almeida, georgina dias de

28 Dec 2020 por "Cláudia Neves"
Literatura

 

Georgina Dias de Almeida foi poetisa, mas poucas são as informações que se encontraram a seu respeito. O único registo da sua atividade aparece no Álbum Madeirense, uma coleção de poesias de diversos autores madeirenses, reunidas por Francisco Vieira. O poema é dirigido a Leolinda, e, segundo o Visconde do Porto da Cruz, que também referencia a poetisa na sua obra Notas & Comentários para a História Literária da Madeira, trata-se de D. Leolinda Jardim Vieira, embora no cabeçalho do poema seja referida D. Leolinda Dias D’Almeida.

Georgina Dias de Almeida também aparece referenciada na obra Da Voz à Pluma…, de Laureano Macedo, na qual é referido que esta escritora é aparentada com Carolina Dias de Almeida.

O poema da autora incluído no Álbum Madeirense recorda a infância saudosa, versando a mudança que o tempo opera transformando os sonhos infantis em imagens vivas apenas na memória: “Lembra-te? Era eu jovem e tu gentil criança,/Brincávamos adorando o seixo, o escarcéu…/Tudo era nesse tempo, o quê? – um mar d’esperança!/Mas… crescemos ambas… toldou-se o nosso céu!/ […] Se poetisa eu fora, sim, da minha lira/Soltaria um cântico a ti, ó Leolinda!/Afetos desse tempo em versos escreveria,/Deixando-te no álbum uma saudade infinda!” (VIEIRA, 1884, 235).

 

 

Cláudia Neves

(atualizado a 23.01.2017)

Bibliog.: PORTO DA CRUZ, Visconde do, Notas & Comentários para a História Literária da Madeira, vol. ii, Funchal, Edição Câmara Municipal do Funchal, s.d.; MACEDO, Laureano, Da Voz à Pluma. Escritoras e Património Documental de Autoria Feminina de Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde. Guia Biobibliográfico, Ribeira Brava, Edição L. S. Ascensão de Macedo, 2013; VIEIRA, Francisco (org.), Álbum Madeirense, Poesias de Diversos Autores Madeirenses, Funchal, Typographia Funchalense, 1884.

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