo depois de chegar, já falava da necessidade de os párocos, dentro de um mês, reportarem os testamentos por cumprir. Segundo se pode concluir de um longo documento com as memórias deste prelado, a questão do incumprimento das vontades testamentárias era a que “lhe dava mais peso” no governo da Diocese, pois envolvia os “maiores” que lhe opunham “resistência e contradição”, sobretudo por não haver “Provedor que os obrigue” (Ibid., fl. 8v.). Esta omissão do provedor levou o bispo, inclusivamente, a propor ao rei, por carta de 22 de fevereiro de 1732, a criação de um lugar “de novo” para um ministro que não se ocupasse de mais nada a não ser de execuções testamentárias (Ibid., fl. 60), mas o único resultado que obteve foi o da transferência daquelas competências do Juiz dos Resíduos para o Juiz de Fora, o qual, sem tempo para dedicar ao problema, deixou que tudo continuasse na mesma. Não admira, assim, que uma pastoral do prelado seguinte, D. frei João do Nascimento, publicada a 31 de janeiro de 1744, voltasse a abordar a problemática, através do pedido endereçado a todos os administradores de capelas para apresentarem aos respetivos párocos “certidão ou sentença do Juiz dos Resíduos” dando conta do seu cumprimento até aos finais de 1743 (ACDF, cx. 45, doc. 20, fl. n.n.). Em 1763, o corregedor da comarca queixava-se ao governador das arbitrariedades cometidas pelo Juiz dos Resíduos no âmbito das suas funções, entre as quais se contava a usurpação de muitas capelas à coroa ou aos instituidores, constatáveis através da análise de uma compilação de registos que se vinha fazendo desde 1590. Propunha-se, de novo, a criação de um cargo que se dedicasse apenas a este problema, à semelhança do que já tinha tentado D. Fr. Manuel Coutinho. Ainda que se desconheça que medidas foram tomadas a partir desta denúncia, sabe-se que, em 1800, vieram à luz novos abusos, desta vez praticados pelo escrivão dos Resíduos, que desviara em proveito próprio verbas dos legados, para o que não hesitara em falsificar documentos (SILVA e MENESES, 1984, II, 193). A fundação de capelas, já atingida pela legislação pombalina, acabou por desaparecer através de uma lei liberal, de 19 de maio de 1863, que extinguia as propriedades vinculadas. Terminava, assim, uma instituição que durante séculos intercedeu pelas almas do purgatório, gerou solidariedades, garantiu funerais condignos, geriu patrimónios imensos, movimentou muito dinheiro proveniente da “ganância espiritual em forma de missas” (FERNÁNDEZ TERRICABRAS, 2005, 29) e promoveu conflitos profundos entre testamenteiros e tomadores de contas, e entre jurisdições civis e religiosas. O CDC atual da Igreja Católica classifica os lugares sagrados em: igrejas (cc. 1214-1212), oratórios e capelas privadas (cc. 1223-1229) e santuários (cc. 1230-1234). A capela privada é definida no cân. 1226 do CDC como local destinado, com licença do Ordinário do lugar, ao culto divino, em favor de uma ou mais pessoas físicas. Este Ordinário do lugar é o bispo e/ou o vigário geral. A capela diferencia-se de outros lugares destinados ao culto, como as igrejas e os oratórios, que se destinam ao público em geral ou com algumas restrições; a legislação determina que as capelas privadas se destinam somente a uma ou várias pessoas físicas. Deste modo, a norma exclui que os institutos de vida consagrada e as sociedades de vida apostólica possam ter este tipo de capelas. Outra diferença significativa em comparação com as igrejas é que as capelas são lugares sagrados se forem benzidas segundo o rito litúrgico próprio. Exclui-se para as capelas e os oratórios qualquer outra utilização distinta do culto, mesmo que não tenham sido benzidas. Um caso particular é o das capelas privadas dos bispos. O direito reconhece a todos os bispos, eleitos e eméritos, a faculdade de terem uma capela privada, não sendo necessário obter autorização eclesiástica. Para serem celebrados a eucaristia e outros atos litúrgicos, é necessária a autorização do ordinário do lugar, que pode estar incluída na licença. De notar que, no caso de ser celebrada a Santa Missa com certa frequência, convém que o lugar seja benzido, pois o cân. 932 §1 exige um “lugar sagrado” para a celebração da eucaristia. Desde que se justifique, e com a devida autorização do ordinário do lugar, poder-se-ão celebrar nesse local os mesmos atos de culto que nos oratórios. Por exemplo, a Santa Missa, com conservação da reserva eucarística e exposição do Santíssimo Sacramento, e o sacramento da penitência. Bibliog.: manuscrita: ACDF, cx. 32, doc. 59; cx. 45, docs. 15 e 20; ACDF, Fajã da Ovelha, Livro dos Provimentos das Visitações da Igreja de S. João da Fajã da Ovelha, 1588- 1730; Seixal, Visitações e Provimentos, 1590-1756; Tabua, Livro de Provimentos de Visitações, 1587-1703; ARM, Arquivo do Paço Episcopal do Funchal, doc. 270; ARM, Paroquiais, Madalena do Mar, Mistos, liv. 1147; S. Martinho, Livro de Provimentos, 1588-1599; DGARQ, Cabido da Sé do Funchal, mç. 33, fls. 1-39; impressa: BARRETO, Jerónimo, Constituições Synodaes do Bispado do Funchal, Lisboa, António Ribeiro, Impressor, 1585; COELHO, Maria de Fátima, “O Instituto Vincular – sua Decadência e Morte”, Análise Social, vol. XVI, n.os 61-62, 1980, pp. 111-131; COSTA, José Pereira da, “Dominicanos Bispos do Funchal e de Angra (na esteira de Frei Luís de Sousa)”, separata de Actas do II Encontro de História Dominicana, Porto, Arquivo Histórico Dominicano Português, 1986; COSTA, Susana Goulart da, “Da Eternidade à Historicidade. Traços das Fundações Pias Setecentistas na Ilha de S. 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estúdio 21

[caption id="attachment_12984" align="alignright" width="186"] Logótipo do Estúdio 21. Fonte: Plataforma online Facebook.[/caption] O Estúdio 21 é uma escola de música e um projeto de longa data e tradição. Nasceu no seio de uma família de músicos que foi caminhando para uma geração mais nova, de modo a se enquadrar às necessidades do século XXI e preencher determinadas lacunas, nomeadamente dar possibilidade do estudo da música aos mais idosos. A escola de música, Estúdio 21, no seu ano zero de atividade (2013), atuou em diferentes artes e indústrias culturais. Deu formação de diferentes instrumentos a diversos alunos, promoveu dezenas de workshops e formações especializadas, envolvendo-se continuamente em projetos musicais e artísticos. Lançou a série “Repórter Pirata” que cobriu a gravação de concertos na região em áudio e em vídeo, promovendo além fronteiras. Estúdio que marcou pela diferença, irreverência e criatividade em diversos aspetos. 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Salas de Ensaio e Estúdio de Gravação Espaço concebido a pensar nas bandas e músicos exigentes com excelente qualidade acústica e backline de topo garantindo uma melhor sonoridade. As salas de ensaios foram devidamente isoladas e a visão do Estúdio 21 sobre o conforto, climatização e luminosidade proporciona aos músicos comodidade durante as extensas horas de ensaio. _____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=XYGnGcgkeWM https://www.youtube.com/watch?v=1w8kRU_yShA https://www.youtube.com/watch?v=6bnFzbIDPoE https://www.youtube.com/watch?v=PQygv9hqt0Y Toda esta informação pode ser consultada e visualizada através dos seguintes links do Estúdio 21: Página oficial: http://www.estudiovinteum.com/; Instagram: https://www.instagram.com/estudiovinteum/; Facebook: https://www.facebook.com/EstudioVinteUm; Canal Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCiB2J4fgdx0WPwOXo2ZZlA.  

grupo de folclore e etnográfico da boa nova

O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova foi fundado a 15 de agosto de 1965 (data da 1ª atuação do grupo), sendo os seus Cofundadores: Luís da Paixão Fernandes, Zina Gonçalves Fernandes e Manuel Ferreira Pio. Os Estatutos foram redigidos e apresentados à mais alta Entidade do Distrito do Funchal para a sua aprovação, a 20 de julho de 1965, com as respetivas rúbricas e assinaturas dos fundadores. No dia 15 de setembro de 1994 a Câmara Municipal do Funchal, como sinal de reconhecimento pelo trabalho realizado em prol da cultura regional, deliberou, por unanimidade, dar parecer favorável ao pedido de declaração de Utilidade Pública da Instituição, por Delegação do Presidente da Câmara, Miguel Filipe Machado Albuquerque. A decisão de Instituição de Utilidade Pública por parte do Governo Regional da Madeira, foi auferida pela Resolução nº 905/94, de 29 de setembro de 1994, no Conselho do Governo. Despacho Conjunto das Secretarias Regionais das Finanças e do Turismo e Cultura, José Paulo Baptista Fontes e João Carlos Nunes Abreu respetivamente, e, publicado no JORAM a 7 de outubro de 1994 (“I Série, nº 126, 2”). Novamente por solicitação da Associação foi concedido o Estatuto de Superior Interesse Cultural ao Grupo Folclórico Cultural e Recreativo Boa Nova, a 9 de dezembro do mesmo ano, Despacho Conjunto das Secretarias Regionais das Finanças e do Turismo e Cultura, José Paulo Baptista Fontes e João Carlos Nunes Abreu respetivamente e editado no JORAM a 11 de janeiro de 1995 (“II Série, nº 8, 1”). [caption id="attachment_12778" align="aligncenter" width="852"] Foto: Perestrelo[/caption] A 8 de julho de 2005 foi passada a Certidão no 4º Cartório Notarial do Funchal, a cargo do Notário, Ernesto Clemente dos Santos, o Grupo Folclórico, Cultural e Recreativo Boa Nova, passou a dominar-se: Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova (Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação nº 453614) e com remodelação total dos estatutos - incluindo o Regulamento Interno, conforme o Art.º 14º - e publicado posteriormente no JORAM, no dia 28 de junho de 2006 (“II Série, nº 124, 4-5”). Com a inauguração do Centro Cívico de Santa Maria Maior, por Sua Excelência o Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim, a 18 de abril de 2007, a Associação, já com os seus novos estatutos e denominação, passou a ter definitivamente a sua Sede Social, onde se encontra também sediado o Núcleo Museológico de “Arte Popular” e Biblioteca - Arquivo Documental da Instituição (a criação do núcleo e biblioteca já estavam lavrados nos atuais estatutos da coletividade). Em relação aos órgãos diretivos, de mencionar dois fatos que não podemos descurar: o Presidente da Assembleia Geral foi desde a primeira hora e até a atualidade João Inácio Faria; a Presidência da Direção foi incumbida a Zina Gonçalves Fernandes desde da fundação até 2006 e delegada, através de sufrágio eleitor e por unanimidade, ao seu filho Danilo José Fernandes desde 2007 até ao presente. Recordemos os nomes dos fundadores: Assembleia Geral: Presidente - João Inácio Faria. Direção: Presidente – Zina Gonçalves Fernandes; Secretário – Manuel Ferreira Pio; Tesoureiro – Luís da Paixão Fernandes. Conselho Fiscal: Presidente – Manuel Gomes de Abreu (Jornal da Madeira, 27-03-66, 12). Seguem-se os atuais continuadores: Assembleia Geral: Presidente - João Inácio Faria; Vice-presidente – Sílvio Nicolau Fernandes Mendes; Vogal – Alfredo Jaime Fernandes. Direção: Presidente – Danilo José Fernandes; Secretária – Maria Ivone Alves Vieira Fernandes; Tesoureiro – Paulo Sérgio Abreu Freitas; Vogal – Talida da Piedade Fernandes Martinho; Vogal – Marta Sofia Góis. Conselho Fiscal: Presidente – António José Freitas Rodrigues; Vice-presidente - Emídio Amaro Rodrigues; Vogal–Regina Maria Gouveia O Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova, concretizou uma série de projetos (principalmente logo após a diligência empreendedora do seu novo diretor artístico Danilo José Fernandes, a partir de 1989), desde gravações em áudio e audiovisual; coleção de postais alusivos aos trajos regionais; investigação e publicações na área do folclore e etnografia; colóquios; Roteiro Etnográfico das Carreiras “Uma Aldeia na Cidade”; exposições etnográficas itinerantes e outras; criação do Núcleo Museológico de “Arte Popular”. É o organizador da Semana Europeia de Folclore, Encontro “Danças das Espadas e Mouriscas” (neste momento inactivo), Encontro de Charambistas e Feira de Arte Popular Madeirense. Foi criado na Instituição o Grupo Musical “Memórias do Nosso Povo” e o Grupo “Dança das Espadas”. O Grupo Folclórico, em meio século de existência, esteve por cinco ocasiões nas diásporas, a convite dos seus emigrantes: Venezuela (única deslocação por via marítima), entre 12 de agosto e 6 de outubro de 1969. Foi a primeira representação folclórica da região em terras de Simón Bolívar. Atuaram nas cidades de Caracas, Maracay e Los Teques. Além deste país latino, exibiram-se também em Curaçau, Miami e Tenerife (Jornal da Madeira, 19-08-77, 5); de 31 de julho a 9 de agosto de 1974, viajou para aos EUA, à cidade de New Bedford, com o fim de participarem na festa do Santíssimo Sacramento (Jornal da Madeira, 19-08-77, 5); entre os dias 14 e 23 de abril de 1993, foi a vez da França, num intercâmbio com o Grupo Folclórico “Os Vilhões”, atuando na vila de Cerizay e em 1998 e 2010, foram ao Canadá, no mês de agosto, para participarem no arraial de Nossa Srª do Monte, em Montreal e Toronto (na primeira a convite do Sr. José Luís Rodrigues Bettencourt (Diário de Notícias, 29-08-98, 22) e na segunda em permuta com o Rancho Folclórico Madeirense da Casa da Madeira Community Center Canadian Madeira Club). Núcleo Museológico de “Arte Popular” Com a inauguração do Centro Cívico de Santa Maria Maior, a 18 de abril de 2007, a coletividade passou a usufruir, para além da sua sede social, de um espaço feito de propósito para resguardar e expor todo o vasto património etnográfico adquirido desde do início dos anos noventa até à presente data, dando a cognominação de Núcleo Museológico de “Arte Popular”. Paralelamente área citada, encontra-se também a Biblioteca e Arquivo Documental da Instituição. Desde a inauguração do núcleo até ao presente, já ocorreram algumas exposições temáticas. Destacamos entre elas: Trajes do Arquipélago da Madeira e Ferramentas do linho e da lã, o ADN do Povoamento Rural da Madeira”, exposto a 14 de agosto de 2012 e as do âmbito das Comemorações dos 50 Anos da Instituição: “Camisas da Noite de Casamento e do Segundo Dia (1894-1944)”, estreada a 14 de fevereiro de 2014; “150 Anos do Nascimento de António Fernandes (1864-2014)”, pai do cofundador do grupo Luís da Paixão Fernandes e avô do atual presidente Danilo José Fernandes (considerado o avô da Associação), a 12 de maio de 2014; o “Centenário do Nascimento do Luís da Paixão Fernandes (1915-2015)”, antecedendo de uma palestra e apresentação de um filme de 1972 do Caniçal, de sua autoria, no Auditório do Centro Cívico de Santa Maria Maior, no dia 12 de junho de 2015 e finalmente, e do descerramento dos quadros alusivos dos três cofundadores e dos artistas fundadores da instituição, precedendo de uma apresentação de um vídeo no Auditório do Centro Cívico de Santa Maria Maior, de uma recolha etnográfica “As Ferramentas da Lã”, a 15 de agosto de 2015. Feira Feira de Arte Popular Madeirense – outra iniciativa da Associação, teve como principal objetivo divulgar e comercializar o artesanato regional. Foi inaugurado a 29 de março de 2008 e ocorre, desde essa data, no segundo e último sábado de cada mês, no “Larguinho da Feira”, ao lado do Mercado dos Lavradores. Artesanato Manufaturação de Carapuças “Típicas da Madeira” - como objetivo de manter este artesanato tradicional da freguesia de Santa Maria Maior, esta Instituição através do seu Núcleo Museológico, elaborou um projeto com a colaboração da Direção de Serviços de Desenvolvimento Rural os quais ministraram uma ação de formação de “Carapuças Típicas da Madeira” e que decorreu entre os dias 21 de janeiro e 11 de fevereiro, de 2013, num total de 12 horas, finalizando a ação de formação 5 formandas. Além de constituir uma mais-valia na manutenção deste artefato emblemático da região, com toda a sua autenticidade, é também um dos quadros vivos do espaço museológico (https://www.facebook.com/nucleo.museologico/?fref=ts). Livros  "Ferramentas do Linho e da Lã - o ADN do Povoamento Rural da Madeira" "Caderno - Núcleo Museológico de "Arte Popular" - nº 1, 50 anos - Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova" CD´S " 40 Anos de Folclore" "Cantigas da Moda"

tunas

As Tunas Académicas ou Universitárias são caracterizadas por serem agrupamentos musicais constituídos por estudantes ou antigos estudantes do ensino superior. O repertório musical das tunas é extremamente variado, indo desde adaptações de temas de autor, passando pela música erudita, até composições originais cuja temática incide essencialmente na vida boémia estudantil, na celebração do amor  ou de cariz humorístico e brejeiro - picaresco. Envergam usualmente o traje académico da instituição que representam, sem prejuízo de em certos casos serem criados trajes especificamente para o efeito - inspirados, em todo o caso, quer em trajes estudantis de séculos passados, quer com adaptações de elementos etnográficos da região a que pertencem. TUMa - Tuna Universitária da Madeira [caption id="attachment_12089" align="alignleft" width="228"] Logótipo da TUMa - Tuna Universitária da Madeira[/caption] A Tuna Masculina da Universidade da Madeira iniciou as suas atividades em setembro de 1995, tendo-se formado, no entanto, em abril de 1994 como tuna mista. A 13 de março de 1998 é constituída a Associação denominada Tuna Universitária da Madeira (TUMa). A TUMa tem como principais objetivos promover o espírito e a vida académica tanto no meio universitário como na vida sócio-cultural onde se insere, promover o intercâmbio com outras tunas universitárias nacionais e estrangeiras e levar o nome da sua Universidade e da sua Região aos vários cantos do país e do estrangeiro. Uma das estratégias adotadas pela TUMa para atingir os seus objetivos é a organização anual do ETUMa - Encontro de Tunas Universitárias da Madeira, inicialmente conhecido como Encontro de Tunas Universitárias da Cidade do Funchal, que é realizado desde 1995. É no primeiro sábado do mês de dezembro, no Centro de Congressos do Casino da Madeira, que se dá o seu ponto mais alto, com as atuações da tuna anfitriã e convidadas, sendo que antigamente este evento era realizado ao ar livre, na Praça do Município. Durante o encontro são também organizadas atividades sócio-culturais para os visitantes   [gallery ids="12722,12725,12728,12731"] A TUMa tem como tuna madrinha a TAUA (Tuna Académica da Universidade dos Açores) desde abril de 1994 e em abril de 1997, a TUMa apadrinhou a Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira. A TUMa - Tuna Universitária da Madeira pode ser acompanhada na rede social Facebook através do seguinte link: https://www.facebook.com/TunaUniversitariaDaMadeira/ Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira [caption id="attachment_12080" align="alignleft" width="238"] Logótipo da Tuna D'Elas - Tuna Feminina da Universidade da Madeira[/caption] A Associação Tuna D’Elas – Tuna Feminina da Universidade da Madeira, fundada a 31 de janeiro de 1997, é uma associação juvenil de direito privado, sem fins lucrativos, sedeada no concelho do Funchal. Em conformidade com o disposto nos seus Estatutos, publicados no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira, II Série, n.º 33, de 16 de fevereiro de 2000, esta Associação tem por objeto promover a formação cultural, musical e humana dos seus membros; promover a música tradicional, popular, académica e outra; promover as tradições tunantes e académicas e dinamizar acções que mantenham a ligação da “TUNA D’ELAS” à Universidade da Madeira (artigo 4.º). A Tuna D’Elas iniciou a sua atividade musical cantando a duas vozes acompanhadas por violas, rajão, bombo e flauta. Atualmente, a Tuna canta a quatro vozes e conta com uma maior diversidade de instrumentos tais como bandolim, cavaquinho, braguinha, acordeão, entre outros. O repertório da Tuna é constituído, essencialmente, por músicas tradicionais, populares e académicas, bem como alguns originais e arranjos.  Conta com dois trabalhos discográficos editados: Ser Tunante em fevereiro de 2001 e Tons de Azul em janeiro de 2007. [caption id="attachment_12086" align="alignright" width="344"] Tuna D'Elas - Tuna Feminina da Universidade da Madeira. Atuação no Porto Moniz na "Semana do Mar", 2016. Fonte: Plataforma online Facebook da Tuna D'Elas.[/caption] Ao logo dos anos a Tuna tem dado provas da sua evolução musical, não só através dos seus trabalhos discográficos, mas também através dos prémios arrecadados nos vários festivais de tunas em que tem marcado presença, de norte a sul do país. Para além dos festivais de tunas, tem participado em vários Encontros de Tunas dentro e fora da Região Autónoma da Madeira, assim como em festas populares e eventos de solidariedade por toda a ilha.  Procurando levar o nome da sua Universidade e da Região além-fronteiras, a Tuna D’Elas , destaca no seu percurso as deslocações Internacionais a Caracas e Aruba em novembro de 2001, a Bruxelas em novembro de 2005, a Tenerife em agosto de 2008 e a Montreux, na Suíça, em março de 2013. Com o objetivo de promover o intercâmbio cultural e académico, organizou sete edições do EncanTunas - Festival de Tunas Femininas da Madeira e duas edições do Tunas ao Molhe - Encontro de Tunas. Em co-organização e co-realização com as várias tunas da Madeira, realizaram-se duas edições do evento “Tunas Solidárias”. A primeira edição em janeiro de 2005, cujas receitas reverteram em favor das vítimas do tsunami na Ásia, e a segunda edição em março de 2010, para apoiar as vítimas da intempérie de 20 de fevereiro de 2010, na Madeira. [gallery ids="12188,12191,12194,12197"] Comemorou o seu X Aniversário a 31 de janeiro de 2007, no Teatro Baltazar Dias, com a participação dos grupos: Si que Brade - Grupo de Instrumentos Tradicionais do GCEA, Ensemble de Percussão do GCEA, Orquestra de Bandolins do GCEA e TUMa - Tuna Universitária da Madeira. Várias têm sido as "tunantes" que passam pela Tuna e, cada qual à sua maneira, deixam a sua marca. Mais informações sobre a Tuna D'Elas podem ser consultadas em: https://www.facebook.com/tunadelas/?fref=ts  e http://www4.uma.pt/tunadelas/index.php.

turtv madeira

[caption id="attachment_12094" align="alignleft" width="258"] TurTv Madeira - Manuel Henriques[/caption] A TurTv Madeira é um canal do youtube que visa promover o turismo e a divulgação audiovisual da Madeira. Pertence a Manuel Henriques, repórter profissional de imagens e editor, natural de Oliveira de Azeméis, Porto, com mais de 30 anos de experiência ao mais alto nível. Concluiu um curso de formação na RTP em Lisboa, de cinco meses, e desde aí começou a percorrer as várias companhias televisivas desde a TVI à SportTV. Trabalhou com a RTP Madeira durante dois anos e reside atualmente no Arquipélago. Este seu projeto abrange milhares de horas de filmagem e edição de assuntos / eventos que abarcam várias realidades de acontecimentos madeirenses, desde o turismo, desporto, ensino, formação, lazer, passando pela gastronomia, cultura, indústria, entre muitos outros. O que mais motiva Manuel Henriques a fazer este trabalho é a sua paixão pela Ilha e o reconhecimento, incluindo agradecimentos e elogios, tanto de estrangeiros, como dos próprios madeirenses. _____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=tpURLuXRE2o Arquipélago da Madeira - Promoção e divulgação da Ilha. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=llZ5M1_tejY Senhora da Piedade Caniçal 2016 - Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira - Promoção e divulgação da Madeira. ___________________________ https://www.youtube.com/watch?v=5TPCC_4DDmQ Resumo dos 10 primeiros classificados do Rali Vinho Madeira 2016. Imagens gravadas em 6 sítios diferentes - Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=XJ08Lhzuovk Marchas de São Pedro e fogo de artifício Câmara de Lobos 2016 - Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. Promoção e divulgação da Madeira. ___________________________ https://www.youtube.com/watch?v=aUoIsfv2P-8 Extreme Sailing Series Madeira 25-09-2016 - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. _________________________ https://www.youtube.com/watch?v=qsaDi_4qiMc Cana-de-açúcar, engenho do Porto da Cruz - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ___________________________ https://www.youtube.com/watch?v=-Nl2mFh9uyU O Funchal a arder, 2016. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ______________________________ https://www.youtube.com/watch?v=Oxz-Uo6d_pc Mais de 7 dias de concertos, muitos minutos de captura de imagens, 5 minutos de edição. FICA NA CIDADE, Funchal 2016 - Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=R8__7RUfQ5k Elaboração de Tapetes Floridos - Festa da Flor 2016 - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. _____________________________ https://www.youtube.com/watch?v=ty2l2Z-THts Amanhecer do Funchal, Novembro de 2015 - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. _______________________________ https://www.youtube.com/watch?v=a_Bz8pe6sSs Arraial do Monte - Ilha da Madeira - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. __________________________ https://www.youtube.com/watch?v=QapnivLyJSw Laurissilva e levadas da Madeira - Promoção e divulgação da Madeira. Imagem/edição Manuel Henriques TurTV Madeira. ___________________________ Todos os direitos de imagem e áudio das produções realizadas, e que estão no canal de youtube TurTv Madeira, são de Manuel Henriques. Estes e muitos outros vídeos podem ser visualizados nos links abaixo citados. Canal youtube: https://www.youtube.com/user/Manel869/featured Facebook: https://www.facebook.com/Turtv-Produ%C3%A7%C3%A3o-do-v%C3%ADdeo-Profissional-673354629386651/?fref=ts  

madeira quase esquecida

[caption id="attachment_11539" align="aligncenter" width="505"] Forte dos Louros, Lazareto-Funchal. Autor: Hugo Reis.  Fonte: "Madeira Quase Esquecida"[/caption] "Madeira Quase Esquecida" é um projeto de recolha e catalogação de imagens da sociedade madeirense criado na plataforma online Facebook. Possui um repertório de fotografias da Madeira antiga encontrando-se em permanente atualização. A ideia partiu de Don Amaro, um técnico de informática holandês, filho de uma madeirense, que se interessa pelo património, e que desafiou Hugo Reis, colecionador e fotógrafo, detentor de uma grande coletânea de imagens antigas da Madeira, a criar a página "Madeira Quase Esquecida". [caption id="attachment_11613" align="alignleft" width="275"] Antiga Câmara Municipal do Porto Santo“É o mais antigo imóvel do arquipélago construído com o propósito de albergar uma edilidade, seguindo o modelo nacional com adaptações locais. Até 2004 foi o edifício sede do Município do Porto Santo.” Foto: sem data e de autor não identificado. Informação disponível em: “Inventário do Património da Ilha do Porto Santo”, Câmara Municipal do Porto Santo, 2009. Fonte: "Madeira Quase Esquecida"[/caption] Devido ao ritmo de crescimento acelerado do projeto acabaram por recrutar mais elementos para cooperar com a iniciativa. Assim, Madalena Vieira, Lígia Almeida Oliveira e o militar José Lemos da Silva integraram o projeto, constituindo um grupo de cinco elementos, todos com o mesmo interesse e objetivo, mencionando que fazem esta recolha de fotografias e informações por “amor à camisola e ao património”, de forma a salvaguardar a memória coletiva madeirense. [caption id="attachment_11610" align="alignright" width="257"] Edifício Blandys na Avenida do Mar, início dos anos 60 do século XX. Fonte: The Blandys of Madeira, 1811-2011 (MV) e "Madeira Quase Esquecida"[/caption] [caption id="attachment_11521" align="aligncenter" width="182"] Moeda Comemorativa da Autonomia Regional. Autor: Hugo Reis. Fonte: "Madeira Quase Esquecida"[/caption] A página surgiu em abril de 2011 exibindo fotografias distribuídas por mais de meia centena de álbuns que mostram lugares, tradições, ofícios, edifícios e personalidades que marcaram o passado e o quotidiano de outros tempos. Admitem que este trabalho acaba por ser gratificante, principalmente quando recebem e lêem os comentários de apoio e reconhecimento dos seguidores da página e ao constatarem que muitos já o encaram "como uma base de dados". A comunidade emigrante é o principal público da página, uma vez que os faz recordar lugares e episódios que viveram enquanto estavam na região e, deste modo, sentem-se mais próximos da Ilha. No entanto, os administradores afirmam que os próprios madeirenses estão mais interessados em conhecer a sua cultura e ascender ao debate do conhecimento da História da Madeira. Atualmente a página conta com cerca de 40 mil seguidores. Além do enorme repertório de fotografias, a publicação de vídeos passou a estar presente na página. Vídeos que ilustram a rotina madeirense, a cultura, as tradições, o comércio, as vias de comunicação, os meios de transportes entre outros, e que já contam com milhares de visualizações. [caption id="attachment_11616" align="alignleft" width="300"] Delegação de Turismo da Madeira. (Bilhete Postal editado pela DTM na década 30/40 do séc. XX.) O último piso do Golden Gate serviu desde 1937 até finais da década de 1940 de sede provisória da Delegação de Turismo da Madeira. (JLS). Fonte: "Madeira Quase Esquecida"[/caption] A coletânia de fotografias e vídeos do  "Madeira Quase Esquecida" pode ser consultada através dos seguintes links: https://www.facebook.com/MadeiraQuaseEsquecida/?fref=ts e https://flipboard.com/@donamaro/madeira-quase-esquecida-un3lkeujy. [gallery ids="11631,11628,11625,11622,11619,11572,11584,11590,11596,11599,11602,11593"]